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21 de novembro de 2015

8 passos para lidar com a ansiedade

 Estratégia A.C.A.L.M.E.-S.E.       Autor: Bernard Rangé


Aceitar a sua ansiedade. Um dicionário define aceitar como dar “consentimento a receber”. Concorde em receber suas sensações de ansiedade. Mesmo que lhe apareça absurdo no momento, aceite as sensações em seu corpo assim como você aceitaria em sua casa um hospede inesperado e desconhecido ou uma dor incomoda. Substitua seu medo, raiva e rejeição por aceitação. Não lute contra as sensações. Resistindo, você estará prolongando e intensificando o seu desconforto. Ao invés disso, flua com ela.

Contemple as coisas a sua volta. Não fique olhando para dentro de você, observando tudo a cada coisa que sente. Deixe acontecer com seu corpo o que quiser, sem julgamento: nem bom nem mau. Olhe a sua volta, observando cada detalhe da situação em que você esta. Descreva-os minuciosamente para você, como um meio de afastar-se de sua observação interna. Lembre-se: você não é sua ansiedade. Quanto mais puder separar-se de sua experiência interna e ligar-se nos acontecimentos externos, melhor se sentira. Esteja com ansiedade, mas não seja ela; seja apenas observador.

Aja com sua ansiedade. Aja como se você não estivesse ansioso(a), isto é funcione com sua sensações de ansiedade. Diminua o ritmo, a velocidade com que você faz as coisas, mas mantenha-se ativo(a)! Não se desespere, interrompendo tudo para fugir. Se fugir, a sua ansiedade diminuirá, mas o seu medo aumentará, de onde na próxima vez a sua ansiedade será pior. Se você ficar onde esta- e continuar fazendo suas coisas- tanto a ansiedade quanto o seu medo diminuirão. Continue agindo. Bem devagar!

Liberte o ar dos seus pulmões, bem devagar, respire calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Conte até três, devagarinho, na inspiração, outra vez até três prendendo um pouco a respiração e até seis na expiração. Faça o ar ir para o abdome, estufando-o ao inspirar e deixando-o contrair-se ao expirar. Não encha os pulmões. Ao exalar, não sopre: apenas deixe o ar sair lentamente pela boca. Procure descobrir o ritmo ideal de sua respiração, nesse estilo e nesse ritmo, e você descobrirá como isso é agradável.





Mantenha os passos anteriores. Repita cada um, passo a passo. Continue a (1) aceitar sua ansiedade, (2) contemplar, (3) agir com ela e (4) respirar calma e suavemente ate que ela diminua e atinja um nível confortável. E ela irá, se você continuar repetindo estes quatro passos: aceitar, contemplar, agir e respirar.

Examine seus pensamentos. Talvez você esteja antecipando coisas catastróficas. Você sabe que elas não acontecem. Você já passou por isso muitas vezes e sabe que nunca aconteceu nada do que aconteceria. Examine o que você esta dizendo para si mesmo(a) e reflita racionalmente para ver se o que você pensa é verdade ou não: você tem provas sobre o que pensa é verdade? Há outras maneiras de entender o que lhe esta acontecendo? Lembre-se: você esta apenas ansioso(a)- isto pode ser desagradável, mas não é perigoso. Você está pensando que esta em perigo, mas tem provas reais e definitivas disso?

Sorria, você conseguiu! Você merece todo o seu crédito e todo seu reconhecimento. Você conseguiu, sozinho(a) e com seus próprios recursos, tranqüilizar-se e superar esse momento. Não é uma vitória pois não havia um inimigo, apenas um visitante de hábitos estranhos que você passou a compreender e aceitar melhor. Você agora saberá como lidar com visitantes estranhos.


Espere o futuro com aceitação. Livre-se do pensamento mágico de que terá se livrado definitivamente, para sempre de sua ansiedade. Ela é necessária para você continuar vivo(a). em vez de considerar-se livre dela, surpreenda-se pelo jeito como a maneja, como acabou de fazer agora. Esperando a ocorrência de ansiedade no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente.


21 de janeiro de 2009

Enquanto sofre, deixa de amar?

Lá vai eu pra fila do sus, só há uma coisa a fazer nessa três horas esperando um médico: pensar no sentido da minha existência( ainda não cheguei a conclusão nenhuma, mas ainda tem o retorno)

Eu juro meu deus que se um dia eu for trabalhar em um hospital público, vou chegar na hora.

O mais interessante são as descrições das doenças, cheguei a uma resolução: não vou esperar médico chegar! Vou sentar lá fora, converso aqui, converso ali e já saio com o diagnóstico, a prescrição... Só mando o doutor, carimbar!

Não sei se é a fragilidade, ou são as longas horas de cumplicidade, mas as pessoas falam muito, curioso foi perceber como na fala das pessoas , elas cultuam, tratam como amigos, os sintomas,essas doenças já fazem parte do dia a dia, são as companheiras de viagem.

O contentamento ao desalinhar as características anatômicas, morfológicas , sintomáticas dos seus males, me fez entender o que é o amor!


“Ser doente é, pois, uma maneira de expressar-se no mundo, estabelecendo com ele relações específicas; neste sentido, dizemos que ela é polissêmica, pois as relações que um indivíduo estabelece têm significados múltiplos. E aqui podemos dizer ainda que o indivíduo 'escolhe'a doença como forma de expressão pessoal – ainda que, na maioria das vezes, a 'escolha' ocorra em um nível em que ele não tem consciência dela. A dor que a doença propicia pode ser preferível a outras dores, que seriam vivenciadas se a doença não surgisse. A dor da úlcera no estômago pode ser preferível à dor de despejar sua raiva sobre alguém; a dor de uma artrose, preferível à dor de se saber não mais amado. Além disso, a doença propicia um retorno das atenções do mundo sobre o doente; Freud chamou tal fato de benefício (ou ganho) da doença.
O doente é cercado de cuidados, os familiares se preocupam, os amigos vão visitá-lo, há um interesse genuíno pelo doente, todos querem saber 'como ele está' e fazem votos para o seu 'pronto restabelecimento'.

É fácil verificar o quanto a escolha pela doença pode ser sedutora. Ela redefine os contornos do reflexo no espelho, o doente ganha uma imagem e, às vezes, tal como Narciso à beira da fonte, apaixona-se por ela. Seduzido pela própria imagem de ser doente, seduzindo os outros pela doença de que padece, a dor se torna suportável, porque não mais implica a retirada do ser do mundo, mas justamente a alocação no mundo, em um ponto conhecido e controlado. Porém, seria um erro supor que o doente não sofre. Ao contrário, sofre e, muitas vezes, profundamente. Em primeiro lugar, porque ele não se tornou doente por vontade própria, nem está consciente dos benefícios que a doença lhe traz. Em segundo lugar, porque a doença é uma “opção” (ainda que inconsciente) desesperada de alguém que não encontrou outra possibilidade de se expressar e de se relacionar senão enquanto doente."
(OLIVER, VENANCIO,1999)

Ops! Eu tava lá também!


Referência:

OLIVER, G. G., VENÂNCIO, S. A doença e o doente: uma abordagem através dos mitos(1999). Disponível em http://www.unimep.br/phpg/editora/revistaspdf/imp22_23art07.pdf. Acesso em 21 de janeiro de 2009.

29 de outubro de 2008

ESTRUTURAS DE CARÁTER


1. Caráter esquizóide

O termo esquizóide refere-se a pessoa cujo o senso de si mesma está reduzido, ego fraco e contato com seu corpo e sentimento reduzido.
Essência: rejeição
Evita relacionamentos íntimos e afetuosos , estrutura em cuja a personalidade encontra-se tendências à formação do estado esquizofrênico.

2. Caráter oral

Traços típicos da 1° infância :Fraqueza, tendência a depender dos outros, uma sensação de precisar ser carregado.
Experiência básica: Carência afetiva
Incapacidade de ficar só, tendência a depressão, dificuldade em estar nas suas próprias pernas .

3. Caráter Psicopático.

Motivação de poder, ter que ser sempre vencedor.
Essência: negação dos sentimentos que é o mesmo que a negação das necessidades.
Indivíduos que têm que dominar e controlar.
Percebem-se dois modos de se ter domínio sobre os outros:
· Oprimindo e atormentando os outros.
· Debilitando por meio de aproximações sedutoras.


Curso de Transtornos de Personalidade


4. Caráter Masoquista


Aquele que sofre, lamenta-se, que se queixa e permanece submisso.
Versus: sentimento de despeito, de negatividade, hostilidade e superioridade.
Características: Queixumes, lamentos, atitude de submissão e cordialidade.

5. Caráter rígido

Tendência a se manterem eretas- de orgulho-defensivo
Medo de ceder, de submeter-se = perder-se completamente.
Sempre alerta em situações que possam ser enganados.
Correlatos psicológicos: Mundanos, ambiciosos, competitivos e agressivos.
Passividade é experienciada como vulnerabilidade.

· A análise bioenergética não vê o paciente como uma estrutura de caráter mas como um indivíduo, que pode ter algumas ou todas as posições defensivas.


· Análise bioenergética ajuda o individuo a reencontrar-se com seu corpo, e a tirar o mais alto grau de proveito possível da vida que há nele, com o intuito de resgatar o seu potencial energético e se abrir pra vida.


Referência:
LOWEN, A. Bioenergética, ed. Summus, 1982.
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