6 de outubro de 2009

Eu conheci esse cara!


Esse cara fez diferença na minha vida e de milhões de pessoas, pois em um bairro que estava começando a partir de uma invasão de pessoas que vieram em busca de um lar, ele trouxe emprego, religião, educação, atenção e esperança.Que fique registrado.

Pedro Balzi não tinha família no Brasil. Ele nasceu em Berna, na Suiça e, aos três anos de idade, foi morar na Itália, em uma cidade chamada Fonte Nuova, onde passou 12 anos. Depois, foi morar na Bolívia, e por lá ficou 20 anos até vir ao Brasil, onde morava até hoje, tendo vivido aqui durante 23 anos. A região, onde hoje é a Vila da Paz, foi ocupada em 1986, e o padre Pedro Balzi chegou ali em 1987. Ele ajudou aquela população na construção da comunidade, na conquista de benefícios como água, luz e casas. A Fundação Nossa Senhora da Paz e a Fazenda da Paz (recuperação de dependentes químicos) foram duas das suas grandes obras em vida. Além dessas entidades, ele construiu o Centro Maria Imaculada Conceição, que cuida de pessoas portadoras de hanseníase, e atuou em muitas outras causas. Sua história ficará na memória de todos aqueles que foram por ele ajudados e de toda a sociedade que o reconhece como cidadão exemplar.

Você conhece esse cara?

Estava assistindo TV quando vejo uma propaganda onde o “o cara” se apresenta como neurocientista, na mesma hora pensei: cadê o Ronaldo?








Miguel Angelo Laporta Nicolelis, é um médico e cientista brasileiro. É considerado um dos 20 maiores cientistas da atualidade, segundo a revista "Scientific American". Sua pesquisa refere-se as possibilidades de integrar o cérebro às máquinas. Ele busca o desenvolvimento de próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia. Recentemente, o escopo do estudo foi ampliado para buscar uma cura para o Parkinson.

Nicolelis se formou em Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Na mesma instituição, cursou o doutorado em Fisiologia Geral, onde sofreu grande influência de César Timo-Iaria. O pós-doutorado foi realizado na Universidade Hahnemann (Filadélfia). Professor titular de Neurobiologia e Engenharia Biomédica e co-diretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University, Nicolelis também lidera o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, na capital do Rio Grande do Norte.

O trabalho de Nicolelis com implante de próteses no cérebro de cobaias começou em 1984, quando ele se formou em medicina, na Universidade de São Paulo. “Quando comecei a estudar o cérebro, o neurônio era considerado o rei da cocada preta. Ele só era pensado de forma isolada. Era como se os neurologistas só enxergassem um átomo de cada vez, nunca as moléculas.” Nicolelis leu que os astrônomos usam redes com várias antenas para mapear o céu e construir uma grande imagem virtual. E pensou: será que o cérebro também funciona assim?

Seu trabalho começou a ganhar evidência internacional em 1999, quando implantou uma prótese no cérebro da macaquinha Belle. O implante em 90 neurônios permitiu, pela primeira vez, a um primata mover um braço robótico com a força do pensamento. “Ao usar vários eletrodos para registrar os sinais de 90 neurônios ao mesmo tempo, obtive um sinal amplificado e de melhor qualidade”, diz.

É interessante ver pessoas que fazem ciência sendo consideradas ídolos.

REFERÊNCIAS:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI64860-15224,00-MIGUEL+NICOLELIS+O+BRASILEIRO+CANDIDATO+AO+NOBEL.html
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u578065.shtml
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,miguel-nicolelis-neurocientista,342814,0.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_Nicolelis

4 de outubro de 2009

Aplicação das idéias Rogerianas ao trabalho diário do professor:

Para Rogers existem três condições fundamentais à aprendizagem:


Ter empatia
Aceitar positiva e incondicionalmente o aluno
Ser autêntico



O professor é um facilitador que adota uma atitude centrada na pessoa, acreditando que ela tem a tendência para desenvolver-se, autodirigir-se e reajustar-se, e o professor ajudará a criar um ambiente que facilite esse crescimento.

Diretrizes para o professor

1. Acabar com os julgamentos, cortar avaliações tanto negativas como positivas, evitar adjetivos como: certo, errado, bonito, feio, etc.

2. Evitar rótulos, diagnósticos e prognósticos. Essas afirmações prejudicam seu relacionamento com os alunos

Ex: Você está querendo chamar atenção!
Você nunca vai conseguir um bom emprego.

3. Receber com cuidado os comentários e as perguntas que parecem não ter relação com o tópico que está sendo tratado.

Ex: A classe estava estudando estradas de ferro. Uma menininha disse:
- Minha vó está muito doente.
Um professor que respeita a criança respondeu:
- E você quer ir visitá-la de trem?

Mais comum, porém seria a resposta?
-O que tem isso a ver com nosso assunto?ou :
- O que tem sua vó com estradas de ferro?

4. Evitar considerar como um desafio proposital uma pequena infração do aluno. Deixar sempre aberta aos alunos uma porta para uma saída honrosa. Esta máxima evita muitos problemas disciplinares.

5. Expressar irritação sem ofender a criança

Cada professor deve desenvolver uma aversão à palavras que humilham e aos atos que machucam. Mesmo quando irritado, um professor pode evitar palavras que ofendam . O lema do professor é:"Indignação , sim! Indignidade, não!”

6. Reconhecer e aceitar os sentimentos do aluno

Ex:
O professor pediu a aluna, que lesse algumas frases, ela leu em voz baixa, gaguejou e finalmente parou de ler. Ela cobriu o rosto com o livro, de tanto embaraço.
O professor disse:
-Ler inglês em voz alta não é fácil. A gente tem medo de cometer erros e receber zombarias. É preciso coragem pra ficar de pé e ler, obrigado por tentar.

No dia seguinte a aluna, foi chamada pra ler, pôs-se de pé e leu.

7. Evitar perguntas que contenham mensagens de desaprovação, desapontamento ou desprazer. Há perguntas que fazem o aluno sertir-se tolo, culpado, enraivecida e vingativa.

Ex: Por que você tem que brigar com todo mundo?
Por que você é tão desorganizado?
Por que você não cala a boca de vez em quando?


Quando eu fazia a quinta série, há muitos anos atrás, uma professora chegou perto de mim e disse: você está tão desleixada!, eu me lembro que cheguei em casa e a primeira coisa que fiz foi perguntar a minha mãe o que era desleixada!



Fonte:
BARROS,Célia Silva Guimarães, Pontos de psicologia escolar, 5° edição, 2007.
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