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De pouco vale a santidade de quem nunca teve desejos devassos

Catarse

Me coloco pra fora
Me exponho
Me lamento toda hora
Me construo Desatino
Me destruo
Desabafo
Me escorro pelos olhos
Saio de mim para esquecer a tristeza
Lavo o rosto, o corpo,
e a alma!
Choro!


Fernanda Pittelkow

Em Teresina ligue já:

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O psicólogo no aconselhamento genético

Falando sobre genética e psicologia entrevista com Salmo Raskin

Por Mariane C. de Mesquita



Pergunta: O que é e no que consiste o Aconselhamento Genético?

Resposta: Aconselhamento Genético (AG) é um processo de comunicação sobre problemas humanos associados com a ocorrência ou risco de recorrência de uma doença hereditária e/ou genética na família, pelo qual os pacientes e/ou parentes que possuam ou estão em risco de possuir uma doença hereditária são informados sobre as características da condição, a probabilidade ou risco de desenvolvê-la ou transmiti-la e as opções pelas quais pode ser prevenida ou melhorada. Devido a sua complexidade e importância médica, deve ser sempre realizado pelo especialista em Genética Clínica. O Aconselhamento Genético consiste em uma avaliação de um indivíduo ou da família para casos como: confirmar, diagnosticar ou manejar uma condição genética; identificar a melhor conduta terapêutica; calcular e comunicar os riscos genéticos; prover ou organizar apoio psicológico.

Pergunta: Qual o papel do psicólogo neste contexto e como você vê a relação entre a Medicina e a Psicologia?

Resposta: O papel do psicólogo no Aconselhamento Genético é muito importante e no meu entender deveria ser ainda mais. Todos os temas que eu convivo dentro na genética causam impactos psicológicos, seja na pessoa que vem procurar o Aconselhamento, nos familiares, ou no parceiro. Então, o papel do psicólogo seria usar suas técnicas para transmitir essas informações, nesse processo de comunicação que é o AG, da maneira mais adequada possível, sentir por parte dos envolvidos a reação provocada por essas informações e tentar elaborar uma estratégia para suavizar esse tipo de informação, que geralmente é muito pesada para as pessoas. Sobre a relação das duas profissões, aqui no Brasil ainda vejo que é uma relação que precisa melhorar muito. Eu acho que houve algumas melhoras nos últimos anos, já que nas décadas passadas tínhamos certas barreiras entre essas duas profissões: médicos não acreditando muito nos psicólogos; psicólogos achando que os médicos são muito prepotentes. Isso ainda existe, mas está diminuindo bastante. E o médico já entendeu que na formação dele, ele não foi habilitado, tanto quanto o psicólogo, para tratar de todos esses assuntos, por exemplo, aqueles os quais nós estamos falando. O psicólogo também está compreendendo que na formação tem certas coisas que são específicas do médico. Então nós estamos vivendo em uma época de transição, onde vamos encontrar qual é o limite de cada uma das profissões.
Logo, nós poderemos interagir mais e vejo que isto está próximo de acontecer, e os mais beneficiados serão os pacientes.

Pergunta: O que é mais importante em termos de influências para o ser humano: a natureza ou o meio-ambiente?

Resposta: Essa é uma pergunta clássica que há muito tempo tenta-se responder. Hoje em dia, há uma evolução muito grande, justamente por causa do Projeto Genoma Humano, e a resposta para essa pergunta é que ambos são importantes, ambos interagem ao mesmo tempo no indivíduo.
Não é verdade que uma pessoa que nasce com determinado material genético, morre com esse material genético. Mas hoje, sabemos que muitos genes que uma pessoa tem se expressam, ou seja, produzem proteínas, e outros não se expressam. Por que alguns genes se expressam ou não se expressam, existe uma influência do meio ambiente para selecionar quais genes se expressam e quais não. Por exemplo, temos gêmeos em que um terá esquizofrenia e outro não. Mas se eles têm o mesmo material genético, por que um terá a doença e outro não? Provavelmente é porque certas situações do meio-ambiente em que um passou acabam ativando, ou desativando, determinados genes que no outro gêmeo estão ativados ou desativados, de modo que apesar de termos o material genético igual, desde o primeiro momento da vida até a morte, as proteínas que são produzidas por esses genes se modificam. E a gente acredita então que, durante a própria vida de uma pessoa, essa expressão das proteínas possa mudar e possa propiciar que alguns tenham determinadas doenças psicológicas e outros não.
É uma teoria nova e interessante, que precisa ser comprovada ainda, mas que acaba com a polêmica de séculos de o que é mais importante: natureza ou ambiente, e coloca as duas coisas interagindo juntas, com a mesma importância.

Pergunta: Quais as possibilidades de formação para um psicólogo que queira atuar na área da genética e o que existe para consulta on-line sobre o assunto?

Resposta: Eu acho que é um campo enorme e maravilhoso para o psicólogo aqui no Brasil.
Podemos contar nos dedos das mãos quais são os psicólogos que se especializaram em genética no Brasil. E com um campo enorme, como esse que falei, os psicólogos têm a oportunidade de fazer uma especialização, um mestrado, um doutorado em genética, e juntar tudo aquilo que já aprenderam no seu curso de psicologia com o que falta aprender ainda com uma pós-graduação em genética. Quando tivermos esse perfil de profissional no mercado brasileiro: psicólogo com forte formação em genética, essa pessoa irá destacar-se a nível nacional com uma enorme facilidade.
Então, eu acho que o psicólogo tem que ficar alerta para esse campo, ainda mais sabendo que outras áreas da psicologia estão bastante congestionadas e essa é uma área praticamente virgem.
E o desafio é diferente, é criar o mercado de trabalho, o que considero mais interessante do que ter que concorrer com centenas de outros psicólogos, tão qualificados quanto. Existe uma interação cada vez maior ao nível mundial, inclusive nos países desenvolvidos já existem revistas científicas específicas para publicações que envolvam psicologia e genética, como, por exemplo, a Behaviour Genetics, que pode ser consultada no site . Também existem sites internacionais dedicados, como, por exemplo, e muitas associações internacionais,como e .


FONTE:Revista Psicologia Argumento, Curitiba, v. 24, n. 44 p. 11-13, jan./ mar. 2006.Disponível em http://www2.pucpr.br/reol/index.php/PA?dd1=129&dd99=view

O pessoal não sabe nem brincar

Donos de perfis falsos do Orkut extrapolam na fantasia e arranjam problemas de verdade
Por Lauro Neto
Publicada em 27/10/2009


Quem nunca quis, mesmo que por um instante, ser uma pessoa completamente diferente, ter outro dia a dia, sensações novas e distintas? Sem as amarras do mundo real, na internet isso não só é possível como - você deve conhecer pelo menos alguma história - rola à beça. Mas a galera das comunidades de fakes do Orkut extrapola na viagem. Pelo computador, eles começam e terminam namoros, vão ao cinema, à praia, ficam (e traem), casam-se, têm filhos e publicam todas as fofocas desse mundo de fantasia num jornal fake.

Com uma foto estilosa, que pode ser de uma celebridade ou de um anônimo bonito, e um nome cool, a galera cria uma ou várias identidades paralelas. O problema é que - como controlar os sentimentos? - as histórias criadas por eles frequentemente respigam na vida real. Foi o que aconteceu com a carioca Daniella Perissé, de 16 anos, quando conheceu "Bruno". Ela era "Brócoli", um perfil fake com a foto da atriz Leighton Meester, a Blair de "Gossip Girl"; ele, Dougie Poynter, baixista da banda McFly, de quem Daniella é fã. Os dois trocaram mensagens pelo MSN, ficaram amigos, e Daniella revelou sua identidade real em pouco tempo.


Àquela altura, já estava apaixonada por quem acreditava ser um garoto. A decepção veio mais de um ano depois, quando ela descobriu que "Bruno" era, na verdade, uma paulista de 17 anos.

- Fiquei mais de um ano apaixonada pelo Bruno. Ele me entendia, tinha as mesmas brincadeiras que eu, gostava das mesmas músicas, coisas em comum que você encontra num amigo ou num namorado. Com o tempo, ficamos tão próximos que, só pelo modo de escrever, já sabíamos como o outro estava: rindo, chorando, com raiva... - explica Daniella. - No fake, brincávamos de ir ao cinema, sair para comer. Sonhava com o dia em que eu poderia conhecê-lo.

A garota que se apresentava como Bruno até tentou contar a verdade antes, mas Daniella parecia não querer acreditar. Para satisfazer as vontades da carioca, a paulista mandou uma foto de um amigo e agitou uma conversa telefônica entre ele e Daniella. Depois, inventou que Bruno tinha uma irmã com seu nome verdadeiro.

- Fiz o fake para passar o tempo quando não tinha o que fazer. Escolhi um perfil masculino por indução de uma amiga, para ver como era o outro lado. Mas a Dani se apegou tanto que, mesmo que eu odiasse mentir, não conseguia fazê-la largar do meu pé, nem inventando mil motivos de brigas. Começou pela curiosidade e, depois, foi difícil falar tchau. Tinha medo da reação dela por considerá-la uma grande amiga - justifica a menina, cuja mãe preferiu que seus nome e rosto não fossem revelados nesta reportagem.

Apesar da decepção, Daniella compreendeu as razões da outra. Hoje as duas já se conhecem pessoalmente e mantêm a amizade real. Mas a carioca sofreu muito. Abdicou de parte da sua vida social para administrar seus perfis fakes. Às vezes, chegava do colégio e sequer almoçava para acessar o Orkut. Às 22h, fingia que ia dormir, por ordem do pai, mas voltava para o computador e ficava on-line até as 4h. Às 6h, ia para a escola e dormia na aula.

- Minha mãe me pegava chorando na frente do computador e mandava desligá-lo, dizia que me fazia mal. Ela não sabia que eu gostava do Bruno e que sentia ciúmes até quando ele ficava com meninas no perfil fake do Dougie. Parei com essa vida de fake, tenho que estudar para o vestibular. Eu era muito boba, e essa história me fez amadurecer muito - reconhece Daniella.
Para Carla Leitão, doutora em psicologia clínica pela PUC-Rio, a adolescência é uma fase de experimentação de papéis na vida física, real, "off-line", e isso pode se estender à internet, desde que de maneira saudável e controlada.

- Na web, essa experimentação pode ser mais forte, mais integral, pois não há pistas físicas como limitações, o que permite a uma menina se passar por menino. Enganar o outro não é legal, mas isso tem muito mais a ver com as características da personalidade de cada um do que com a mídia em que isso ocorre. O risco é ser sugado por esse papel e não conseguir sair - explica Carla, que também é pesquisadora da interação humano-computador do departamento de informática.
A especialista alerta que o papel dos pais é tentar compreender o que está se passando e não vigiar ou punir:

- Aprendi isso com a minha filha, que tem dois perfis no Twitter, um com o nome dela e outro com um personagem de "Crepúsculo". Um grande passo é ter humildade: temos que nos sentar junto e aprender com eles. Se há algo de errado nas relações cotidianas, isso vai ser potencializado na internet.


Pra quem tiver curiosidade, o melhor da matéria são os comentários dos leitores, parece que a maioria das pessoas sabe o que é certo ou errado, o que é patológico ou não, as pessoas esquecem.... não há nada de novo debaixo do sol.


Fonte:

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/10/27/donos-de-perfis-falsos-do-orkut-extrapolam-na-fantasia-arranjam-problemas-de-verdade-914382853.asp

Post de aniversário.

Que estranho fascínio será este, o das flores sobre o coração dos carrascos ?


O desenho do meu primeiro pequeno cliente criança.


Meu primeiro salário

Resultado:
Tira - gosto

Buteco

e


Não gosto dessa cachorra, ela é muito folgada, sempre aparece nos meus posts. Sai...

Atitudes -parte 1

Para Rogers as condições facilitadoras do crescimento: autenticidade, aceitação positiva incondicional e compreensão empática são inerentes a todas as relações, elas deveriam existir nas relações familiares, nas relações de trabalho, na relação professor – aluno, ou seja, em todas as relações pessoais, mas para compreender realmente essas condições devemos primeiramente nos ater a base do pensamento de Rogers,a crença na tendência atualizante.

A tendência atualizante refere-se a existência dentro de todo ser humano de um impulso para o crescimento e desenvolvimento completo, esse impulso pode ser impedido mas nunca destruído, uma maneira de obter esse crescimento é fornecer um clima psicológico a partir de atitudes psicológicas facilitadoras que discutiremos a seguir:

Autenticidade: Quanto mais o terapeuta é ele mesmo maior a probabilidade de que o cliente modifique-se e cresça, o terapeuta vivência abertamente os sentimentos e atitudes que estão fluindo dentro dele naquele momento, quanto mais o terapeuta puder expressar esses sentimentos e atitudes negativos e positivos, mas provavelmente será capaz de ajudar o cliente, lembrando que “são os sentimentos e atitudes que promovem a ajuda, quando expressos, e não as opiniões e os julgamentos sobre a outra pessoa”(ROGERS,1986), esta atitude norteia o fato de que o terapeuta deve ser capaz de vivenciar, saber, exprimir o que ocorre dentro dele, a partir dessa medida será capaz de facilitar o crescimento do cliente.



"O meu cabelo não é igual
A sua roupa não é igual
Ao meu tamanho, não é igual
Ao seu caráter, não é igual
Não é igual, não é igual, não é igual"
PITTY



REFERÊNCIAS:
Rogers, C. (1986). Sobre o Poder Pessoal. São Paulo: Martins Fontes

MAS É ASSIM QUE ACONTECE O MILAGRE DA VIDA

O bebê dorme, tranqüilo, no ventre de sua mãe.




Não sabe que dentro em breve abandonará a placidez de sua “casa” para passar por uma das experiências mais traumáticas de sua vida: o nascimento.

Acabei de perceber que só tenho dois meses de universidade e que provavelmente eu vá embora de Teresina, Eu estou....




Tempo Ruim - Matanza

Ergam seus copos por quem vai partir
Longo será o caminho a seguir
Nada será como costuma ser
Nada vai ser fácil pra você

Não faça o mesmo que fez o seu pai
Não leve armas lá onde vai
Tantos eu já vi pagando pra ver
Não dá tempo de se arrepender
Nada que já não deva saber
Não há nada que não possa ter

Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado, seu grande amor

Eu me despeço de todos vocês
Muitos aqui não verei outra vez
Fora o inverno e o tempo ruim
Eu não sei o que espera por mim
Mas pouco importa o que venha a ser
Se eu tiver um dia a quem dizer

Quero que a estrada venha sempre até você
E que o vento esteja sempre a seu favor
Quero que haja sempre uma cerveja em sua mão
E que esteja ao seu lado, seu grande amor."




*texto e insight retirado do blog http://leiturasepensamentos.blogspot.com/
* quadrinho retirado do blog http://napocalipse.blogspot.com/

Porque a verdade está aqui dentro.

Espelho no cofre.

De volta de uma longa peregrinação, um homem carregava sua compra mais preciosa adquirida na cidade grande: um espelho, objeto até então desconhecido para ele. Julgando reconhecer ali o rosto do pai, encantado, ele levou o espelho para sua casa.
Guardou-o num cofre no primeiro andar, sem dizer nada a sua mulher. E assim, de vez em quando, quando se sentia triste e solitário, abria o cofre para ficar contemplando "o rosto do pai".
Sua mulher observou que ele tinha um aspecto diferente, um ar engraçado, toda vez que o via descer do quarto de cima. Começou a espreitá-lo e descobriu que o marido abria o cofre e ficava longo tempo olhando para dentro dele.
Depois que o marido saiu, um dia ela abriu o cofre, e nele, espantada, viu o rosto de uma mulher. Inflamada de ciúme, investiu contra o marido e deu-se então uma grave briga de família.
O marido sustentava até o fim que era o seu pai quem estava escondido no cofre.
Por sorte, passava pela casa deles uma monja. Querendo esclarecer de vez a discussão, ela pediu que lhe mostrassem o cofre.
Depois de alguns minutos no primeiro andar, a monja comentou ainda lá de cima:
- Ora, vocês estão brigando em vão: no cofre não há homem nem mulher, tão-somente uma monja como eu!


FONTE:
Os 100 melhores contos de humor da literatura universal / Flávio Moreira do Costa (org.).Rio de Janeiro: Ediouro, 2001