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3 de dezembro de 2015

A PRÁTICA DA PSICOLOGIA ESCOLAR

O Conselho Federal de Psicologia envia em 17 de outubro de 1992 ao Ministério do Trabalho as seguintes atribuições do psicólogo escolar/educacional que fazem parte do catálogo brasileiro de ocupações:

Atua no âmbito da educação, nas instituições formais ou informais. Colabora para a compreensão e para a mudança do comportamento de educadores e educandos, no processo de ensino aprendizagem, nas relações interpessoais e nos processos intrapessoais, referindo-se sempre as dimensões política, econômica, social e cultural. Realiza pesquisa, diagnóstico e intervenção psicopedagógica individual ou em grupo. Participa também da elaboração de planos e políticas referentes ao Sistema Educacional, visando promover a qualidade, a valorização e a democratização do ensino. (p.5)


Para Andrada(2005) O início da prática do psicólogo escolar/educacional era centralizado nos problemas de aprendizagem e no desenvolvimento considerado normal, seus instrumentos iniciais eram testes para medir a capacidade do aluno separando os aptos dos não aptos à aprendizagem, o que caracterizava um pensamento excludente e linear de causa e efeito, prática essa que teve um impacto grande na vida dos alunos, já que via o aluno como portador de deficiência, portador de falhas, ou seja, como dono de sua dificuldade, entretanto ao entrar na escola o psicólogo pôde observar através do seu olhar a força  dos determinantes sociais nos problemas de aprendizagem, mas ainda existia a força da instituição, a escola, que exigia que o profissional enfatizasse o aluno problema para que ele se adaptasse as normas e a aprendizagem.

Infelizmente percebe-se ainda hoje uma psicologia escolar/educacional em crise, primeiro por causa da demanda que é enorme, pois há muitos alunos não adaptados ao “objetivo” da escola, em segundo temos a visão de muitos profissionais da educação pautado no paradigma da anormalidade x normalidade.



Por isso deve-se olhar a escola através de um pensamento sistêmico em que o todo é maior que a soma das suas partes, ou seja, o funcionamento do sistema não pode ser entendido a partir do funcionamento de uma só parte, dessa forma, para compreendermos o processo interacional é preciso considerar diversas causas assim como a função que determinado problema está exercendo no processo. Com esta revolução no pensamento o aluno não pode mais ser visto como sujeito dotado de problemas, como um ente separado do sistema relacional, mas como um sujeito relacional.

A partir disso o psicólogo escolar/educacional não pode mais eleger um único modelo para explicar as dificuldades de aprendizagem, não pode se fazer neutro na escola e nas relações e deve aceitar a ideia de que uma dificuldade de aprendizagem pode exercer alguma função em um dos sistemas no qual o aluno vive.

Além das atribuições do psicólogo escolar/educacional publicadas pelo CFP pode-se exemplificar que o psicólogo pode:

a) aplicar conhecimentos psicológicos na escola, concernentes ao processo ensino-aprendizagem, em análises e intervenções psicopedagógicas; referentes ao desenvolvimento humano, às relações interpessoais e à integração família comunidade escola, para promover o desenvolvimento integral do ser; b) analisar as relações entre os diversos segmentos do sistema de ensino e sua repercussão no processo de ensino para auxiliar na elaboração de procedimentos educacionais capazes de atender às necessidades individuais.(ANDRADA, 2005, P.3)


Além de demonstrar para a instituição a visão de sujeito que o psicólogo tem, o que pensa acerca dos problemas de aprendizagem e as estratégias diferenciadas que tem, ao invés do esperado atendimento individual na “sala do Psicólogo”.

O psicólogo deve olhar o todo, e dentro desse todo está a relação escola - família. Família e escola são duas instituições fundamentais para desencadear os processos evolutivos das pessoas atuando como propulsores e inibidores do crescimento. Andrada (2005) analisa que devemos perceber como psicólogo escolar/educacional junto a família sobre a função dessa dificuldade do aluno neste momento no ciclo vital da família e ainda podemos:

Confrontar família e professor quando necessário, criando um espaço de diálogo franco acerca das dificuldades de todos, não só do aluno, diluindo nos sistemas a culpa pelo fracasso escolar. Assim, outra armadilha é enfraquecida: a culpa sempre é da família. (id, p.4)


Há muitos benefícios na integração família e escola, primariamente na participação no projeto político e pedagógico da escola, eixo até mesmo normatizado pelo Estatuto da criança e do adolescente (1990) no seu artigo 53 parágrafo único: “é direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais”.


Neste ínterim a família participa e fica a par dos programas curriculares, projetos pedagógicos e pode acompanhar o progresso e a necessidade dos alunos. Esse pode ser o início da sua participação pois a família e a escola devem ser parceiros na realização de reuniões conjuntas, com oportunidades para os pais falarem de seus papéis e de si mesmos, além de promoção de encontros com a possibilidade de ajudar os pais e professores para troca de informações.






Referências Bibliográficas:

Andrada, E. G. C. (2005). Novos paradigmas na prática do psicólogo escolar. Psicologia, Reflexão e Crítica, 18,  Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/prc/v18n2/27470.pdf>
Acesso em: Acesso em: 04 de Out. 2015.

Conselho Federal de Psicologia, (CFP). Disponível em:< http://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/atr_prof_psicologo.pdf> Acesso em 04 de Out. 2015

Estatuto da Criança e do Adolescente, 1990 Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm> Acesso em 01 de Out. 2015

3 de dezembro de 2008

O professor não é o de ensinar mais de ajudar o aluno a aprender.



Um professor não só transfere conhecimentos, não só ensina, um professor também aprende, um professor ajuda na formação de um mundo melhor quando é um exemplo, quando respeita, quando questiona, quando percebe o outro como um indivíduo histórico, que tem nome, tem família, conhece e desconhece , a importância do professor pode ser percebida, pela narração de Paulo Freire em seu livro pedagogia da autonomia:

"Nunca me esqueço, na história já longa de minha memória, de um desses gestos de professor que tive na adolescência remota. Gesto cuja significação mais profunda talvez tenha passado despercebida por ele, o professor, e que teve importante influencia sobre mim. Estava sendo, então, um adolescente inseguro, vendo-me como um corpo anguloso e feio, percebendo-me menos capaz do que os outros, fortemente incerto de minhas possibilidades. Era muito mais mal-humorado que apaziguado com a vida. Facilmente me eriçava. Qualquer consideração feita por um colega rico da classe já me parecia o chamamento à atenção de minhas fragilidades, de minha insegurança.
O professor trouxera de casa os nossos trabalhos escolares e, chamando-nos um a um, delvolvia-os com seu ajuizamento. Em certo momento me chama e , olhando ou reolhando o meu texto, sem dizer palavra, balança a cabeça numa demonstração de respeito e de consideração. O gesto do professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu a minha redação. O gesto do professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir. De que era possível confiar em mim mas que seria tão errado confiar além dos limites quanto errado estava sendo não confiar”(Freire, 1996, pág. 43).

15 de novembro de 2008

Questão de concurso -Psicologia da Educação

Psicólogo educacional- Santa Cruz do Capibaribe 2008


Questão 29.

A escolha de Henri Wallon para iluminar a questão da afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões. Analise as proposições abaixo e aponte a correta:
I. Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
II. Entre a Psicologia e a Educação as relações não são de uma ciência normativa e de uma ciência ou arte aplicada. Ou seja, Psicologia e Pedagogia constituem momentos complementares de uma mesma atitude experimental.
III. A diretriz norteadora do Projeto de Wallon foi construir uma educação mais justa para uma sociedade mais justa. As ações propostas repousam sobre quatro princípios: Justiça , Dignidade igual de todas as ocupações, Orientação e Cultura geral .

a) Apenas a I está correta.
b) Apenas a II está correta.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas a II e III estão corretas.
e) Todas estão corretas.


Henri Wallon nasceu em Paris, França, em 1879. Graduou-se em Medicina e Psicologia. Fez também Filosofia. Atuou como médico na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ajudando a cuidar de pessoas com distúrbios psiquiátricos. Em 1925 criou um laboratório de Psicologia Biológica da Criança. Quatro anos mais tarde, tornou-se professor da Universidade Sorbonne e vice-presidente do Grupo Francês de Educação Nova — instituição que ajudou a revolucionar o sistema de ensino daquele país e da qual foi presidente de 1946 até morrer, também em Paris, em 1962.

Ao longo de toda a vida, dedicou-se a conhecer a infância e os caminhos da inteligência nas crianças. Militante de esquerda, participou das forças de resistência contra Adolf Hitler e foi perseguido pela Gestapo (a polícia política nazista) durante a Segunda Guerra (1939-1945). Em 1947 propôs mudanças estruturais no sistema educacional francês. Coordenou o projeto Reforma do Ensino, conhecido como Langevin-Wallon — conjunto de propostas equivalente à nossa Lei de Diretrizes e Bases. Nele, por exemplo, está escrito que nenhum aluno deve ser reprovado numa avaliação escolar. Em 1948 lançou a revista Enfance, que serviria de plataforma de novas idéias no mundo da educação — e que rapidamente se transformou numa espécie de bíblia para pesquisadores e professores.

A escolha de Henri Wallon para iluminar a questão da afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões:

· Sua teoria psicogenética dá uma importante contribuição para a compreensão do processo de desenvolvimento e também para o processo de ensino-aprendizagem-dando subsídios para compreender o aluno e o professor,e a interação entre eles.
· Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
· Estabelece uma relação fecunda entre psicologia e educação,segundo wallon(1937) “Entre a Psicologia e a Educação as relações não são de uma ciência normativa e de uma ciência ou arte aplicada.” Ou seja, Psicologia e Pedagogia constituem momentos complementares de uma mesma atitude experimental.
· A diretriz norteadora do Projeto de Wallon foi construir uma educação mais justa para uma sociedade mais justa. As ações propostas repousam sobre quatro princípios:


Justiça : Qualquer criança, qualquer jovem independente de suas origens tem igual direito ao desenvolvimento completo, a única limitação que pode ter é de suas próprias aptidões.
Dignidade igual de todas as ocupações: Todas as ocupações de revestem de igual dignidade, a educação não deve fomentar o predomínio da atividade manual ou intelectual em função de razões de origem de classes ou étnicas.
Orientação : O desenvolvimento das aptidões individuais exige primeiro , orientação escolar e depois orientação profissional.
Cultura geral : Não pode haver especialização profissional sem cultura geral, a especialização não pode ser um obstácuo para a compreensão dos problemas mais amplos, só uma sólida cultura geral libera os homens dos estreitos limites da técnica.



SAIBA MAIS: http://estudandopsi.blogspot.com.br/2008/09/as-contribuies-de-vygotsky-wallon-e.html




 
Referências:

MAHONEY, Abigail Alvarenga e ALMEIDA,Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuição de Henri Wallon. Psicologia da Educação, 2005, vol 20 p.11-30. Issn 1414-06975 Disponível em 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-69752005000100002&script=sci_arttext 

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/educador-integral-423298.shtml?page=3 

18 de outubro de 2008

Ensinar e Aprender

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor
Admirável chip novo, Pitty

Este blog vive uma fase de assuntos educacionais, pois estou vivendo um semestre de licenciatura já que meu curso com muito orgulho oferece além da formação de psicólogo, uma formação de licenciatura em psicologia, o que nos traz questionamentos que servirão para quem for exercer a profissão docente, já que ver-nos com olhos de aluno é uma coisa e de professor é outra.
É nos colocado várias teorias da aprendizagem, que a significância, a afetividade, a interação, a cultura, tudo influi na aprendizagem, e um ponto fundamental é a liberdade, a crítica, a reflexão, digo com meu jeito típico de nordestina, bem humorada que o conflito é “como agüentar um aluno questionador?”
Estão gritando por aí, que a sala de aula tem de ser um lugar de reflexão, de senso crítico, estão gritando por aí que o professor tem de ser um facilitador.
São os mesmos gritos que mandam: cale boca e fique quieto!Me respeitem!

"Em contraposição a abordagens tradicionais onde o indivíduo é tratado como um passivo receptor de conteúdos, o construtivismo tem como premissa que o indivíduo é o agente construtor de seu próprio conhecimento, na medida em que os significados por ele construídos a partir de suas experiências e vivências em diferentes contextos fornecem sentido e constituem representações da realidade "(Piaget & Garcia, 1987).

Nossa educação é reflexo da nossa sociedade, nós somos reflexos da nossa sociedade, e os alunos são reflexos da nossa sociedade.
A grande maioria de nós somos filhos de uma escola em que o professor é o detentor do conhecimento e somos simples expectadores, como trabalhar o senso crítico, e a reflexão de um aluno, se eu como aluno, não fiz isso? Não fui incentivada a isso?

Imaginem a cena:

Eu, estudante de psicologia praticamente formada, preparo um aula bacana , leio três teóricos; o assunto; uma coisa básica de psicologia, então me vem um aluno, que não tem metade dos meus conhecimentos , questionar o que eu tô colocando e os meus três amigos teóricos que passaram a vida dedicados a pesquisas exaustivas desse tema, ufa!

Quanto à formação dos professores numa abordagem construtivista, pode-se afirmar que assim como o aluno constrói o conhecimento, o mesmo acontece com o professor. Os professores devem passar por experiências de aprendizagem para confrontar suas experiências particulares, suas crenças tradicionais, seus conhecimentos sobre o desenvolvimento psicológico das crianças. É compartilhando suas experiências com outros educadores, que os professores podem questionar, refletir e construir a prática pedagógica nos moldes construtivistas, com novas perspectivas pedagógicas (Fosnot, 1998a, 1998b)”

Outra questão seria: o professor é um super homem ou uma super mulher?, que tem que perceber esses 50 alunos como indivíduos com suas realidades e suas culturas, que possuem conhecimentos prévios, indivíduo livres para construirem junto com o professor esse conhecimento novo, além de tudo trabalhar a desmotivação ás vezes mútua, sem falar nas questões salariais e estruturais e egóicas desse detentor de conhecimento


Conforme os pressupostos da abordagem construtivista, o papel do professor deve ser o de mediador e equilibrador de situações de aprendizagem, bem como de conflitos que ocorrem em sala de aula. Comparada a postura do professor numa perspectiva tradicional, cabe a esse professor aceitar que também o aluno possui um repertório de conhecimentos e, ao entrar na escola, prossegue nessa construção. Assim, não cabe ao professor somente transmitir o que ele sabe ou a que já se encontra sistematizado, e sim compreender conceitos e vivências reveladas pelos alunos a partir de seu universo sócio-cultural.(Machado, 2007).”

É pra isso que estamos aqui, alguém tem de praticar realmente a teoria, o que faz a diferença é no momento em que aquele aluno questionar seus conhecimentos, o conteúdo e outros teóricos, respire fundo e antes que aquela voz interior diga “mas quem é você pra questionar isso? Quem vc pensa que é? você não sabe quem com que está falando?”Perceba que o conteúdo para ser apropriado tem de ser significante, gerar o conflito, o questionamento, e é esse o papel de professor, ensinar e aprender, se vc não agüenta isso, bote a viola no saco e vá fazer outra coisa.

referências:
FACCI, M. G. D. Valorização do trabalho do professor e a escola de vigotski, disponível em http://www.abrapee.psc.br/artigo11.htm

SANTOS, H.;;SILVA, A. . T. B.;REZENDE, F.Um estudo da prática construtivista do tutor de um curso a distância de formação continuada de professor de física
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/viii/PDFs/CO22_2.pdf

23 de setembro de 2008

As contribuições de Vygotsky, Wallon e Ausubel

A interação no processo de aprendizagem

  • A aprendizagem é um processo que acontece a partir da interação social entre os membros de um grupo.
  • A interação é fundamental pois delas emergem signos e sistemas de símbolos que são portadores de mensagens da própria cultura.

Vygotsky
  •  Mediação:É o processo pelo qual a ação do sujeito sobre o objeto é mediada por um determinado elemento
-Instrumentos: Age entre o sujeito e objeto do seu trabalho ,com a função de ampliar as possibilidades da transformação da natureza
  •  Signos: Intrínseco ao indivíduo e tem por função regular e controlar as ações psicológicas do mesmo.
  •  Símbolo: Recurso utilizado pelo indivíduo para controlar ou orientar sua conduta,desse modo o indivíduo se utiliza desses recursos para interagir com o mundo
  •  Sistemas simbólicos: linguagem

Zona de desenvolvimento proximal
  • A “região” entre aquilo que o aluno já sabe, daquilo que o indivíduo pode vir a aprender.
  • Desenvolvimento real: Solução independente
  •  Desenvolvimento potencial:Solução sob orientação.
 O Papel do Aluno


  •  Sujeito ativo do seu processo de aprendizagem e desenvolvimento pois é ele que age sobre o instrumento mediador da sua ação.
 O Papel do Professor


  •  É ele que fornece aos alunos os novos signos e sistemas de símbolos.
  • Ele deve adequar suas intervenções ao estilo do aluno e a situação contextual, enfim atuar dentro da ZDP.
 Curso de Psicologia Infantil

Wallon
  • “Afirma que a afetividade desempenha uma papel fundamental na constituição e funcionamento da inteligência, determinando os interesses e atividades individuais”.
  •  Emoção e Afetividade
  • Emoção: Manifestações de componentes subjetivos, com componentes orgânicos
  •  Afetividade:Refere-se à capacidade, à disposição do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações ligados a tonalidades agradáveis e desagradáveis.
  •  O professor para atingir seus objetivos deve ter clareza em alguns pontos:
-Confiar na capacidade do aluno
-O ensinar:desenvolve o aluno e ele mesmo
  •  Que as emoções e sentimentos podem variar em função do contexto, mas está presente em todos os momentos da vida.

ENXERGAR O ALUNO COMO UM SER TOTAL


  •  Com características próprias
  •  Saberes elaborados nas suas condições de existência
  •  Funciona de forma integrada: afetiva-cognitiva-motora.


TASSONI, Elvira Cristina Martins,A afetividade e aprendizagem: A relação professor aluno(2000) . Exemplos :
  •  Pesquisa realizada sobre as interações entre o professor e o aluno durante as atividades que envolviam a linguagem escrita.
  •  Dantas(1993) “é impossível alimentar afetivamente a distância”
  •  Observado a postura e o conteúdo verbal entre outros

Postura
  • Sujeito 4: “__ Quando ela fica perto ajuda sim. Eu gosto. Eu faço o trabalho melhor.”
  •  Sujeito 12: “__ Gosto quando a (nome da professora) fica perto, porque ela me ajuda.Acho que eu penso muito mais. Porque ela perto me ajuda mais, do que quando eu penso sozinho.”

Conteúdo Verbal
  •  Sujeito 5: “__ Quando ela fala com a gente ela fala de um jeito bom.
  • Professora C: “__ Eu acho importante que eles sintam (...) que eu sou cúmplice, vou estar ajudando, sou amiga, e não aquela professora que vai estar julgando o certo e o errado – você fez certo, você fez errado, ou vocês são forte ou fraco. Acho que isso não existe. Acho que todo mundo tem que estar sentindo que eu estou aqui valorizando o desenvolvimento individualmente e respeitando cada um.”

Ausubel
  •  Para Ausubel “o fator isolado que mais influência a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe”.Cabe ao professor identificar isso e ensinar de acordo.
  • Aprendizagem significativa:Um processo por meio do qual uma nova informação relaciona-se com um aspecto especificamente relevante da estrutura de conhecimento do indivíduo, o subsunçor.
 Condições para a aprendizagem significativa:

1. O aluno precisa ter a disposição para aprender
2. O conteúdo escolar tem de ser potencialmente significativo, ou seja, lógico e psicologicamente significativo.

A intervenção educativa precisa perceber:
  •  Que a ação educativa está condicionada pelo nível de desenvolvimento dos alunos.
  •  A construção da aprendizagem significativa implica a conexão ou vinculação do que o aluno sabe com os conhecimentos novos.
  • Faz-se necessário modificar os esquemas dos sujeitos,como resultado do aprender significativamente.
  • No processo de ensino aprendizagem é sugerido a participação ativa do sujeito, sua atividade auto-estruturante, o que supõe a participação pessoal do aluno na aquisição de conhecimento, de maneira que eles não sejam uma repetição ou cópia dos formulados pelo professor ou pelo livro texto, mas sua reelaboração pessoal.

Curso de psicologia do desenvolvimento humano - Sylvia Labrunetti


Referências:

BARON,M.P., DOROCINSKI, S. I., FINCK, N. T. L., KRIEGL,M.L., PELIZZARI,A.,Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel(2002) Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.37-42, jul. 2001-jul. 2002 .

CARVALHO E SILVA, M. E. de. Aprendizagem significativa e o ensino de função do segundo grau. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/48997892/APRENDIZAGEM-SIGNIFICATIVA-E-O-ENSINO-DE-FUNO-DO-SEGUNDO-GRAU


DAMIANI, M. F., SANTOS, A. M.Momentos pedagógicos: aprendendo (n)aprática docente. (2004).Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=85475

MAHONEY, A.A. & ALMEIDA, L. R. de. Afetividade e processo ensino aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psic. Da educação, são paulo,2005. disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-69752005000100002&script=sci_arttext


RICHIT, A. Implicações da teoria de Vygotsky aos processos de aprendizagem e desenvolvimento em ambientes mediados pelo computador (2004)Disponível em http://www.rc.unesp.br/igce/demac/maltempi/cursos/curso3/Artigos/Artigos_arquivos/Artigo%20Vigotsky%20-2004.doc

TASSONI, Elvira Cristina Martins. Afetividade e aprendizagem: a relação professor-aluno. Anuário do GT de Psicologia da Educação. ANPED, set. 2000.
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