5 de dezembro de 2010

http://www.infanciasemracismo.org.br

10 maneiras de contribuir

1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer.

3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.

Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

http://www.infanciasemracismo.org.br

Estatísticas

No Brasil vivem 57 milhões de crianças e adolescentes, sendo 31 milhões de crianças negras e cerca de 100 mil crianças indígenas (IBGE/PNAD, 2009).
•54,5% das crianças são negras ou indígenas (IBGE/PNAD, 2009).
•65% das crianças pobres são negras (IBGE/PNAD, 2009).
•26 milhões de crianças brasileiras vivem em famílias pobres. Dessas, 17 milhões são negras (IBGE/PNAD, 2009).
•A taxa de mortalidade infantil (até um ano de vida) entre crianças indígenas é de 41,9 óbitos para cada mil nascidos vivos (Funasa/2009). A taxa nacional de mortalidade infantil foi de 19 óbitos para cada mil nascidos vivos (Ripsa, 2007).
•Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil são negras e 190 mil são brancas (IBGE/PNAD, 2009).
•62% das crianças fora da escola, na faixa de 7 a 14 anos, são negras (IBGE/PNAD, 2009).
•Os adolescentes negros têm 2,6 vezes mais chances de serem assassinados em comparação aos adolescentes brancos, nas cidades com população acima de 100 mil habitantes (IHA – Índice de Homicídio na Adolescência (UNICEF/LAV/UERJ/SDH-SPDCA/Observatório de Favelas – Sobre dados do SIM/DATASUS – MS. 2006).

19 de novembro de 2010

Gestão de riscos e de desastres: Contribuições da psicologia Unidade I - parte I

Resumo do material do curso Gestão de riscos e de desastres: Contribuições da psicologia realizado pela CEPED/UFSC

Segundo o relatório anual de estatísticas de desastres (OPS/OMS) em 2009 foram registrados 355 ocorrências de desastres naturais em todo mundo, causando a morte de 10.655 pesoas, afetando outros 119 milhões; além disso 80% das vítimas dos desastres naturais localizam-se na ásia e 40 % dos desastres ocorreram nesse continente.

O termo desastre natural é questionável pois um desastre só ocorre com uma ação humana , pois esta ação produz as vulnerabilidades que nos expõe aos desastre, por exemplo o terremoto do Haiti(2010) custou a vida de 200 mil pessoas sendo que a magnitude da destruição provocada foi proporcional a vulnerabilidade social da população.

Atuação do psicólogo em relação ao sofrimento provocado pelos desastres.


Segundo o manual de proteção da saúde mental em situação de desastre e emergência(OPS/OMS, 2002), os profissionais podem atuar em diferentes momentos de um desastre.

Prevenção:

• Mapeamento das áreas de risco
• Capacitação comunitária
• Projetos educativos
• Projetos para a minimização de vulnerabilidades sociais



Preparação:

• Auxiliando as comunidades a estabelecer e estruturar planos de contigência

Durante o desastre e na recuperação pós - desastre

• Na gestão e administração dos efeitos dos desastres
• No atendimento as pessoas afetadas
• Administração de abrigos provisórios
• Administração dos planos de reconstrução votados as necessidades da população.

No 1° Seminário Nacional de psicologia das Emergências e dos desastres: contribuições para a construção de comunidades mais seguras. Brasília. Junho.2006. Observou-se que o psicólogo pode atuar no:

• Desenvolvimento de planos de curto, médio e longo prazo para minimizar riscos, reduzir condições de vulnerabilidade, e nos preparar para a resposta, considerando cada situação e cada comunidade.
• Preparo da comunidade para a situação de desastre a partir de um olhar ampliado
• Auxiliar o fortalecimento das relações comunitárias, favorecendo que se agreguem as competências e capacidades das comunidades para solucionar as crises locais, por meio de redes formais e informais.
• Desenvolvimento de ações orientadas a promoção de uma cultua de redução de riscos e desastres.

Referência:

Gestão de Riscos e de Desastres: contribuições da Psicologia.curso a distância/centro universitário de estudos e pesquisas sobre desastres. florianópolis:CEPED,2010.

Saiba mais: Atualizado 15/11/2015

O Ebook referente a esse curso está no link abaixo:

http://www.4shared.com/office/hY6Xn4pRce/gestao.html


1ª Teleconferência - Gestão de Riscos e Desastres
Contribuições da Psicologia
http://www.cepedcursos.ufsc.br/grdpsico/mod/resource/view.php?id=30
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