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3 de fevereiro de 2010

Psicólogo Pref. de Piripiri 2009

11. A Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, reunida em Alma Ata em 1978, expressou a necessidade de ação de todos os governos e de todos que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento, a fim de promover a saúde de todos os povos do mundo. Os Cuidados Primários de Saúde baseiam-se em:

(A) Liberação de recursos financeiros e acompanhamento da execução das ações preventivas de saúde.

(B) Prestação de contas, como pré-requisito para concessão de auxílio aos países pobres.

(C) Instruções das entidades internacionais e publicações científicas.

(D) Métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentados e socialmente aceitáveis, colocando-os ao alcance universal da sociedade, mediante sua plena participação.

(E) Ações referentes a projetos e obras financiadas com recursos da união e dos países no campo da medicina curativa.

Segundo Meireles (2008) A Declaração de Alma-Ata é a carta de intenções resultante da 1ª Conferência Internacional sobre os Cuidados de Saúde Primários, ocorrida em 12 de setembro de 1978, em Alma Ata, casaquistão, ex- URSS. Enquadrou-se no movimento mundial, sob a responsabilidade e empenho da OMS, de combater as desigualdades entre os povos e a alcançar a audaciosa meta de “Saúde Para Todos no Ano 2000”.

No seu artigo VI afirma:


VI) Os cuidados primários de saúde são cuidados essenciais de saúde baseados em métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentadas e socialmente aceitáveis, colocadas ao alcance universal de indivíduos e famílias da comunidade, mediante sua plena participação e a um custo que a comunidade e o país possam manter em cada fase de seu desenvolvimento, no espírito de autoconfiança e automedicação. Fazem parte integrante tanto do sistema de saúde do país, do qual constituem a função central e o foco principal, quanto do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. Representam o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde, pelo qual os cuidados de saúde são levados o mais proximamente possível aos lugares onde pessoas vivem e trabalham, e constituem o primeiro elemento de um continuado processo de assistência à saúde.

Os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são definidos na DAA como os cuidados essenciais de saúde, prestados mediante o uso de métodos e técnicas práticos, cientificamente fundamentados e aceitáveis socialmente. Correspondem ao primeiro nível de contacto com o sistema de saúde do país, e devem estar associados a sistemas de referência integrados e funcionais por forma a garantirem o acesso a cuidados de saúde por todos os cidadãos, principalmente aos mais necessitados. Com efeito, os CSP dever-se-ão pautar pela acessibilidade universal, equidade e justiça social.(MEIRELES, 2008)


Referências:

Declaração de Alma-Ata. In: CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE CUIDADOS PRIMÁRIOS DE SAÚDE, Alma-Ata, 1978. Disponível em: . Acessado em 03 de fevereiro de 2010.
MEIRELES, A. C. Alma-Ata e Ottawa − As Conferências de Entre as Conferências.... (2008). Disponível em <http://www.saudepublica.web.pt/TrabCatarina/AlmaAta-Ottawa_CMeireles.htm>



27 de setembro de 2009

GAF- GRUPO DE APOIO FRATERNO 3222-0000

O Grupo de Apoio Fraterno- GAF é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo prestar apoio emocional a pessoas propensas a prática do suicídio. Há 23 anos atuando no Piauí, o GAF atualmente conta com um número de trinta voluntários, que são escolhidos através de uma seleção para prestar atendimento ao público que necessita de um “ombro amigo” para escutá-lo. “Aqueles que se disponibilizam a serem voluntários para o GAF tem que passar por vários estágios, até que ele se enquadre dentro do perfil de conduta esperado pelo grupo”, explicou a presidente do GAF, Maria Zélia.

De acordo com a presidente do grupo, a filosofia seguida pelos voluntários do GAF é baseada no psicólogo americano Call Rogers, que tem na abordagem centrada na pessoa: na valorização da vida humana. “As pessoas são acostumadas a dar conselhos para as pessoas. Aqui nós não trabalhamos com direcionamentos, apenas escutamos as pessoas e compartilhamos com ela seus sentimentos”, ressalta Maria Zélia. Pra o Grupo de Apoio Fraterno o importante é respeitar a posição do possível suicida, já que somente ele é o responsável pela sua vida.

Segundo a abordagem centrada na pessoa, os voluntários devem perceber qual a potencialidade da pessoa no momento. “Nosso objetivo é ouvir a pessoa, dizer a ela que ela não está sozinha, mas sempre questionando se é essa decisão (suicídio) que ela quer de verdade, pois com isso, nós fazemos com que ela reflita”, completa.

Para ser um voluntário o candidato tem que satisfazer critérios como: saber ouvir, ter idade acima de 18 anos, disponibilidade de tempo (4h e 30min por semana), além de ser uma pessoa centrada emocionalmente. Mas este último critério, segundo a presidente do grupo, vai sendo adquirido com o tempo durante o treinamento. “A abordagem faz com que a pessoa se descubra, se ela pode realmente desenvolver esse trabalho. É bem difícil achar voluntários que se encaixem no perfil esperado, mas grande problema ainda é a falta de disponibilidade de tempo”, disse.


GARANTIA DE SIGILO ABSOLUTO

O GAF recebe de 600 a 900 ligações por mês, sendo que a maioria delas é recebida durante o dia e são feitas por mulheres. “Nós adotamos a tática do sigilo absoluto. Os funcionários não comentam nada do que é dito pelos possíveis suicidas com absolutamente ninguém. Por isso que as pessoas sabem que podem ligar e que o que é dito não será repassado”, afirma Maria Zélia.

O grupo vive de doações, que tem nos próprios voluntários a maior fonte de renda, incentivos da Prefeitura de Teresina, que cedeu o espaço físico e alguns materiais, apoio do Governo do Estado e a doação da linha telefônica utilizada no atendimento pela Operadora Oi. A divulgação do serviço é feita através de panfletos postos em ônibus, entrevistas concedidas aos diversos meios de comunicação do Estado e palestras para o público em geral. Para aqueles que desejam ser ouvidos pelo GAF basta ligar para o número: 3222-0000.


FONTE:
http://180graus.brasilportais.com.br/geral/piaui-tem-o-3o-maior-indice-de-suicidios-no-nordesteconfira-238104.html

23 de setembro de 2009

Prefeitura de Boa Ventura - PB 2009

17. Marque a alternativa correta em relação às doenças de notificação compulsória no Brasil.

A. Cárie dentária, febre amarela, sarampo, difteria, tétano.
B. Escabiose, febre amarela, hanseníase, doença de Chagas.
C. Febre amarela, tuberculose, hanseníase, difteria, raiva humana.
D. Poliomielite, coqueluche, malária, amidalite estreptocócica.
E. Doença periodontal de progressão rápida (DPPR), sarampo, hanseníase, difteria, febre amarela.


O Ministério da Saúde, por intermédio da Secretaria de Vigilância em Saúde, editou a Portaria nº 5, de 21 de fevereiro de 2006, incluindo a Influenza Humana por novo subtipo pandêmico. A portaria define também o grupo de doenças que precisam ser notificadas de forma imediata, pelo seu risco elevado de disseminação.

Para a construção do Sistema de Doenças de Notificação Compulsória (SDNC) é elaborada uma Lista de Doenças de Notificação Compulsória, cujas doenças são selecionadas através de determinados critérios como: magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle, compromisso internacional com programas de erradicação, etc.

A ocorrência de agravo inusitado, como a ocorrência de casos ou óbitos de doença de origem desconhecida ou alteração no padrão epidemiológico de doença conhecida, independente de constar das listas, deverá também ser notificada às autoridades sanitárias.


Doenças de Notificação Compulsória

Botulismo
Carbúnculo ou Antraz
Cólera
Coqueluche
Dengue
Difteria
Doença de Creutzfeldt-Jacob
Doença de Chagas (casos agudos)
Doença Meningocócica e outras meningites
Esquistossomose (em área não endêmica)
Eventos Adversos Pós-Vacinação
Febre Amarela
Febre do Nilo Ocidental
Febre Maculosa
Febre Tifóide
Hanseníase
Hantaviroses
Hepatites Virais
Infecção pelo vírus da Imunodeficiência Adquirida Humana (HIV) em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical
Influenza Humana por novo subtipo (pandêmico)
Leishmaniose Tegumentar Americana
Leishmaniose Visceral
Leptospirose
Malária
Meningite por Haemophilus influenzae
Peste
Poliomielite
Paralisia Flácida Aguda
Raiva Humana
Rubéola
Sarampo
Sífilis Congênita
Sífilis em gestante
Síndrome da Rubéola Congênita
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids)
Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda
Síndrome Respiratória Aguda Grave
Tétano
Tularemia
Tuberculose
Varíola




REFERÊNCIAS:

Portaria n° 5 de 26 de fevereiro de 2006:Inclui doenças na relação nacional de notificação compulsória, define doenças de notificação imediata, relação dos resultados laboratoriais que devem ser notificados pelos Laboratórios de Referência Nacional ou Regional e normas para notificação de casos. http://www.aids.gov.br/data/documents/storeddocuments/{b8ef5daf-23ae-4891-ad36-1903553a3174}/{676c2f7d-cd08-4281-927a-056664deac57}/dnc_2006_portaria.pdf

http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/19012

http://www.webartigos.com/articles/11816/1/o-conhecimento-do-enfermeiro-sobre-notificacao-compulsoria/pagina1.html





22 de setembro de 2009

Prefeitura de Boa ventura- PB 2009

25. Assinale a alternativa incorreta sobre o Sistema de Informação em Saúde do Brasil.

A. As informações do SIAB são provenientes do Programa de Saúde da Família.
B. A entrada de dados no SINAN é feita mediante a Ficha Individual de Notificação e a Ficha Individual de Investigação.
C. O SISVAN é o Sistema de Informação de Vigilância Alimentar e Nutricional.
D. O SIA/SUS é um instrumento de ordenação de pagamento de serviços hospitalares.
E. O SINASC tem como instrumento de coleta de dados a declaração de nascidos vivos que é emitida em três vias.


SIM: Sistema de Informações sobre Mortalidade, é um sistema de vigilância epidemiológica nacional, cujo objetivo é captar dados sobre os óbitos do país a fim de fornecer informações sobre mortalidade para todas as instâncias do sistema de saúde. O documento de entrada do sistema é a Declaração de Óbito (DO), padronizada em todo o território nacional.

SINASC: Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, O SINASC propicia um aporte significativo de dados sobre nascidos vivos, com suas características mais importantes, como sexo, local onde ocorreu o nascimento, tipo de parto e peso ao nascer, entre outras.

SINAN: Sistema de Informação de Agravos de Notificação, tem por objetivo o registro e processamento dos dados sobre agravos de notificação em todo o território nacional, fornecendo informações para análise do perfil da morbidade e contribuindo, desta forma, para a tomada de decisões em nível municipal, estadual e federal. Este sistema é alimentado, principalmente, pela notifi cação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notifi cação compulsória, mas é facultado a estados e municípios incluir outros problemas de saúde importantes em sua região.

SIH-SUS: o Sistema de Informações Hospitalares do SUS processa informações para efetuar o pagamento dos serviços hospitalares prestados pelo SUS.

SIA-SUS: Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, Sistema de informação para facilitar o planejamento, controle e avaliação do atendimento ambulatorial.

SIAB: Sistema de Informação da Atenção Básica, Sistema de Informação da Atenção Básica foi implantado para o acompanhamento das ações e dos resultados das atividades realizadas pelas equipes do Programa Saúde da Família - PSF.

SISVAN: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, corresponde a um sistema de informações que tem como objetivo principal promover informação contínua sobre as condições nutricionais da população e os fatores que as influenciam. Esta informação irá fornecer uma base para decisões a serem tomadas pelos responsáveis por políticas, planejamento e gerenciamento de programas relacionados com a melhoria dos padrões de consumo alimentar e do estado nutricional.

REFERÊNCIAS:

http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=04
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/sis_mortalidade.pdf
http://www.datasus.gov.br/catalogo/sinasc.htm
http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS52AA5141PTBRIE.htm
www.saude.sp.gov.br/resources/gestor/acesso_rapido/.../SIA.ppt
http://www.saude.ba.gov.br/dis/arquivos_pdf/Manual_Normas%20e%20Rotinas_2%C2%AA_edicao.pdf
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