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9 de abril de 2016

Métodos Tradicionais de Avaliação de desempenho


1. Escala gráfica

Utiliza um formulário de dupla entrada e avalia o desempenho das pessoas por meio de fatores de avaliação previamente definidos e graduados.



Prós:
  •  Facilidade de planejamento e de construção do instrumento 
  • Simplicidade e facilidade de compreensão e  utilização
  •  Visão gráfica e global dos fatores de avaliação 
  • Facilidade na comparação dos resultados de vários funcionários. 
  •  Fácil retroação de dados ao avaliado.
Contras:
  •  Superficialidade e subjetividade na avaliação
  • Produz efeito de generalização (Efeito Hallo) 
  • Limita os fatores de avaliação 
  •  Rigidez e reducionismo no processo de avaliação. 
  • Nenhuma participação ativa do funcionário avaliado. 
  • Avalia apenas o desempenho passado.
  • Favorece o erro de tendência central. 
  • Necessita de procedimentos matemáticos e estatísticos para corrigir distorções e influência dos avaliadores. 
  • Tende a apresentar resultados condescendentes ou exigentes para todos os seus subordinados


 

2. Escolha forçada


Utiliza blocos de frases, devendo o avaliador ,obrigatoriamente, escolher uma frase que mais se aplica ao desempenho do avaliado. Cada bloco apresenta duas, quatro ou mais frases. A natureza das frases varia bastante.

Prós:
  •  Elimina o efeito de generalização (Efeito Halo) na avaliação. 
  • Tira a influência pessoal do avaliador, isto é, a subjetividade
  •  Sua aplicação é simples e não exige preparo intenso
Contras:
  • Complexidade no planejamento e na construção do instrumento. 
  • Apresenta somente resultados globais. 
  • Não provoca retroação de dados, nem permite comparações. 
  • Técnica pouco conclusiva a respeito dos resultados. 
  •  Nenhuma participação ativa do avaliado.
3. Incidentes críticos

Baseados na observação e no registro dos aspectos do trabalho considerados excepcionalmente positivos e negativos.

Prós:
  • Avalia o desempenho excepcionalmente bom e excepcionalmente ruim. 
  • Enfatiza os aspectos excepcionais, as exceções positivas devem ser realçadas e melhor aplicadas, enquanto as exceções negativas devem ser eliminadas ou corrigidas. 
  • Método de fácil montagem e fácil utilização. 
  • Reduz a generalização (Efeito Halo).
Contras
  • Não se preocupa com aspectos normais do desempenho. 
  • É parcial, pois fixa em poucos aspectos do desempenho




 Bibliografia:
 RIBAS, A. L. SALIM, C. L. Gestão de pessoas para concurso. Alumnus, 2013

4 de abril de 2016

Avaliação de desempenho

    Análise e mensuração sistemática do desempenho de cada indivíduo na organização, levando em consideração as atividades desempenhadas, as metas estipuladas, os resultados a serem alcançados e o potencial de desenvolvimento
                                                                                                                  
Benefícios:

  • Localizar de problemas de supervisão e gerência
  • Localizar problemas de integração das pessoas à organização 
  • Localizar problemas de adequação da pessoa ao cargo, de possíveis dissonâncias ou carência de treinamento
  • Propiciar a possibilidade de resolução desses problemas com a adoção de ações para melhoria do desempenho do funcionário. 

 Objetivos:

  • Possibilidade de fornecer feedback para a melhoria do desempenho dos servidores 
  • Base para distribuição e alocação de recompensas organizacionais 
  • Auxilia a tomada de decisões gerenciais, uma vez que a avaliação demonstra pontos de melhorias e pontos de destaque no desempenho dos funcionários
  • Como input no processo de identificação de necessidades de treinamento e desenvolvimento, tendo em vista que os resultados negativos apresentados na avaliação de desempenho demonstram a necessidade de melhoria do resultado dos funcionários por meio de ações de capacitação; 
  • Valida o processo de seleção de pessoal, pois, se o funcionário foi bem avaliado alguns meses após a contratação significa que a seleção e a escolha foram corretas.

    Não deve ser utilizada exclusivamente como base para demissão de funcionários, já que, sua utilização para este fim poderia acabar com a credibilidade do processo e aumentar a incidência de rejeições ao método e distorções na avaliação



Métodos de avaliação de desempenho:

Podem ser divididos em:

Tradicionais: São avaliações baseadas em medidas subjetivas e de percepção
Modernos: Avaliações baseadas em medidas objetivas.

   - Quanto mais objetivo for o método de avaliação menor será a incidência de erros e distorções.

  -  Critérios mais comuns a serem analisados nas avaliações são: os resultados de tarefas individuais, os comportamentos dos avaliados e seus traços individuais de personalidade. Nesse caso os resultados de tarefas são mais indicados por proporcionarem fatores objetivos, enquanto os comportamentos e traços estão ligados a fatores subjetivos.

Métodos tradicionais: Escala gráfica, Lista de verificação (check lists), Escolha forçada, Incidentes críticos, Pesquisa de campo, Comparação aos pares

Métodos modernos: 360° ou circular, Avaliação participativa por objetivos (Appo), Avaliação de competências, avaliação de competências e resultados, Avaliação de potencial, balanço scorecard.
  
Outros métodos :
Avaliação chefe-subordinado (top-down), autoavaliação, relatório de performance, Avaliação por resultados, Padrões de desempenho


 Bibliografia:


RIBAS, A. L. SALIM, C. L. Gestão de pessoas para concurso. Alumnus, 2013

31 de março de 2016

Descrição e Análise de Cargos

   
  A análise e descrição de cargos é primordial para subsidiar outros processos como: Recrutamento e seleção, Treinamento e desenvolvimento, Remuneração e benefícios, Avaliação de desempenho e outros.

Definições:

Cargo: Indica a posição hierárquica que uma pessoa ocupa na empresa e o conjunto de atribuições a ela conferido.

Tarefa: Refere-se à menor unidade componente do trabalho e pode ser definida como as atividades executadas por determinado profissional.

Função: É formada pelo conjunto de tarefas desempenhadas por uma ou mais pessoas.

Desenho de cargos: O desenho de cargos envolve a especificação do conteúdo de cada cargo, dos métodos de trabalho e das relações com os demais cargos, como cada cargo é estruturado e dimensionado.

Descrição de cargos: Descrever um cargo significa relacionar o que o ocupante faz, como faz, sob quais condições faz e por que faz, é um retrato simplificado do conteúdo e das principais responsabilidades do cargo.

Análise de Cargos: Analisar um cargo significa detalhar o que o cargo exige de seu ocupante em termos de conhecimentos, habilidades e capacidades, para que possa desempenhá-lo adequadamente. A análise é feita a partir da descrição do cargo.

Descrição de cargos x Análise de cargos: Enquanto a descrição de cargos focaliza o conteúdo do cargo (o que o ocupante faz, quando faz, como faz e por que faz), a análise de cargos procura determinar os requisitos físicos e mentais que o ocupante deve possuir, as responsabilidades que o cargo lhe impõe e as condições em que o trabalho deve ser feito.

     Análise de cargos preocupa-se com as especificações do cargo em relação ao ocupante que deverá preenchê-lo, analisando os seguintes fatores:
  • Requisitos mentais: Instrução necessária; Experiência anterior; Iniciativa; Aptidões.
  • Requisitos físicos: Esforço físico; Concentração visual ou mental; Destrezas ou habilidades; Compleição física
  • Responsabilidades: Supervisão de pessoas; Material, equipamento ou ferramental; Dinheiro, títulos ou documentos; Contratos.
  • Condições de trabalho: Ambiente físico do trabalho; Riscos de acidente.





Método de coleta de dados sobre o cargos:

Entrevistas:  Individual, grupo, com supervisor que conhece os cargos.
Vantagens: São as pessoas que melhor conhecem o cargo; Possibilidade de esclarecer todas as dúvidas; Pode ser aplicado em qualquer tipo ou nível de cargo
Desvantagens: Pode induzir a uma confusão de opiniões; Perda de tempo quando o analista de cargos não está preparado para a tarefa.

Questionário: São distribuídos aos ocupantes ou seus supervisores
Vantagens: Ideal para cargos de alto nível; Mais abrangente pois pode ser distribuído a todos os participantes; Mais econômico.
Desvantagens: Contraindicado para cargos de nível baixo; exige planejamento e cuidadosa montagem; tende a ser superficial e distorcido

Observação: Aplica-se a cargo simples, rotineiros e repetitivos
Vantagens: Veracidade dos dados; Não requer que se paralise as atividades
Desvantagens: Contraindicado para cargos que não sejam simples; Custo elevado; Sem contato direto e verbal com o ocupante, não permite dados realmente importantes.

Requisição de pessoal: Formulário em que o gerente anota os requisitos e as características desejáveis do futuro ocupante do cargo

Hipótese de trabalho: Previsão aproximada do conteúdo do cargo e seus requisitos e características, utilizado para cargos novos e que nunca foram pensados.

Técnica dos incidentes críticos : Anotação sistemática e criteriosa a respeito de todos os fatos e comportamentos que produzem excelente ou péssimo desempenho.


 Bibliografia:

RIBAS, A. L. SALIM, C. L. Gestão de pessoas para concurso. Alumnus, 2013

23 de março de 2016

Questões de Psicologia Organizacional 2016

(UFMA 2016) 20. Segundo José Carlos Zanelli, os campos intradisciplinares, também denominados de subcampos, que configuram a atuação do psicólogo organizacional e do trabalho são:

a) Psicologia do Trabalho, Psicologia Organizacional, Comportamento. Organizacional e Gestão
Estratégica de Pessoas
b) Psicologia Organizacional e Psicologia do Trabalho
c) Psicologia do Trabalho, Comportamento Organizacional e Gestão Estratégica de Pessoas
d) Psicologia do Trabalho, Saúde no Trabalho, Comportamento Organizacional e Gestão Estratégica de Pessoas
e) Psicologia do Trabalho, Psicologia Organizacional e Gestão de Pessoas

O campo da POT foi se estruturando em torno de três principais vertentes ou campos relativamente bem delimitados:

1. Psicologia do Trabalho: Lida com questões que relacionam o comportamento humano e o trabalho, estuda a natureza dos processos do trabalho e seus impactos psicossociais (QVT; saúde do trabalhador, tanto individual quanto coletiva). Esse campo preocupa-se em entender como o desempenho humano é afetado por fatores pessoais, ambientais e pela forma como o trabalho está organizado.

2. Psicologia Organizacional: É entender e lidar com processos psicossociais que caracterizam as organizações de trabalho como conjuntos de pessoas cujas ações precisam ser coordenadas a fim de atingir metas e objetivos que definem a missão de uma organização.

3. Gestão de Pessoas: Conjunto de políticas e práticas que revelam a estratégia utilizada para organizar a ação individual e a coletiva de forma congruente com seus objetivos e com sua missão.

          

(UFMA 2016) 23. O sistema de avaliação de desempenho denominado feedback de 360 graus tem como pressuposto central:

a) Contar com a participação de todos os gestores.
b) Diversificar o uso de técnicas de avaliação, incluindo, tanto técnicas individuais, como grupais.
c) Oferecer feedback de desempenho de pessoas que mantêm alguma forma de interação com o avaliado.
d) Realizar avaliações de desempenho priorizando o feedback dos clientes externos.
e) Considerar a autoavaliação como elemento chave de todo o ciclo do processo avaliativo, dando voz a quem normalmente não tem.

Avaliação 360 graus ou circular

A avaliação 360 graus é uma forma contemporânea de avaliação que está diretamente ligada à visão estratégica, em que a preocupação é com o desempenho e o atendimento das necessidades dos stakeholders (agentes relacionados com a organização). Nesse método, o avaliado recebe feedbacks (retornos) de todas as pessoas com quem se relaciona e, nesse caso, o critério para escolha dos avaliadores é a proximidade com o avaliado. (RIBAS, SALIM, 2013)





     Bibliografia :
    RIBAS, A. L. SALIM, C. L. Gestão de pessoas para concurso. Alumnus, 2013
     
   Zanelli, J. C. ; Borges - Andrade; J & Bastos, A. V. B. (Orgs). Psicologia, Organizações  e Trabalho no Brasil.  2° edição. Porto Alegre: Artmed,2014
    


21 de março de 2016

Constituição Histórica do campo da POT

   Os limites, características dos fenômenos que definem seu escopo, as perspectivas de análise e intervenção foram construídas historicamente a partir da interação entre três principais elementos:
  1.   Demandas sociais advindas da organização: (Desafios e gestão)
  2. O avanço do conhecimento científico
  3. Interação com outros domínios científicos e outros campos profissionais(produzindo tensões) ajudando a configurar a identidade própria.
O primeiro período vai até 1945.

·      -  Inicia-se a criação do laboratório para o estudo da fadiga em Modena(1899) por Luigi Patrizi
·      -   Kraeplin (Alemanha), Mosso (Itália) anos de 1990- estudos psicofisiológicos associados a fadiga e a cargas de trabalho
·       -  Lahy (frança- O primeiro a utilizar testes para a seleção de trabalhadores
·      -   Walter Dil Scott(1903) Publicou um livro sobre a psicologia da publicidade “The Theory of advertising”
·        - Hugo Munsterberg(1913) Publicou o livro Psychology and Industrial Efficiency. (seleção de pessoal, testes com a finalidade de ajustar as pessoas para o cargo)

“O melhor homem possível para o trabalho”(Seleção)
“O melhor trabalho possível” (Eficiência)
“O melhor efeito possível”( Venda, Publicidade e Marketing)

    Ou seja, necessidade de que o trabalhador atue em cargos que se ajustem as suas habilidades emocionais e mentais, para que haja eficiência no trabalho, produtividade e satisfação.

·   -      Taylor (1911) Administração Cientifica – Quatro princípios:

1)    Cada trabalho analisado e descrito detalhadamente para que o modo otimizado de executar as tarefas possa ser especificado
2)    Contrata-se de acordo com as características de desempenho do trabalho, cabe aos gerentes avaliar
3)    Trabalhadores devem ser treinados para executar tarefas
4)    Devem ser recompensados por sua produtividade, para incentivar o melhor desempenho.

-Lilian e Frank Gilbreth -Estudos dos tempos e movimentos (analisar e projetar o ambiente levando em consideração características humanas)

  Século XIX e inicio século XX : Aumento da população, segunda revolução industrial(motor de explosão interna)petróleo, eletricidade, telégrafo, rádio, telefone, cinema, modelo Taylorista-Fordista – Nasce a psicologia Industrial em um berço comum com a administração científica

·        - 1920 – Elton Mayo na Western Eletric Company – Estudos de Hawthorne – Importância de considerar os fatores sociais implicados em uma situação de trabalho.

O segundo Período 1945 a 1960 – Expansão e consolidação pós-guerra

·       -  Consolidação da psicologia organizacional e do trabalho
·       -  Legitimada a atuação dos psicólogos no contexto organizacional
·      -   EUA – Ampliação do escopo- psicólogos como consultores – desde o desenho dos postos de trabalho, passando por seleção, treinamento, introdução de novas tecnologias e desenvolvimento organizacional.
-   -A velha psicologia industrial é substituída pela psicologia organizacional – Não só a seleção mas também atenção para o funcionamento organizacional.
·       -  Ações de treinamento voltada para gestores
·     -Tavistock Institute of Human Relations – Modelo pesquisa-ação, modelos de grupos de trabalhos semiautônomos e o conceito de sistema sociotécnico.
·     -    1950 – Abraham Maslow – Hierarquia das necessidades
·       -  1960 -Douglas Mcgregor Teoria X e Teoria Y
                                                   
                                           


O terceiro período Fim da década de 1960 até 1970

·      -   Críticas ao modelo psicométrico de avaliação psicológica
·       -  POT se amplia- Escandinávia e em outros países – Humanização do trabalho e programas de QVT- intervenções mais abrangentes
·        - Modelos de gestão de controle começam a ser substituídos por modelos de compromisso e envolvimento.Experiências de cogestão e ao formato de cooperativas
·        - Trabalhos emergentes lidam com o desenvolvimento , resolução de conflitos e desenho de trabalho
·       -  Debate sobre questões éticas

O quarto período 1990 até 2010

·        - Maior atenção as questões de saúde do trabalho, consolidação de outros tópicos de estudo:estresse, conflito trabalho-família e aposentadoria
·         -Concepções tradicionais(estilos de liderança, racionalização e hierarquização) deram  lugar a novos conceitos(gestão do conhecimento, ética empresarial, organizações virtuais, tempo ocioso etc.)
                                        
   
     FONTE:

Zanelli, J. C. ; Borges - Andrade; J & Bastos, A. V. B. (Orgs). Psicologia, Organizações  e Trabalho no Brasil.  2° edição. Porto Alegre: Artmed,2014.  Capítulo 15 pag. 550-582



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