4 de agosto de 2009

Os filósofos e as primeiras raízes da psicologia


Como se explica que as coisas mudem e dêem lugar a novas coisas que antes não existiam? E se mudam, deve existir algo que não mude, o “primeiro princípio” de que são feitas, então, todas as coisas

Período cosmológico

Nesse período a preocupação era entender e explicar o cosmo, saber de que matéria era feito, buscar o princípio e a
lei que regia o universo que até então era concebido mitologicamente.
O cosmo era um composto de partes ou a mistura de elementos simples, dessa forma, o mundo só seria compreendido se conseguisse encontrar a unidade ou o elemento mais simples do universo, a essa maneira, ou o método de buscar a verdade ou a causa, ou principio, reduzindo o complexo ao elemento mais simples, deu-se o nome de elementismo, atomismo, monismo e é utilizado, ainda hoje pelas ciências

Tales de Mileto (640-548 AC) teve uma tendência elementista ao identificar a água como elemento presente em todos os seres vivos.


Heráclito de Éfeso (540-475 AC) observava que o mundo estava em constante mudança, num constante devir, e que o permanente era, apenas, ilusão de nossos sentidos.


Este espírito arrojado pronunciou pela primeira vez esta palavra profunda: "O ser não é mais que o não-ser", nem é menos; ou ser e nada são o mesmo, a essência é mudança. O verdadeiro é apenas como a unidade dos opostos. Temos, porém, ainda uma outra expressão que aponta mais exatamente o sentido do princípio. Pois Heráclito diz: "Tudo flui (panta rei), nada persiste, nem permanece o mesmo". E Platão ainda diz de Heráclito: "Ele compara as coisas com a corrente de um rio - que não se pode entrar duas vezes na mesma corrente"; o rio corre e toca-se outra água.


Além disso, Aristóteles diz que Heráclito afirma que é apenas um o que permanece; disto todo o resto é formado, modificado, transformado; que todo o resto fora deste um flui, que nada é firme, que nada se demora; isto é, o verdadeiro é o devir, não o ser - a determinação mais exata para este conteúdo universal é o devir.

Sua contribuição para a psicologia foi importante no sentido de lembrar sempre ao psicólogo, que ele não trabalha com unidades fixas, mas com processos mutáveis, onde a variação é inevitável. Heráclito encontrava no fogo o elemento básico do universo sendo este o agente de mudança.

Pitágoras de Samos (570-496 AC): Para ele o número é a essência permanente das coisas, diante das coisas mutáveis da experiência, os conceitos matemáticos são intemporais e imóveis e expressam as relações físicas e numéricas das coisas, dentro de uma ordem rítmica.


A tentativa de conhecer o mundo em termos quantitativos foi de muita importância na psicologia, o uso dos métodos quantitativos foi um dos fatores decisivos para fazer dela uma ciência.

"Ajuda teus semelhantes a levantar sua carga, mas não a carregues". (Pitágoras)





Continua.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FREIRE, I. R. Raízes da psicologia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

*imagem
Raffaelo Sanzio, A Escola de Atenas

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