47.Acerca dos direitos assegurados ao idoso por seu estatuto específico, assinale a opção correta.
A )Direito ao transporte urbano gratuito aos maiores de 65 anos de idade, para os que têm entre 60 e 65 anos de idade, fica a critério da legislação local decidir sobre a gratuidade.
B )Em programas habitacionais do governo 5% das unidades devem ser reservadas para idosos.
Art. 38. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado o seguinte: I – reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos;
C )Torna-se crime a discriminação contra idosos em todas as circunstâncias, com pena de 6 meses a 1 ano de reclusão ou com pena alternativa de pagamento de multa.
Art. 96. Discriminar pessoa idosa, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte, ao direito de contratar ou por qualquer outro meio ou instrumento necessário ao exercício da cidadania, por motivo de idade:
Pena – reclusão de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa. § 1o Na mesma pena incorre quem desdenhar, humilhar, menosprezar ou discriminar pessoa idosa, por qualquer motivo.
§ 2o A pena será aumentada de 1/3 (um terço) se a vítima se encontrar sob os cuidados ou responsabilidade do agente.
D )A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) torna-se a exclusiva representante legítima dos idosos em todas as pendências jurídicas
Art. 81. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis ou homogêneos, consideram-se legitimados, concorrentemente: I – o Ministério Público; II – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;III – a Ordem dos Advogados do Brasil; IV – as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um) ano e que incluam entre os fins institucionais a defesa dos interesses e direitos da pessoa idosa, dispensada a autorização da assembléia, se houver prévia autorização estatutária.
Fonte:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.741.htm
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3 de março de 2009
9 de fevereiro de 2009
PREFEITURA DE SÃO LUIZ-2008-CESPE/UNB
Acerca dos sintomas característicos da Síndrome de Burnout, julgue os itens seguintes.
87 Super-investimento com prolongação do tempo de trabalho e diminuição da produtividade são sintomas do Burnout. (C). (super-investimento ....????????)
87 Super-investimento com prolongação do tempo de trabalho e diminuição da produtividade são sintomas do Burnout. (C). (super-investimento ....????????)
88 Esgotamento emocional, falta de recursos emocionais e atitude de isolamento encontram-se na síndrome de Burnout.(C)
89 Despersonalização com diminuição do sentimento de autorealização, atitude insensível em relação aos colegas e aos pacientes estão presentes na síndrome de Burnout.(C)
90 Humor depressivo com total apatia e nenhuma irritabilidade, sentimento de frustração, diminuição do senso de responsabilidade são sintomas característicos da síndrome de Burnout. (E)
91 Excesso de entusiasmo no trabalho com dificuldade de interromper o trabalho é sintomático da síndrome de Burnout.(E)
O Burnout, trata-se de uma síndrome, ou seja, um conjunto de respostas a situações de estresse ocupacional de reação à tensão emocional crônica com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).
Adota-se aqui a perspectiva psicossocial, que torna a síndrome de burnout como um processo, no qual os aspectos do contexto de trabalho e interpessoais contribuem efetivamente para o seu desenvolvimento.
Para Maslach e Jackson a síndrome consiste em uma reação à tensão emocional crônica por tratar excessivamente com outros seres humanos, particularmente quando eles estão preocupados ou com problemas..
Trata-se de síndrome multidimensional, caracterizada por três componentes: exaustão emocional, diminuição da realização pessoal e despersonalização.
Que tem como características principais:
Desgaste ou Exaustão Emocional:. Refere-se a um sentimento de sobrecarga emocional, sendo este um traço fundamental da síndrome, caracterizado pela perda de energia, esgotamento e sentimento de fadiga constante, podendo esses sintomas afetar o indivíduo física ou psiquicamente ou das duas formas. A partir de então, as pessoas acometidas sentem gradativa redução de sua capacidade de produção e vigor no trabalho.
Despersonalização: Geralmente vem acompanhado de ansiedade, aumento da irritabilidade e perda de motivação. O indivíduo se vê cercado de sentimentos negativos para si mesmo e para com os outros. Ocorre uma redução das metas de trabalho, da responsabilidade com os resultados, alienação e conduta egoísta. O indivíduo passa então a isolar-se dos outros como forma de proteção, mantendo uma atitude fria em relação às pessoas, não é mais capaz de lidar com as suas emoção e a dos outros, e começa a tratá-los de forma desumanizada.
Incompetência ou Falta de Realização Pessoal : Sentimento de incompetência pessoal e profissional ao trabalho, o indivíduo passa a apresentar uma série de respostas negativas para consigo e para o trabalho, como, depressão, baixa produtividade, baixa auto-estima e redução das relações interpessoais. Nesta fase, o indivíduo assume uma atividade defensiva com modificações nas suas condutas e atitudes com o objetivo de defender-se dos sentimentos experimentados, tem tendência a avaliar-se negativamente em relação a seu desempenho.
SINTOMAS FÍSICOS
Fadiga constante e progressiva, Dores musculares ou osteomusculares, Distúrbios do sono, Cefaléias, enxaquecas, Perturbações gastrintestinais, Imunodeficiência, Transtornos cardiovasculares, Distúrbios do sistema respiratório:, Disfunções sexuais, Alterações menstruais nas mulheres.
SINTOMAS PSÍQUICOS
Falta de atenção, concentração ,alterações da memória, lentificacão do pensamento, sentimento de alienação, sentimento de solidão, impaciência, sentimento de impotência, labilidade emocional, dificuldade de auto aceitação, baixa auto estima, astenia, desânimo, disforia, depressão, desconfiança, paranóia.
SINTOMAS COMPORTAMENTAIS
Negligencia ou escrúpulo excessivo, condutas aditivas e evitativas, irritabilidade, incremento da agressividade, incapacidade para relaxar, dificuldade na aceitação de mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo de substâncias, comportamento de alto risco suicídio, existe maior incidência de casos de suicídios entre profissionais da área da saúde do que na população em geral.
SINTOMAS DEFENSIVOS:
Tendência ao isolamento, sentimento de onipotência, perda do interesse pelo trabalho (e até pelo lazer), absenteísmo, ímpetos de abandonar o trabalho, ironia, cinismo.
Segundo Lima et al (2007) Os Psicólogos, por atuarem na área de saúde mental estão entre a clientela de risco da Síndrome de Burnout. O local de trabalho, portanto, também influencia sensivelmente o grau de realização pessoal no trabalho e a possibilidade de se desenvolver burnout e estresse a partir de um ambiente que exerça pressão nos indivíduos. Especificamente em relação à psicoterapeutas.
Faber (1985), identificou cinco fatores desencadeadores de estresse: manutenção da relação terapêutica, agendamento, dúvida profissionais, envolvimentos excessivos no trabalho e esgotamento pessoal.
REFERÊNCIAS:
BESSANE, A. A., CONCAT0, A. B., ROSSINI, A. B. Revisão de literatura sobre as causas da síndrome de burnout em profissionais de enfermagem. Disponível em http://www.uniandrade.edu.br/links/menu3/publicacoes/revista_enfermagem/artigo082.pdf. Acesso 9/02/2009.
BORGES, Livia Oliveira et al. A síndrome de burnout e os valores organizacionais: um estudo comparativo em hospitais universitários. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2002, v. 15, n. 1, pp. 189-200. ISSN 0102-7972. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/prc/v15n1/a20v15n1.pdf Acesso 9/02/2009.
LIMA, Flávia Dutra et al . Síndrome de Burnout em residentes da Universidade Federal de Uberlândia - 2004. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro, v. 31, n. 2, Aug. 2007 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S010055022007000200004&lng=en&nrm=iso
. Acesso em: 09 Feb. 2009.
15 de janeiro de 2009
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO CEARÁ Psicólogo 2008
Julgue os seguintes itens, acerca de crianças que crescem em lares violentos e testemunham agressões verbais e físicas entre pais ou padrastos e madrastas.
57 A criança pode entender que a violência é um modo aceitável de resolver conflitos e desenvolver um padrão de comportamento agressivo em suas relações futuras, de acordo com o modelo. ( c)
58 Sob o ponto de vista comportamental, é possível que a criança desenvolva sentimentos ambíguos em relação ao perpetrador, envolvendo afeto positivo e raiva, que descrevem uma situação de conflito do tipo aproximação esquiva.(c)
59 Na assistência psicológica a criança filha de pais violentos, compete ao psicólogo oferecer respostas, explicando à criança os motivos pelos quais a violência aconteceu.
60 Uma criança de quatro anos que testemunha cenas violentas de agressão física ou verbal entre os pais, mesmo não sendo ela própria a vítima, pode desenvolver estresse pós traumático caracterizado por sintomas como insônia, comportamento desorganizado, choro excessivo e agitação.(c)
Segundo Sinclair (1985), estudos realizados indicaram que a observação da violência doméstica afeta e interfere no desenvolvimento físico e mental das crianças.Cardoso (2001) salienta que a criança que observa a violência doméstica no lar vivenciará a ambivalência das emoções e reações entre amor e ódio, além de confusões, conflitos e outras vivências negativas. Outros efeitos nocivos da exposição da criança à violência conjugal indicados na literatura são: a agressão, uso de drogas e/ou álcool, distúrbio de atenção, baixo rendimento escolar (Brancalhone & Williams, 2003), ansiedade, depressão, Transtorno de Estresse Pós-Traumático e os problemas somáticos, entre outros (Barnett, 1997; Santos, 2001). Brancalhone, Fogo e Williams (2004) salientam que crianças que assistem à agressão do pai contra a mãe, no geral, assistem rotineiramente essa violência.
Para Sinclair (1985), uma criança que convive com a violência ou ameaça do pai contra a mãe é uma criança que precisa de proteção, pois tem risco de ser ela própria física e sexualmente abusada. Para Holden et al. (1998), a mulher agredida pode descontar sua raiva e frustração na criança, a criança pode machucar-se acidentalmente tentando parar a violência ou proteger sua mãe e, finalmente, a criança que testemunha a agressão contra a própria mãe poderá tornar-se um marido agressor ou uma mulher agredida.
Os efeitos da observação da violência podem ser entendidos com base na teoria da Aprendizagem Social. Tal teoria sustenta que padrões aprendidos por crianças em um lar violento agem como modelos de como se comportar em interações sociais (Bandura, 1976). Além disso, crianças expostas a ambientes estressantes podem apresentar quadros de dissociação a ponto de gerar rupturas bruscas e patológicas com a realidade (Caminha, 1999). Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (American Psychiatric Association, 2000), a característica essencial dos transtornos dissociativos é uma perturbação nas funções habitualmente integradas de consciência, memória, identidade ou percepção de ambiente.
A violência comparece ao consultório do psiquiatra da infância, público ou privado e se apresenta sob diversas "roupagens", em tipos clínicos. A revisão da literatura encontrou associação entre trauma e transtornos psiquiátricos, tais como demonstram os trabalhos sobre os seguintes transtornos: psicoses e esquizofrenia25, estresse pós-traumático (TEPT), déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH), conduta, ansiedade, aprendizagem e do humor.
Os pediatras, muitas vezes, são os primeiros a receberem estas crianças com sintomas psiquiátricos, como somatizações, diminuição do apetite, insônia, baixo desempenho escolar, agitação, inquietação ou mesmo tristeza. Estes sintomas podem ser fruto da violência cotidiana ou proveniente de um evento em especial. O pediatra deve estar alerta para encaminhar ao especialista, quando observar alguma relação entre sintoma psíquico e violência, para se evitar a cronificação e evolução para uma doença psiquiátrica.
Ainda, da culpa e raiva frente ao ocorrido ou do sentimento de impotência e inferioridade, pois, habitualmente, ela é atropelada pelo discurso materno, igualmente abalado por sua tragédia pessoal. Os profissionais devem estar advertidos quanto à divergência entre os relatos dos pais e o da escola, quando conferidos com o da criança e precisam conhecer as adversidades da comunidade a qual prestam serviços, a fim de viabilizar a re/inserção da criança traumatizada a seu meio, em oposição à segregação e à exclusão social.(ABRAMOVITCH, CHENIAUX, MOREIRA, 2007).
Referências:
ABRAMOVITCH, S., CHENIAUX, E., MOREIRA, M. L. O impacto da violência na saúde mental das crianças. (2007) Disponível em < http://www.soperj.org.br/revista/detalhes.asp?id=753> acesso em 15 e janeiro de 2009.
57 A criança pode entender que a violência é um modo aceitável de resolver conflitos e desenvolver um padrão de comportamento agressivo em suas relações futuras, de acordo com o modelo. ( c)
58 Sob o ponto de vista comportamental, é possível que a criança desenvolva sentimentos ambíguos em relação ao perpetrador, envolvendo afeto positivo e raiva, que descrevem uma situação de conflito do tipo aproximação esquiva.(c)
59 Na assistência psicológica a criança filha de pais violentos, compete ao psicólogo oferecer respostas, explicando à criança os motivos pelos quais a violência aconteceu.
60 Uma criança de quatro anos que testemunha cenas violentas de agressão física ou verbal entre os pais, mesmo não sendo ela própria a vítima, pode desenvolver estresse pós traumático caracterizado por sintomas como insônia, comportamento desorganizado, choro excessivo e agitação.(c)
Maia et al (2007) afirma: De modo geral, mesmo não sendo vítima direta da violência, a criança pode apresentar problemas em decorrência da exposição à violência conjugal.
Segundo Sinclair (1985), estudos realizados indicaram que a observação da violência doméstica afeta e interfere no desenvolvimento físico e mental das crianças.Cardoso (2001) salienta que a criança que observa a violência doméstica no lar vivenciará a ambivalência das emoções e reações entre amor e ódio, além de confusões, conflitos e outras vivências negativas. Outros efeitos nocivos da exposição da criança à violência conjugal indicados na literatura são: a agressão, uso de drogas e/ou álcool, distúrbio de atenção, baixo rendimento escolar (Brancalhone & Williams, 2003), ansiedade, depressão, Transtorno de Estresse Pós-Traumático e os problemas somáticos, entre outros (Barnett, 1997; Santos, 2001). Brancalhone, Fogo e Williams (2004) salientam que crianças que assistem à agressão do pai contra a mãe, no geral, assistem rotineiramente essa violência.
Para Sinclair (1985), uma criança que convive com a violência ou ameaça do pai contra a mãe é uma criança que precisa de proteção, pois tem risco de ser ela própria física e sexualmente abusada. Para Holden et al. (1998), a mulher agredida pode descontar sua raiva e frustração na criança, a criança pode machucar-se acidentalmente tentando parar a violência ou proteger sua mãe e, finalmente, a criança que testemunha a agressão contra a própria mãe poderá tornar-se um marido agressor ou uma mulher agredida.
Os efeitos da observação da violência podem ser entendidos com base na teoria da Aprendizagem Social. Tal teoria sustenta que padrões aprendidos por crianças em um lar violento agem como modelos de como se comportar em interações sociais (Bandura, 1976). Além disso, crianças expostas a ambientes estressantes podem apresentar quadros de dissociação a ponto de gerar rupturas bruscas e patológicas com a realidade (Caminha, 1999). Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (American Psychiatric Association, 2000), a característica essencial dos transtornos dissociativos é uma perturbação nas funções habitualmente integradas de consciência, memória, identidade ou percepção de ambiente.
A violência comparece ao consultório do psiquiatra da infância, público ou privado e se apresenta sob diversas "roupagens", em tipos clínicos. A revisão da literatura encontrou associação entre trauma e transtornos psiquiátricos, tais como demonstram os trabalhos sobre os seguintes transtornos: psicoses e esquizofrenia25, estresse pós-traumático (TEPT), déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH), conduta, ansiedade, aprendizagem e do humor.
Os pediatras, muitas vezes, são os primeiros a receberem estas crianças com sintomas psiquiátricos, como somatizações, diminuição do apetite, insônia, baixo desempenho escolar, agitação, inquietação ou mesmo tristeza. Estes sintomas podem ser fruto da violência cotidiana ou proveniente de um evento em especial. O pediatra deve estar alerta para encaminhar ao especialista, quando observar alguma relação entre sintoma psíquico e violência, para se evitar a cronificação e evolução para uma doença psiquiátrica.
Ainda, da culpa e raiva frente ao ocorrido ou do sentimento de impotência e inferioridade, pois, habitualmente, ela é atropelada pelo discurso materno, igualmente abalado por sua tragédia pessoal. Os profissionais devem estar advertidos quanto à divergência entre os relatos dos pais e o da escola, quando conferidos com o da criança e precisam conhecer as adversidades da comunidade a qual prestam serviços, a fim de viabilizar a re/inserção da criança traumatizada a seu meio, em oposição à segregação e à exclusão social.
Referências:
ABRAMOVITCH, S., CHENIAUX, E., MOREIRA, M. L. O impacto da violência na saúde mental das crianças. (2007) Disponível em < http://www.soperj.org.br/revista/detalhes.asp?id=753> acesso em 15 e janeiro de 2009.
MAIA, J. M. D., WILLIAMS, L. C. A. fatores de risco e fatores de proteção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área (2007) Disponível em http://www.sbponline.org.br/revista2/vol13n2/v13n2a03t.htm Acesso em 15 de janeiro de 2009.
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