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8 de junho de 2012

Dislexia


Saiba mais sobre a dislexia, é só  assistir os vídeos gratuitamente nesse site:


E- aulas USP - Dislexia http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=604
E- aulas USP - Dislexia -Como lidar com o diferente em sala de aula
 http://eaulas.usp.br/portal/video.action?idItem=3123





Atualizado: 24/11/2015

7 de janeiro de 2010

Cuidado, Escola!

vcs já ouviram essa:


"Tocou a sineta. O professor de História entrou na sala, mas a discussão entre os alunos contibuou intensa e apaixonada...Dois alunos dessa sala do colégio de genebra são espanhóis. Na noite anterior, o general franco havia ordenado a execução de três bascos oposicionistas, o que provocou reações no mundo inteiro. Os alunos viram-se para o professor e pedem sua opinião, sua ajuda para compreenderem o que se passava;"agora silêncio, calem a boca que está na hora de começar a aula de História...."



Fonte:
HAPER, B. e outros. Cuidado, Escola! in PILLETI, N. Psicologia educacional. 17° edição, Ática, São Paulo, 2001.pag. '72.

5 de janeiro de 2010

Efeito Pigmaleão.


Pigmaleão decidiu ficar solteiro, pois todas as mulheres tinham muitos defeitos, como era escultor, esculpiu uma estátua da mulher ideal e a chamou de Galatea, achou sua criação tão perfeita que acabou se apaixonando por ela, então pigmaleão pediu a Vênus que transformasse a estátua numa mulher de verdade, a deusa resolveu lhe conceder essa graça, deu vida à estátua e pigmaleão casou-se com ela.

O efeito pigmaleão ou efeito rosenthal é muito estudado na educação, e refere-se a como as expectativas do professor em relação ao aluno se tornam reais, ou melhor:

Paralelamente o professor – qual pigmaleão na escola – se se enamorar da sua obra – os alunos – dar – lhes – á vida, isto é, tendo expectativas positivas quanto aos alunos – fa – lós - á render mais intelectualmente (OLIVEIRA, 1988, PAG. 22).

Robert Rosenthal, professor norte americano de psicologia, realizou uma pesquisa numa escola elementar no sul de São Francisco, localizada num bairro pobre em que a população recebia baixos salários. Em suma, crianças pobres, de meio social desfavorecido e das quais se esperam geralmente resultados escolares insuficientes.

Os professores dessa escola foram condicionados a acreditar que havia um grupo de alunos com maior potencial de êxito, no fim o resultado foi que estes progrediram mais rapidamente do que outros. Dois casos chamaram a atenção: José, um mexicanozinho, tinha um QI de 61 pontos antes de seus professores acreditarem que ele era um prodígio, um ano mais tarde, seu QI atingia 106 e Maria, outra aluna, em que se observou uma elevação de QI de 81 para 128. Quando os professores foram chamados para descrever o comportamento desses casos, os professores insistiram na alegria, na curiosidade, na originalidade e na adaptabilidade dessas crianças (HAPER; RIGHINI, 1968 apud PILLETI, 2001).


Referências:
ANASTÁCIO, S. M. G.,SILVA, A. N. O Efeito Pigmaleão: Bernard Shaw e as releituras de Os Simpsons. Disponível em < http://www.abralic.org.br/enc2007/anais/28/1381.pdf> Acesso 5 de janeiro de 2010
OLIVEIRA, J. H. B. Interpretação diferenciada das expectativas da escola. Jornal de psicologia, 1988. Disponível em < sigarra.up.pt/fpceup/publs_web.show_publ_file?p_id=844> Acesso em 27 de Dezembro de 2009.
PILLETI, N. Psicologia educacional. 17° edição, Ática, São Paulo, 2001.

4 de outubro de 2009

Aplicação das idéias Rogerianas ao trabalho diário do professor:

Para Rogers existem três condições fundamentais à aprendizagem:


Ter empatia
Aceitar positiva e incondicionalmente o aluno
Ser autêntico



O professor é um facilitador que adota uma atitude centrada na pessoa, acreditando que ela tem a tendência para desenvolver-se, autodirigir-se e reajustar-se, e o professor ajudará a criar um ambiente que facilite esse crescimento.

Diretrizes para o professor

1. Acabar com os julgamentos, cortar avaliações tanto negativas como positivas, evitar adjetivos como: certo, errado, bonito, feio, etc.

2. Evitar rótulos, diagnósticos e prognósticos. Essas afirmações prejudicam seu relacionamento com os alunos

Ex: Você está querendo chamar atenção!
Você nunca vai conseguir um bom emprego.

3. Receber com cuidado os comentários e as perguntas que parecem não ter relação com o tópico que está sendo tratado.

Ex: A classe estava estudando estradas de ferro. Uma menininha disse:
- Minha vó está muito doente.
Um professor que respeita a criança respondeu:
- E você quer ir visitá-la de trem?

Mais comum, porém seria a resposta?
-O que tem isso a ver com nosso assunto?ou :
- O que tem sua vó com estradas de ferro?

4. Evitar considerar como um desafio proposital uma pequena infração do aluno. Deixar sempre aberta aos alunos uma porta para uma saída honrosa. Esta máxima evita muitos problemas disciplinares.

5. Expressar irritação sem ofender a criança

Cada professor deve desenvolver uma aversão à palavras que humilham e aos atos que machucam. Mesmo quando irritado, um professor pode evitar palavras que ofendam . O lema do professor é:"Indignação , sim! Indignidade, não!”

6. Reconhecer e aceitar os sentimentos do aluno

Ex:
O professor pediu a aluna, que lesse algumas frases, ela leu em voz baixa, gaguejou e finalmente parou de ler. Ela cobriu o rosto com o livro, de tanto embaraço.
O professor disse:
-Ler inglês em voz alta não é fácil. A gente tem medo de cometer erros e receber zombarias. É preciso coragem pra ficar de pé e ler, obrigado por tentar.

No dia seguinte a aluna, foi chamada pra ler, pôs-se de pé e leu.

7. Evitar perguntas que contenham mensagens de desaprovação, desapontamento ou desprazer. Há perguntas que fazem o aluno sertir-se tolo, culpado, enraivecida e vingativa.

Ex: Por que você tem que brigar com todo mundo?
Por que você é tão desorganizado?
Por que você não cala a boca de vez em quando?


Quando eu fazia a quinta série, há muitos anos atrás, uma professora chegou perto de mim e disse: você está tão desleixada!, eu me lembro que cheguei em casa e a primeira coisa que fiz foi perguntar a minha mãe o que era desleixada!



Fonte:
BARROS,Célia Silva Guimarães, Pontos de psicologia escolar, 5° edição, 2007.

14 de junho de 2009

Valores humanos

Olá, minha gente, minha semana temática em homenagem ao dia dos namorados acabou, e muita coisa aconteceu, comecei a ministrar aulas no pro-jovem, são 15 horas por semana fora os meus cinco estágios (vejam bem a situação em que vivo), de segunda a quinta quatro horas diárias de aula, pra quem só usava 50 minutos estou sofrendo pra caramba, o que me trouxe a este post é a aula de amanhã o conteúdo a ser trabalhado é sobre valores humanos, baseado no Programa de Educação em Valores Humanos desenvolvido pelo Sai Baba, Segundo esse programa, são cinco os principais valores humanos a serem trabalhados para a edificação do caráter: Verdade, Ação Correta, Paz, Amor e Não-violência.

Os valores humanos devem ser passados ao estudante através de histórias, contos, reflexões, canções, poemas e outras atividades que reforcem o tema proposto no dia e o estimulem a refletir sobre os valores e a vivenciá-los na prática de seu dia-a-dia, pois é, vamos falar sobre a verdade, a ação correta, a paz, o amor e a não violência, e mais do que falar é tentar vivê-los a cada dia.




Saiba mais:

http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=794
http://www.valoreshumanos.org/
http://www.humanvalues.org/capitulo_1_programa.htm

15 de fevereiro de 2009

A humilhação na sala de aula

Depois de várias notícias sobre os trotes universitários encontrei um artigo muito interessante que olha por um ângulo muito pouco falado, o artigo fala especificamente na aula-trote (e eu achei engraçado na minha época!) e tava pensando em fazer isso esse ano (Minha culpa! Minha máxima culpa!).


Sobre a atualidade dos tabus com relação aos professores
Autor: Antonio Zuin

É o desejo do elogio e, principalmente, o medo de ser insultado e humilhado diante de todos os colegas, que fazem com que o aluno se concentre no conteúdo transmitido a fim de que não cometa erros que o transformem num alvo do escárnio sarcástico do professor. O eco de uma repreensão, do tipo: "Então tu não entendes uma coisa tão fácil? Andas com o espírito a passear?", reverbera por um tempo muito maior do que o desejado na mente do aluno humilhado, pois é atualizado no sorriso sarcástico do colega que aprendeu muito bem a lição sadomasoquista de seu mestre: Fique atento! O próximo a ser objeto de gozação pode ser você!

Ora, os alunos não tardam a descobrir, geralmente de forma frustrada, que os modelos que tinham feito de seus professores estão muito longe de corresponder à realidade. O professor é um ser humano, sujeito a falhas e acertos como qualquer outra pessoa. Mas será que tal frustração é discutida pelos agentes educacionais? Ou será que o professor, sobretudo o universitário, percebe essa sensação de mal-estar dos alunos e, ao invés de assumir que pode errar e acertar como qualquer outro indivíduo, aferra-se a um sentimento de superioridade que se expressa em soberba intelectual quando, no alto de sua cátedra, impinge a sua palavra como sendo a derradeira? O pavor de sentir que não é o deus que fora idealizado pelos alunos, bem como a ameaça de não mais poder gozar do prazer narcísico de tal idolatria, impulsiona-o a utilizar desmesuradamente seu poder de reprovar ou não o aluno. Mas ele não pode insultar de forma explícita, tal como no caso do uso das palmatórias, afinal se trata de uma outra cultura, cujas punições são mais eficientes porque são dissimuladas. Os tempos atuais são muito mais afeitos ao professor universitário que discorda do raciocínio do aluno e escreve na sua dissertação, ao lado da nota atribuída, dizeres do tipo: "Você pensa?"

De fato, há oportunidades nas quais os alunos conseguem descarregar em outros colegas aquele ressentimento reprimido, bem como a sensação de onipotência que é prazerosamente fruída quando eles se assemelham aos professores que os agrediram. Uma dessas ocasiões é a chamada aula-trote, realizada na universidade, terreno extremamente fértil para o recrudescimento da explosiva relação entre soberba intelectual (afinal, a universidade é considerada o reduto da produção do conhecimento) e ressentimento "pedagógico". Nessa "aula" que os alunos veteranos ministram aos seus calouros, não por acaso com a conivência dos professores e da universidade, o veterano que se faz de professor e humilha os novatos com bordões autoritários, tais como a ameaça de reprovação, caso o aluno se atrase para a aula, atualiza, ainda que de forma caricata, as mesmas reclamações que os alunos têm de seus professores durante o cotidiano universitário, tal como a falta de diálogo entre os professores e os próprios alunos sobre o conteúdo da disciplina, por exemplo.

A identificação masoquista dos veteranos que abraçam efusivamente os apavorados calouros no final da aula-trote já acena para a legitimação da vingança sádica desses calouros que, no próximo ano, poderão se desforrar da humilhação recebida, na condição de veteranos, nos futuros ingressantes de seus cursos. A aula-trote, que deveria ser um engodo, revela-se uma antecipação daquilo que os calouros vão receber, ainda que de forma mais dissimulada, de seus professores durante o cotidiano universitário. Os alunos veteranos aprenderam muito bem a lição sadomasoquista ensinada por seus mestres: "Suporte com firmeza a sua humilhação, pois você certamente se vingará no próprio colega a dor que teve que reprimir".


Fonte:

ZUIN, Antonio A. S.. Sobre a atualidade dos tabus com relação aos professores. Educ. Soc., Campinas, v. 24, n. 83, Aug. 2003 . Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010173302003000200005&script=sci_arttext&tlng=pt Acesso 14/02/2009.

6 de janeiro de 2009

A QUESTÃO DA AFETIVIDADE

Barreto (apud Velthuis; Ferreira, 2004) define a afetividade como:

“O conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões acompanhados sempre de impressão de dor, prazer, de satisfação ou insatisfação, de agrado ou desagrado, de alegria ou tristeza.”

Para Wallon (apud Almeida; Mahoney, 2005) a afetividade refere-se à capacidade do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações agradáveis e desagradáveis, o autor ainda diferencia afetividade de emoção, esta como a exteriorização da afetividade, sua expressão motora; do sentimento referindo-se a expressão representacional da afetividade; e da paixão, esta “revela o aparecimento do auto controle para dominar uma situação (idem)”.

O ser humano tem como características possuir vínculos afetivos, a sua afetividade mostra-se na interação com o mundo escolar, sua comunidade, os conteúdos, com a escola como instituição que possui uma história e características próprias, na relação com os alunos, com o professor e com ele mesmo. Em relação ao educador e a afetividade Velthuis e Ferreira (2004) afirmam que:

“Afetividade é se preocupar com seus educandos, é reconhecê-los como indivíduos autônomos, com uma experiência de vida diferente da sua, com direito a ter preferências e desejos nem sempre iguais aos seus. Enfim aceitá-los em suas nuances e respeitá-los.”

Tassoni (2000) declara que no decorrer do desenvolvimento o vínculo afetivo presente na relação mãe-pai-filho amplia-se para a figura do professor, corroborando com o seguinte estudo:

“O professor é, tanto quanto os pais, um modelo de identificação os alunos. Como uma mãe o professor precisa olhar todos os seus alunos (filhos) individualmente. Tentar compreendê-los de tal modo que seja possível trilhar o melhor caminho sobre o que dizer a cada um deles e por quê os conhece, isto é, por que os observa, cuida das suas crianças. Como um pai que ocupa a posição de responsabilidade, o professor atua com o objetivo de fazer com que os direitos e deveres sejam compreendidos e seguidos (Silva, 2006).”

A relação professor-aluno é permeada de afetividade, esta ajuda ou dificulta a finalidade desses sujeitos estarem no espaço escolar, que é o ensino-aprendizagem e a formação e socialização destes indivíduos, no entanto, uma relação afetiva não pode ser confundida com falta de limites, Freire (apud Velthuis; Ferreira, 2004) nos diz “ninguém aprende ou constrói nada no meio do caos. As aulas devem ser estimuladas, mas disciplinadas, ajudando a constante formação do educando”.


Referências:

MAHONEY, Abigail Alvarenga e ALMEIDA,Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuição de Henri Wallon. Psicologia da Educação, 2005, vol 20 p.11-30. Issn 1414-06975 .
SILVA, C. S. R. A relação dinâmica transferencial entre professor-aluno no ensino. Ciências & Cognição, vol. 8:165-171, 2006.
TASSONI, Elvira Cristina Martins. Afetividade e aprendizagem: a relação professor-aluno. Anuário do GT de Psicologia da Educação. ANPED, set. 2000.

VELTHUIS, Cleidi Lange; FERREIRA, Cristina, A Valorização da Afetividade no Processo de Ensino-Aprendizagem, In: Revista de divulgação técnico-cientifica do IPC, v. 2, n. 7, 2004, p. 139-142.

5 de janeiro de 2009

A relação professor-aluno

São classificados de sociointeracionistas autores como Piaget, Vygotsky, Wallon e outros que possuem a idéia comum de que o aprendizado acontece por meio da interação significando que “o homem se relaciona com outros homens na condição de sujeito, de construtor da cultura e do conhecimento, com o meio ambiente e com os objetivos; que pela interação todos são alterados” (FILHO, 2002, pág. 83).

O ser humano vive em comunidade, no cerne das relações, segundo Wallon (apud Filho, 2002) o homem é geneticamente social e como tal vive no mundo das relações sendo que se ensina e se aprende como um meio de transmissão da cultura numa transição do social para o individual, uma vez que:


"Qualquer função no desenvolvimento cultural do menino ou da menina aparece duas vezes, ou em dois planos. Primeiro aparece no plano social e depois no plano psicológico. Em primeiro lugar, aparece entre as pessoas como uma categoria interpsicológica e depois aparece no menino ou na menina como uma categoria intrapsicológica" (Vygotsky, 1978, apud Cool, 2004, pág.98).


Não se pode negar que o encontro professor e aluno se configure uma relação e como tal possua características e dificuldades afetivas, até mesmo na educação tradicional em que o professor é uma agente que transfere o conhecimento enquanto o aluno tem a função de recebê-lo e memorizá-lo, pode - se afirmar categoricamente que nesse momento existe uma relação, mesmo que teoricamente distante e improdutiva, pois “a emoção é inerente ao ser humano tendo o domínio afetivo o lugar central” (FILHO, 2002, pág. 90).

Mudanças educacionais surgiram e com elas novas possibilidades e visões acerca do papel do professor e aluno, o professor deve perceber-se como um professor reflexivo, autônomo e crítico recebendo seus alunos como sujeitos sociais, históricos e com conhecimentos prévios, tem a função de mediador que através de instrumentos simbólicos e materiais trabalha nesta zona de desenvolvimento proximal que é definida por Vygotsky:


"Não é senão a distância entre o nível real de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro capaz "(Vygotsky, 1978 apud Cool, 2004, pág.99).


Em relação ao aluno cabe o papel de um sujeito autônomo também promotor do próprio conhecimento, que possui sua individualidade e que deve segundo Freire (1996) manter vivo em si o gosto da rebeldia, aguçando sua curiosidade e estimulando sua capacidade de arriscar-se e de aventurar-se, pois, na relação professor-aluno “quem forma se forma re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser humano”. (Id, pág.23).


Referências:

COLL, César et al. Desenvolvimento Psicológico e Educação: psicologia da educação escolar. Vol.2. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

FILHO, Geraldo Francisco. A psicologia no contexto educacional. Editora Átomo (Campinas, SP), 2002.

FREIRE, Paulo. A Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 35. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

3 de dezembro de 2008

O professor não é o de ensinar mais de ajudar o aluno a aprender.



Um professor não só transfere conhecimentos, não só ensina, um professor também aprende, um professor ajuda na formação de um mundo melhor quando é um exemplo, quando respeita, quando questiona, quando percebe o outro como um indivíduo histórico, que tem nome, tem família, conhece e desconhece , a importância do professor pode ser percebida, pela narração de Paulo Freire em seu livro pedagogia da autonomia:

"Nunca me esqueço, na história já longa de minha memória, de um desses gestos de professor que tive na adolescência remota. Gesto cuja significação mais profunda talvez tenha passado despercebida por ele, o professor, e que teve importante influencia sobre mim. Estava sendo, então, um adolescente inseguro, vendo-me como um corpo anguloso e feio, percebendo-me menos capaz do que os outros, fortemente incerto de minhas possibilidades. Era muito mais mal-humorado que apaziguado com a vida. Facilmente me eriçava. Qualquer consideração feita por um colega rico da classe já me parecia o chamamento à atenção de minhas fragilidades, de minha insegurança.
O professor trouxera de casa os nossos trabalhos escolares e, chamando-nos um a um, delvolvia-os com seu ajuizamento. Em certo momento me chama e , olhando ou reolhando o meu texto, sem dizer palavra, balança a cabeça numa demonstração de respeito e de consideração. O gesto do professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu a minha redação. O gesto do professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir. De que era possível confiar em mim mas que seria tão errado confiar além dos limites quanto errado estava sendo não confiar”(Freire, 1996, pág. 43).

21 de novembro de 2008

YAHOOOO!

Hoje encerrou-se minha prática de ensino, e só tenho uma coisa a dizer:


Whoa-oa-oa! I feel good, I knew that I would, now

I feel good, I knew that I would, now

So good, so good, I got you



Os alunos são ótimos, a relação foi complicada com a administração, mas o importante foi que o recado foi dado, não existe sensação melhor do que a certeza que você fez o melhor que pode, e a minha professora de supervisão ,então? Você foi mara.....!



"Nunca me esqueço, na história já longa de minha memória, de um desses gestos de professor que tive na adolescência remota. Gesto cuja significação mais profunda talvez tenha passado despercebida por ele, o professor, e que teve importante influencia sobre mim. Estava sendo, então, um adolescente inseguro, vendo-me como um corpo anguloso e feio, percebendo-me menos capaz do que os outros, fortemente incerto de minhas possibilidades. Era muito mais mal-humorado que apaziguado com a vida. Facilmente me eriçava. Qualquer consideração feita por um colega rico da classe já me parecia o chamamento à atenção de minhas fragilidades, de minha insegurança.
O professor trouxera de casa os nossos trabalhos escolares e, chamando-nos um a um, devolvia-os com o seu ajuizamento. Em certo momento me chama e, olhando ou re-olhando o meu texto, sem dizer palavra, balança e cabeça numa demonstração de respeito e de consideração. O gesto do professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu à minha redação. O gesto do professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir. De que era possível confiar em mim mas que seria tão errado confiar além dos limites quanto errado estava sendo não confiar. "


Pedagogia da autonomia Paulo Freire

18 de novembro de 2008

O QUE É PSICOLOGIA?

(resumo organizado para os alunos de ensino médio)

“Mire veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando, Afinam e desafinam.”

João Guimarães Rosa, O Grande sertão: Veredas.




O termo Psicologia vem do grego psiché, que significa alma e de logos que significa razão, portanto, etimologicamente, significa “estudo da alma”.


A Psicologia hoje se caracteriza por uma diversidade de objetos de estudo, entretanto optamos por apresentar uma definição que lhe sirva como referência para melhor entendê-la.
A matéria-prima da psicologia é o homem em todas as suas expressões, as visíveis (nosso comportamento) e as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos todos assim) - é o homem - corpo, homem afeto, homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade. A subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. É o que constitui o nosso modo de ser: sou filho de japoneses e militante de um grupo ecológico, detesto Matemática, adoro samba e black music, pratico ioga, tenho vontade mas não consigo ter uma namorada. Meu melhor amigo é filho de descendentes de italianos, primeiro aluno da classe em Matemática, trabalha e estuda, é corintiano fanático, adora comer sushi e navegar pela Internet. Ou seja, cada qual é o que é.

Qual a importância do estudo da psicologia?


A Psicologia é um vasto campo de conhecimento que, ao longo de sua história, tem se debruçado sobre as grandes angústias e dilemas humanos, questões como o sofrimento humano, a angústia, o desamparo, a busca da identidade, a inteligência e suas representações, o preconceito e a humilhação social, a aprendizagem, os gêneros e a sexualidade, têm na Psicologia uma abordagem profunda.


Cursar o ensino médio, direito que assiste a todos os jovens brasileiros, representa mais do que garantir chances no mercado de trabalho imediato ou de aprovação no vestibular. A educação deve promover à reflexão, o pensamento crítico e criativo, a construção de autonomia de pensamento e cidadania. Ora, para construir-se como sujeito pleno, é preciso compreender a vida, nas suas possibilidades e dilemas. O acesso a um conhecimento que permita a compreensão do humano subjetivo é, portanto, um direito do aluno.


1) A letra (23a do alfabeto grego) correspondendo ao nosso "psi" (adotado em todos os países como representação da Psicologia).


Curso de Psicologia social

Referências:

BOCK, A. M. B.; FURTADO, O; TEIXEIRA, M. L. T. PSICOLOGIAS uma introdução ao estudo de psicologia, São Paulo: Saraiva ,1999.

SOLIGO, A. F. ; AZZI, R. G. . Psicologia no Ensino Médio: desafios e perspectivas. Brasilia: Conselho Federal de Psicologia, 2008 (Artigo que compõe publicação Conselho Federal de Psicologia). Disponível em http://www.abrapee.psc.br/documentos/Texto_Base_Eixo_4_Ensino_Medio.pdf. Acesso em 18 de outubro de 2008.

16 de novembro de 2008

O medo é só a fraqueza deixando o corpo


"Educadores, onde estarão? Em que covas terão se escondido? Professores, há aos milhares. Mas professor é profissão, não é algo que se define por dentro, por amor.
Educador, ao contrário, não é profissão; é vocação. E toda vocação nasce de um grande amor, de uma grande esperança."

Rubem alves , extraído do livro: Conversas com quem gosta de ensinar

15 de novembro de 2008

Questão de concurso -Psicologia da Educação

Psicólogo educacional- Santa Cruz do Capibaribe 2008


Questão 29.

A escolha de Henri Wallon para iluminar a questão da afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões. Analise as proposições abaixo e aponte a correta:
I. Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
II. Entre a Psicologia e a Educação as relações não são de uma ciência normativa e de uma ciência ou arte aplicada. Ou seja, Psicologia e Pedagogia constituem momentos complementares de uma mesma atitude experimental.
III. A diretriz norteadora do Projeto de Wallon foi construir uma educação mais justa para uma sociedade mais justa. As ações propostas repousam sobre quatro princípios: Justiça , Dignidade igual de todas as ocupações, Orientação e Cultura geral .

a) Apenas a I está correta.
b) Apenas a II está correta.
c) Apenas I e II estão corretas.
d) Apenas a II e III estão corretas.
e) Todas estão corretas.


Henri Wallon nasceu em Paris, França, em 1879. Graduou-se em Medicina e Psicologia. Fez também Filosofia. Atuou como médico na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ajudando a cuidar de pessoas com distúrbios psiquiátricos. Em 1925 criou um laboratório de Psicologia Biológica da Criança. Quatro anos mais tarde, tornou-se professor da Universidade Sorbonne e vice-presidente do Grupo Francês de Educação Nova — instituição que ajudou a revolucionar o sistema de ensino daquele país e da qual foi presidente de 1946 até morrer, também em Paris, em 1962.

Ao longo de toda a vida, dedicou-se a conhecer a infância e os caminhos da inteligência nas crianças. Militante de esquerda, participou das forças de resistência contra Adolf Hitler e foi perseguido pela Gestapo (a polícia política nazista) durante a Segunda Guerra (1939-1945). Em 1947 propôs mudanças estruturais no sistema educacional francês. Coordenou o projeto Reforma do Ensino, conhecido como Langevin-Wallon — conjunto de propostas equivalente à nossa Lei de Diretrizes e Bases. Nele, por exemplo, está escrito que nenhum aluno deve ser reprovado numa avaliação escolar. Em 1948 lançou a revista Enfance, que serviria de plataforma de novas idéias no mundo da educação — e que rapidamente se transformou numa espécie de bíblia para pesquisadores e professores.

A escolha de Henri Wallon para iluminar a questão da afetividade no processo ensino-aprendizagem decorre de várias razões:

· Sua teoria psicogenética dá uma importante contribuição para a compreensão do processo de desenvolvimento e também para o processo de ensino-aprendizagem-dando subsídios para compreender o aluno e o professor,e a interação entre eles.
· Ao focalizar o meio como um dos conceitos fundamentais da teoria, coloca a questão do desenvolvimento no contexto no qual está inserido, e a escola como um dos meios fundamentais para o desenvolvimento do aluno e do professor.
· Estabelece uma relação fecunda entre psicologia e educação,segundo wallon(1937) “Entre a Psicologia e a Educação as relações não são de uma ciência normativa e de uma ciência ou arte aplicada.” Ou seja, Psicologia e Pedagogia constituem momentos complementares de uma mesma atitude experimental.
· A diretriz norteadora do Projeto de Wallon foi construir uma educação mais justa para uma sociedade mais justa. As ações propostas repousam sobre quatro princípios:


Justiça : Qualquer criança, qualquer jovem independente de suas origens tem igual direito ao desenvolvimento completo, a única limitação que pode ter é de suas próprias aptidões.
Dignidade igual de todas as ocupações: Todas as ocupações de revestem de igual dignidade, a educação não deve fomentar o predomínio da atividade manual ou intelectual em função de razões de origem de classes ou étnicas.
Orientação : O desenvolvimento das aptidões individuais exige primeiro , orientação escolar e depois orientação profissional.
Cultura geral : Não pode haver especialização profissional sem cultura geral, a especialização não pode ser um obstácuo para a compreensão dos problemas mais amplos, só uma sólida cultura geral libera os homens dos estreitos limites da técnica.



SAIBA MAIS: http://estudandopsi.blogspot.com.br/2008/09/as-contribuies-de-vygotsky-wallon-e.html




 
Referências:

MAHONEY, Abigail Alvarenga e ALMEIDA,Laurinda Ramalho de. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuição de Henri Wallon. Psicologia da Educação, 2005, vol 20 p.11-30. Issn 1414-06975 Disponível em 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-69752005000100002&script=sci_arttext 

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/educador-integral-423298.shtml?page=3 

14 de novembro de 2008

Sensação e Percepção parte 2.

Resumo organizado para os alunos de psicologia do ensino médio.
Percepção
A nossa mente interpreta os estímulos de acordo com o conhecimento, relacionamos esses conhecimentos com os sinais sensoriais.
Atenção seletiva: Significa que em qualquer momento focalizamos nossa percepção em apenas um aspecto limitado de tudo o que somos capazes de experimentar.
Estamos sempre filtrando informações sensoriais, inferindo percepções da maneiras que fazem sentido para nós.





Percebemos um vaso ou duas faces se entreolhando, dependendo da escolha do que é figura (o tema da imagem) e o que é fundo.
Adaptação perceptiva: Quando nos adaptamos a uma nova situação ex: Ao usarmos óculos novos, podemos nos sentir um pouco desorientados e tontos, com um dia ou dois, no entanto, nos adaptamos.

Predisposição perceptiva: Quando nossas experiências, pressupostos e expectativas influenciam no que percebemos, impomos padrões a estímulos sem padrão.
Uma vez que formamos uma idéia errada sobre a realidade, temos mais dificuldade em ver a verdade.
EX: Diante de um objeto se deslocando pelo céu, diferentes pessoas podem ter diferentes percepções: “É um pássaro!” “É um avião!” “É o super-homem!”.

Efeitos do contexto: Percepções diferentes por causa de esquemas diferentes, mas também por causa do contexto.

Curso de Gestalt-Terapia

Referência:

MYERS, D. introdução a psicologia geral, sexta edição, LTC, 1999.

12 de novembro de 2008

SENSAÇÃO E PERCEPÇÃO PARTE 1


Resumo organizado para os alunos de psicologia do ensino médio


Como formulamos nossas representações do mundo exterior?

Sensação: Experiências sensoriais que começam quando os receptores sensoriais são estimulados, recebemos um estímulo, transformamos em informação nervosa.
Percepção: Como selecionamos, organizamos e interpretamos nossas sensações a fim de compreender o que acontece ao nosso redor.

Limiares absolutos
: A estimulação mínima necessária para detectar um estímulo específico.
A detecção do estímulo depende da força do sinal, do estado psicológico, nossas expectativas, motivação e fadiga.

Estimulação subliminar: Estímulos abaixo do limiar Ex: Em um Cinema o proprietário estaria influenciando inconscientemente seus freqüentadores por mensagens projetadas de maneira imperceptível: coma pipoca, beba coca-cola, e isto teria aumentado o consumo de pipoca e refrigerante.
Efeito placebo: o placebo é definido como uma substância inerte ou inativa, a que se atribuem certas propriedades (como as de cura de uma doença) e que, ingerida, pode produzir um efeito que suas propriedades não possuem. Muitas pessoas que ingerem, por exemplo, uma pílula contendo nada mais que amido com açúcar, revelam melhoras de uma doença, imaginando ter tomado o remédio feito especialmente para essa doença.

Adaptação sensorial: Sensibilidade decrescente a um estímulo intolerável. A adaptação permite-nos focalizar a atenção em mudanças informativas no ambiente sem sermos incomodados, por exemplo, pelas roupas que vestimos.

Todos os sentidos recebem estimulação sensorial, transformam em informação nervosa e despacham essa informação para o cérebro.

Referência:

MYERS, D. introdução a psicologia geral, sexta edição, LTC, 1999. 

SAIBA MAIS: Sensação e Percepção Parte 2. http://estudandopsi.blogspot.com.br/2008/11/sensao-e-percepo-parte-2.html

9 de novembro de 2008

MODELO DO PLANO DE AULA

UNIVERSIDADE........
CURSO DE PSICOLOGIA VIII BLOCO-DIURNO
DISCIPLINA
:Enfoque Psicossomático do Processo Terapêutico
PROFESSORA:


PLANO DE AULA

TEMA GERADOR: Bioenergética

DATA: 20/10/2008 3.DURAÇÃO: 16:00 ás 16:40


4. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

4.1. Histórico da bioenergética

4.2. Principais conceitos: Grounding, Stool, estruturas de caráter.


5. OBJETIVOS:

Compreender os fundamentos da bioenergética abrangendo seu histórico e principais conceitos

6. METODOLOGIA


O conteúdo será ministrado por meio de aula expositiva

7. RECURSOS METODOLÓGICOS

Serão utilizados para a realização desta aula os seguintes materiais: transparências e retroprojetor


8. AVALIAÇÃO


A avaliação será feita por meio de uma pesquisa bibliográfica.

9. REFERÊNCIA:

LOWEN, A. Bioenergética, ed. Summus, 1982


Curso de Psicomotricidade e Desenvolvimento Humano



SAIBA MAIS:
Outro modelo de plano de aula http://estudandopsi.blogspot.com.br/2008/09/plano-de-aula.html
Modelo de Plano de curso http://estudandopsi.blogspot.com.br/2008/11/modelo-de-plano-de-curso-de-psicologia.html

7 de novembro de 2008

Modelo de plano de curso

UNIVERSIDADE................
CURSO:
DISCIPLINA: ENFOQUE PSICOSSOMÁTICO DO PROCESSO TERAPÊUTICO
CARGA HORÁRIA: 30 HORAS 8° BLOCO TURNO: TARDE
PROFESSORA:

PLANO DE CURSO

1-EMENTA
Compreende o estudo teórico, prático e correlativo do enfoque psicossomático da psicoterapia; neuropsicologia; vegetoterapia; bioenergética e terapia corporal.

2- OBJETIVO
2.1.GERAL

Proporcionar a aquisição de conhecimentos teóricos, práticos e clínicos acerca do enfoque psicossomático na psicoterapia, terapias corporais e doenças somáticas.

2.2. ESPECÍFICOS

-Proporcionar aportes teóricos sobre a relação corpo e mente sua importância na psicologia e na formação do psicólogo.
-Trazer aos alunos questões relevantes sobre a psicoterapia corporal e suas peculiaridades em relação a outras abordagens psicológicas.
-Compreender os componentes psíquicos das doenças somáticas e manifestações psicogênicas.

3. CONTEÚDO

UNIDADE I

DIMENSÃO MENTE E CORPO

• A psicossomática na formação do psicólogo
• Unidade corpo e mente
• Teoria corporal da personalidade
• Postulados da psicossomática
• Psicologia da dor.

UNIDADE II

FUNDAMENTOS DA PSICOSSOMÁTICA

• Órgão de choque e alternância psicossomática
• Tensões, couraças e outros equivalentes somáticos.
• Conversão histérica e sintomas psicossomáticos.

UNIDADE III

INTRODUÇÃO A PSICOTERAPIA CORPORAL

• Vegetoterapia
• Análise Bioenergética
• Biossíntese
• Biodinâmica
• Componentes psíquicos das doenças somáticas
• Manifestações psicogênicas.

4. METODOLOGIA
Serão utilizados como procedimentos de ensino – aprendizagem: aulas expositivas participativas; interpretação, seminários e discussão dos conteúdos a serem abordados, possibilitando o confronto de idéias, a problematização e a construção crítica do conhecimento.

5. RECURSOS
A disciplina será ministrada utilizando-se dos recursos institucionais disponíveis, tais como: Datashow, Retroprojetor, quadro acrílico e pincel, textos, livros e outros materiais que possam ilustrar os assuntos estudados.

6. AVALIAÇÃO

A sistemática de avaliação a ser adotada nesta disciplina pauta-se no regimento desta IES expressa no informativo acadêmico, as principais referências para avaliação serão: a participação e desempenho do aluno nas atividades individuais e coletivas, como também, sua participação nas discussões e debates. Para efeito de registro realizaremos duas avaliações (prova escrita e estudo de caso entre outros). Onde a aprovação está condicionada a freqüência mínima de 75 % das aulas e média final igual ou superior a 6,0(seis).

7. REFERÊNCIAS

BOADELLA, D., Correntes da vida: Uma introdução á Biossíntese, São Paulo, ed. Summus, 1982.

CAMON, Valdemar Augusto Angerami. Psicossomática e a Psicologia da Dor. São Paulo: Pioneira Thomson Learning Ltda, 2001.

FERRAZ F. C.; VOLICH R. M. (org.). Psicossoma Psicossomática Psicanalítica, São Paulo, Casa do Psicólogo, 1997.

LOWEN, A. Bioenergética, ed. Summus, 1982.

MELLO FILHO, J. Concepção Psicossomática: Visão Atual, São Paulo, Casa do psicólogo, 2002.

________________ Psicossomática hoje, Porto alegre, Artes médicas, 1992.

REICH, W. Análise do Caráter. São Paulo, Martins fontes, 2003.


Saiba mais:

Modelo de Plano de Aula http://estudandopsi.blogspot.com.br/2008/11/modelo-do-plano-de-aula.html

20 de outubro de 2008

Dia 20 de outubro de 2008

Ser professora é mesmo gratificante: -Pssora, a senhora.....Meu Deus! tô ficando velha...
É realmente maravilhoso, a primeira aula a gente nunca esquece, muita ansiedade, o tempo passou voando ...agora eu entendo um pouco minhas professoras, é muita informação pra uma pessoa só, muita gente, ás vezes falando todos juntos coisas diferentes, eu rio da piada do mais extrovertido, eu fico séria, eu faço alguma piada(esse é meu ponto fraco),ainda tem 10 minutos de aula, e agora?
Viver só se aprende vivendo.


Eu diria que os educadores são como as velhas árvores. Possuem uma face, um nome, uma "história" a ser contada. Habitam um mundo em que o que vale é a relação que os liga aos alunos, sendo que cada aluno é uma "entidade" sui generis, portador de um nome, também de uma "história", sofrendo tristezas e alimentando esperanças. E a educação é algo para acontecer nesse espaço invisível e denso, que se estabelece a dois. Espaço artesanal.

Maurice Blanchot, Le paradoxe d'autre, Les Temps ModernesJunho de 1946, p. 1580

18 de outubro de 2008

Ensinar e Aprender

Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia,vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não senhor, Sim senhor, Não senhor, Sim senhor
Admirável chip novo, Pitty

Este blog vive uma fase de assuntos educacionais, pois estou vivendo um semestre de licenciatura já que meu curso com muito orgulho oferece além da formação de psicólogo, uma formação de licenciatura em psicologia, o que nos traz questionamentos que servirão para quem for exercer a profissão docente, já que ver-nos com olhos de aluno é uma coisa e de professor é outra.
É nos colocado várias teorias da aprendizagem, que a significância, a afetividade, a interação, a cultura, tudo influi na aprendizagem, e um ponto fundamental é a liberdade, a crítica, a reflexão, digo com meu jeito típico de nordestina, bem humorada que o conflito é “como agüentar um aluno questionador?”
Estão gritando por aí, que a sala de aula tem de ser um lugar de reflexão, de senso crítico, estão gritando por aí que o professor tem de ser um facilitador.
São os mesmos gritos que mandam: cale boca e fique quieto!Me respeitem!

"Em contraposição a abordagens tradicionais onde o indivíduo é tratado como um passivo receptor de conteúdos, o construtivismo tem como premissa que o indivíduo é o agente construtor de seu próprio conhecimento, na medida em que os significados por ele construídos a partir de suas experiências e vivências em diferentes contextos fornecem sentido e constituem representações da realidade "(Piaget & Garcia, 1987).

Nossa educação é reflexo da nossa sociedade, nós somos reflexos da nossa sociedade, e os alunos são reflexos da nossa sociedade.
A grande maioria de nós somos filhos de uma escola em que o professor é o detentor do conhecimento e somos simples expectadores, como trabalhar o senso crítico, e a reflexão de um aluno, se eu como aluno, não fiz isso? Não fui incentivada a isso?

Imaginem a cena:

Eu, estudante de psicologia praticamente formada, preparo um aula bacana , leio três teóricos; o assunto; uma coisa básica de psicologia, então me vem um aluno, que não tem metade dos meus conhecimentos , questionar o que eu tô colocando e os meus três amigos teóricos que passaram a vida dedicados a pesquisas exaustivas desse tema, ufa!

Quanto à formação dos professores numa abordagem construtivista, pode-se afirmar que assim como o aluno constrói o conhecimento, o mesmo acontece com o professor. Os professores devem passar por experiências de aprendizagem para confrontar suas experiências particulares, suas crenças tradicionais, seus conhecimentos sobre o desenvolvimento psicológico das crianças. É compartilhando suas experiências com outros educadores, que os professores podem questionar, refletir e construir a prática pedagógica nos moldes construtivistas, com novas perspectivas pedagógicas (Fosnot, 1998a, 1998b)”

Outra questão seria: o professor é um super homem ou uma super mulher?, que tem que perceber esses 50 alunos como indivíduos com suas realidades e suas culturas, que possuem conhecimentos prévios, indivíduo livres para construirem junto com o professor esse conhecimento novo, além de tudo trabalhar a desmotivação ás vezes mútua, sem falar nas questões salariais e estruturais e egóicas desse detentor de conhecimento


Conforme os pressupostos da abordagem construtivista, o papel do professor deve ser o de mediador e equilibrador de situações de aprendizagem, bem como de conflitos que ocorrem em sala de aula. Comparada a postura do professor numa perspectiva tradicional, cabe a esse professor aceitar que também o aluno possui um repertório de conhecimentos e, ao entrar na escola, prossegue nessa construção. Assim, não cabe ao professor somente transmitir o que ele sabe ou a que já se encontra sistematizado, e sim compreender conceitos e vivências reveladas pelos alunos a partir de seu universo sócio-cultural.(Machado, 2007).”

É pra isso que estamos aqui, alguém tem de praticar realmente a teoria, o que faz a diferença é no momento em que aquele aluno questionar seus conhecimentos, o conteúdo e outros teóricos, respire fundo e antes que aquela voz interior diga “mas quem é você pra questionar isso? Quem vc pensa que é? você não sabe quem com que está falando?”Perceba que o conteúdo para ser apropriado tem de ser significante, gerar o conflito, o questionamento, e é esse o papel de professor, ensinar e aprender, se vc não agüenta isso, bote a viola no saco e vá fazer outra coisa.

referências:
FACCI, M. G. D. Valorização do trabalho do professor e a escola de vigotski, disponível em http://www.abrapee.psc.br/artigo11.htm

SANTOS, H.;;SILVA, A. . T. B.;REZENDE, F.Um estudo da prática construtivista do tutor de um curso a distância de formação continuada de professor de física
http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/epef/viii/PDFs/CO22_2.pdf
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