Mostrando postagens com marcador prova petrobrás 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prova petrobrás 2008. Mostrar todas as postagens

14 de novembro de 2008

Questão de Psicologia do Trabalho

 Psicólogo junior-Petrobrás 2008

QUESTÃO 27.

A Psicodinâmica do Trabalho tem como objetivo

(A) compreender as estratégias às quais o trabalhador recorre para manter-se saudável, apesar de certos modos patologizantes de organização do trabalho.(B) conhecer os distintos processos de trabalho, a fim de eliminar os modos de organização estressantes e o sofrimento do trabalhador.
(C) identificar quais condições e características do trabalho ou das organizações concorrem para a produção do estresse do trabalhador.
(D) identificar as estratégias coletivas de defesa que transformam a percepção da realidade, impedindo as pressões patogênicas do trabalho e o estresse.
(E) produzir conhecimento sobre processo de saúde-doença, planejamento de ações de políticas de saúde e prevenção de doenças

Segundo Merlo(2002) O estudo das repercussões da organização do trabalho sobre o aparelho psíquico será muito inovado pelo trabalho de Christophe Dejours com a publicação na França de Travail: usure mentale. Essai de psychopathologie du travail, em 1980, traduzido no Brasil sob o nome de Loucura do Trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho, em 1987.

A utilização do conceito de Psicodinâmica do Trabalho, em substituição ao de Psicopatologia do Trabalho, deu-se a partir de um privilegiamento do estudo da normalidade, sobre o da patologia. O que importa para a Psicodinâmica do Trabalho é conseguir compreender como os trabalhadores alcançam manter um certo equilíbrio psíquico, mesmo estando submetidos a condições de trabalho desestruturantes (Dejours, 1993).
Uma outra característica importante é que a Psicodinâmica do Trabalho visa à coletividade de trabalho e não aos indivíduos isoladamente. Após diagnosticar o sofrimento psíquico em situações de trabalho, ela não busca atos terapêuticos individuais, mas intervenções voltadas para a organização do trabalho à qual os indivíduos estejam submetidos.


referência:
JACQUES, M. G.; CODO, W. (Orgs.) Saúde mental e trabalho: leituras. Capítulo 6(2002) disponível em http://www.saudeetrabalho.com.br/download/psicodinamica-merlo.pdf

6 de outubro de 2008

Questões de Concurso - Psicologia Organizacional

 PSICÓLOGO JÚNIOR- PETROBRÁS 2008

Questão 28
A capacidade de construir a si próprio e à espécie, produzindo e reproduzindo a si próprio e à espécie, define a Saúde

(A) Organizacional.
(B) Psicossocial.
(C) Reprodutiva.
(D) Coletiva.
(E) Mental


Codo, Soratto e Vasques-Menezes (2004, p. 279) reivindicam para o trabalho lugar similar ao que a psicanálise reservou à sexualidade na compreensão dos seres humanos. Para esses autores, "saúde mental é a capacidade de construir a si próprio e à espécie, produzindo e reproduzindo a si próprio e à espécie". Portanto, "distúrbio psicológico, sofrimento psicológico ou doença mental são o rompimento dessa capacidade".

Questão 52
O modelo teórico explicativo da cultura organizacional proposto por Schein ressalta a importância dos pressupostos básicos que resultam de comportamentos compartilhados pelos membros da organização e que são considerados

(A) verdades inquestionáveis.

 (B) orientadores do desempenho dos papéis.
(C) responsáveis pela imagem externa da organização.
(D) elementos significativos dos rituais da organização.
(E) componentes dos mitos da organização.


O estudo da cultura organizacional teve como pioneiro Edgar Schein e de sua definição de cultura organizacional muitos outros estudiosos desenvolveram seus conceitos e construtos teóricos sobre o assunto. Schein propõe a cultura organizacional como sendo:
Um padrão de suposições básicas – inventadas, descobertas ou desenvolvidas para lidar com os problemas de adaptação externa e integração interna – que funcionam com eficácia suficiente para serem consideradas válidas e, em seguida, ensinadas aos novos membros como a maneira correta de perceber, pensar e sentir esses problemas (SCHEIN, 1985, p. 9 – Organizational Culture and Leadership).

Na proposta de Schein (1984), a subjetividade da cultura organizacional se expressa no plano dos valores e pressupostos básicos. Quando Schein preocupou-se em ir além dos comportamentos observáveis e dos valores que podem ser justificados conscientemente, tornou-se primordial a investigação dos pressupostos a fim de desvendar o universo cultural de determinada organização.
Schein (1984) advoga que são os pressupostos, e não os valores, os pontos centrais da cultura. Quando um grupo ou uma organização resolve seus problemas coletivos, este processo inclui alguma visão de mundo, algum mapa cognitivo, algumas hipóteses sobre a realidade, e, se o sucesso na resolução dos problemas ocorre, aquela visão de mundo passa a ser considerada como sendo correta e válida.
Os pressupostos, para esse autor são respostas aprendidas, originadas em valores esposados. Ao assumir-se determinado valor, gera-se um comportamento e quando este ajuda a resolver os problemas, esse valor é gradualmente transformado num pressuposto. À medida que o pressuposto é internalizado como verdade, ele passa para o nível da inconsciência, ou melhor, torna-se uma verdade inquestionável. Estes pressupostos não questionados, aceitos como verdade, têm um grande poder, pois serão menos “atacados” do que os valores esposados
Sem dúvida, a cultura vai além das normas e valores de um dado grupo, é mais um resultado final, baseado na repetição do sucesso e no processo gradativo de parar de questionar as coisas. Para Schein (1984), o que torna uma coisa “cultural” é essa qualidade de “deixar de questionar”, o que torna os pressupostos virtualmente inquestionáveis.


Referências:

BORSOI, Izabel Cristina Ferreira. Da relação entre trabalho e saúde à relação entre trabalho e saúde mental. Psicol. Soc. [online]. 2007, vol. 19, no. spe2008-10-06], pp. 103-111. < script="sci_arttext&pid="S0102-71822007000400014&lng="&nrm="iso">. Acesso em 6 de outubro de 2008.

CASTIGLIA, F. Z.,MALSCHITZKY,N.Cultura organizacional, estilos de liderança e a comunicação interpessoal nas organizações.Acesso em 6 de outubro de 2008.

NASCIMENTO, A. A.,VIANA DIAS, B. O. S. Elementos da cultura organizacional: um estudo de caso. Disponível em< http://www.ichs.ufop.br/conifes/anais/OGT/cogt03.htm> A cesso em 06 de outubro de 2008.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...