9 de fevereiro de 2009

PREFEITURA DE SÃO LUIZ-2008-CESPE/UNB

Acerca dos sintomas característicos da Síndrome de Burnout, julgue os itens seguintes.

87 Super-investimento com prolongação do tempo de trabalho e diminuição da produtividade são sintomas do Burnout. (C). (super-investimento ....????????)

88 Esgotamento emocional, falta de recursos emocionais e atitude de isolamento encontram-se na síndrome de Burnout.(C)
89 Despersonalização com diminuição do sentimento de autorealização, atitude insensível em relação aos colegas e aos pacientes estão presentes na síndrome de Burnout.(C)
90 Humor depressivo com total apatia e nenhuma irritabilidade, sentimento de frustração, diminuição do senso de responsabilidade são sintomas característicos da síndrome de Burnout. (E)
91 Excesso de entusiasmo no trabalho com dificuldade de interromper o trabalho é sintomático da síndrome de Burnout.(E)



O Burnout, trata-se de uma síndrome, ou seja, um conjunto de respostas a situações de estresse ocupacional de reação à tensão emocional crônica com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).

Adota-se aqui a perspectiva psicossocial, que torna a síndrome de burnout como um processo, no qual os aspectos do contexto de trabalho e interpessoais contribuem efetivamente para o seu desenvolvimento.
Para Maslach e Jackson a síndrome consiste em uma reação à tensão emocional crônica por tratar excessivamente com outros seres humanos, particularmente quando eles estão preocupados ou com problemas..
Trata-se de síndrome multidimensional, caracterizada por três componentes: exaustão emocional, diminuição da realização pessoal e despersonalização.

Que tem como características principais:

Desgaste ou Exaustão Emocional:. Refere-se a um sentimento de sobrecarga emocional, sendo este um traço fundamental da síndrome, caracterizado pela perda de energia, esgotamento e sentimento de fadiga constante, podendo esses sintomas afetar o indivíduo física ou psiquicamente ou das duas formas. A partir de então, as pessoas acometidas sentem gradativa redução de sua capacidade de produção e vigor no trabalho.

Despersonalização: Geralmente vem acompanhado de ansiedade, aumento da irritabilidade e perda de motivação. O indivíduo se vê cercado de sentimentos negativos para si mesmo e para com os outros. Ocorre uma redução das metas de trabalho, da responsabilidade com os resultados, alienação e conduta egoísta. O indivíduo passa então a isolar-se dos outros como forma de proteção, mantendo uma atitude fria em relação às pessoas, não é mais capaz de lidar com as suas emoção e a dos outros, e começa a tratá-los de forma desumanizada.

Incompetência ou Falta de Realização Pessoal : Sentimento de incompetência pessoal e profissional ao trabalho, o indivíduo passa a apresentar uma série de respostas negativas para consigo e para o trabalho, como, depressão, baixa produtividade, baixa auto-estima e redução das relações interpessoais. Nesta fase, o indivíduo assume uma atividade defensiva com modificações nas suas condutas e atitudes com o objetivo de defender-se dos sentimentos experimentados, tem tendência a avaliar-se negativamente em relação a seu desempenho.

SINTOMAS FÍSICOS
Fadiga constante e progressiva, Dores musculares ou osteomusculares, Distúrbios do sono, Cefaléias, enxaquecas, Perturbações gastrintestinais, Imunodeficiência, Transtornos cardiovasculares, Distúrbios do sistema respiratório:, Disfunções sexuais, Alterações menstruais nas mulheres.

SINTOMAS PSÍQUICOS
Falta de atenção, concentração ,alterações da memória, lentificacão do pensamento, sentimento de alienação, sentimento de solidão, impaciência, sentimento de impotência, labilidade emocional, dificuldade de auto aceitação, baixa auto estima, astenia, desânimo, disforia, depressão, desconfiança, paranóia.

SINTOMAS COMPORTAMENTAIS
Negligencia ou escrúpulo excessivo, condutas aditivas e evitativas, irritabilidade, incremento da agressividade, incapacidade para relaxar, dificuldade na aceitação de mudanças, perda de iniciativa, aumento do consumo de substâncias, comportamento de alto risco suicídio, existe maior incidência de casos de suicídios entre profissionais da área da saúde do que na população em geral.

SINTOMAS DEFENSIVOS:
Tendência ao isolamento, sentimento de onipotência, perda do interesse pelo trabalho (e até pelo lazer), absenteísmo, ímpetos de abandonar o trabalho, ironia, cinismo.

Segundo Lima et al (2007) Os Psicólogos, por atuarem na área de saúde mental estão entre a clientela de risco da Síndrome de Burnout. O local de trabalho, portanto, também influencia sensivelmente o grau de realização pessoal no trabalho e a possibilidade de se desenvolver burnout e estresse a partir de um ambiente que exerça pressão nos indivíduos. Especificamente em relação à psicoterapeutas.
Faber (1985), identificou cinco fatores desencadeadores de estresse: manutenção da relação terapêutica, agendamento, dúvida profissionais, envolvimentos excessivos no trabalho e esgotamento pessoal.



REFERÊNCIAS:
BESSANE, A. A., CONCAT0, A. B., ROSSINI, A. B. Revisão de literatura sobre as causas da síndrome de burnout em profissionais de enfermagem. Disponível em http://www.uniandrade.edu.br/links/menu3/publicacoes/revista_enfermagem/artigo082.pdf. Acesso 9/02/2009.

BORGES, Livia Oliveira et al. A síndrome de burnout e os valores organizacionais: um estudo comparativo em hospitais universitários. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2002, v. 15, n. 1, pp. 189-200. ISSN 0102-7972. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/prc/v15n1/a20v15n1.pdf Acesso 9/02/2009.

LIMA, Flávia Dutra et al . Síndrome de Burnout em residentes da Universidade Federal de Uberlândia - 2004. Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro, v. 31, n. 2, Aug. 2007 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S010055022007000200004&lng=en&nrm=iso
. Acesso em: 09 Feb. 2009.

8 de fevereiro de 2009

MPE-PI- Psicólogo - 2009

41. Quais dos procedimentos abaixo relacionados são eticamente compatíveis com as práticas profissionais dos psicólogos?

1) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações de que o psicólogo tenha conhecimento e em que haja implicações pessoais com relação ao mérito da questão.

ART. 2° – Ao psicólogo é vedado:

K) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação;

2) Ser remunerado por encaminhamento de serviços profissionais que extrapolem seu campo de atuação.

Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:
p) Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de serviços;

3) Participar de greves ou paralisações.

Art. 5º – O psicólogo, quando participar de greves ou paralisações, garantirá que:
a) As atividades de emergência não sejam interrompidas;
b) Haja prévia comunicação da paralisação aos usuários ou beneficiários dos serviços atingidos pela mesma

4) Encaminhar a outros profissionais as demandas que extrapolem seu campo de atuação.

Art. 6º – O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos:


a) Encaminhará a profissionais ou entidades habilitados e qualificados demandas que extrapolem seu campo de atuação;

5) Informar a quem de direito os resultados decorrentes da prestação de serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões que afetem os usuários ou beneficiários.

Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:

f) Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos, informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional;


Fonte:
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Código de Ética Profissional dos Psicólogos. Brasília, 2005.

6 de fevereiro de 2009

UFPR-PSICÓLOGO 2008

Questão 38

Considerando as pressões internas e externas para a mudança e as resistências oferecidas pelos referenciais culturais, assinale a alternativa que expressa o campo de representação da cultura que é menos previsível e acessível à mudança.

a) Os artefatos captados por meio visual e auditivo: estruturas, processos, eventos, produtos, serviços, padrões de comportamento, símbolos, histórias, heróis, lemas e cerimoniais.

b) Os valores compartilhados: filosofias, estratégias e objetivos que funcionam como justificativas aceitas.

c) As normas ou regras que compõem as políticas expressas da organização.

d) O organograma que sustenta o corpo gerencial-administrativo e determina a ênfase do trabalho (qualidade, custos, clientes) e o processo decisório.

e) As pressuposições básicas dominantes, que prescrevem a maneira de fazer as coisas, ancoradas em crenças inconscientes, percepções e sentimentos.


Toda cultura se apresenta em três diferentes níveis:

Artefatos: constituem o primeiro nível da cultura, o mais superficial, são as coisas concretas que cada um vê, ouve e sente quando se depara com uma organização. Incluem: produtos, serviços e os padrões de comportamento dos membros de uma organização. Artefatos são todas as coisas ou eventos que podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura da organização. Os símbolos, as histórias , os heróis , os lemas, as cerimônia anuais( mais fácies de decifrar e mudar)

Valores compartilhados: constituem o segundo nível de cultura. São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões por que elas fazem o que fazem. Funcionando como justificativas aceitas por todos os membros

Pressuposições básicas: nível mais íntimo e profundo da cultura são crenças inconscientes, percepções, sentimentos e pressuposições dominantes. Os aspectos ocultos da cultura organizacional são os mais difíceis de compreender, interpretar, de mudar e sofrer transformações.


Referências:
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas, 3a. edição, Rio de Janeiro, Campus, 2008
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