30 de setembro de 2008

Precondia*

Nesse momento de escolha de abordagem fico pensando, será que deveríamos trazer à tona as questões( minhas) das pessoas? Pensando bem , podemos perguntar: –Qual é o problema? Depois pegamos ele, laçamos com uma corda e amarramos no quintal, a vida já é tão complicada e ainda ficamos mexendo em coisas velhas, limpando porões sujos, procurando fantasmas em lugares mal assombrados.
Se colocamos lá, foi por que encontramos nisso um modo de sobreviver, como fala Mario Quintana no seu poema Os degraus:

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...


Mas sobreviver não é o suficiente, vai que de repente, não mais que de repente (ou na hora certa) o bicho se solta! E pra pegar de novo vai dar um trabalho... E mesmo procrastinando, uma hora vamos ter que enfrentá-lo e a gente se embola com ele, aplica um golpe de caratê, fura o olho, dá uma rasteira, leva outra, mas quem sabe no final a gente fique até amigo.

"Porque eu só faço com você
Só quero com você
Só gosto com você "

Lulu santos.

*Precondia – 1. Estado de tristeza, de abatimento .

29 de setembro de 2008

Questão de concurso- Terapia Cognitivo - Comportamental

Demasp- Barbacena consulplan 2008 -Psicologia


QUESTÃO 24.

A Teoria do Condicionamento Clássico de Pavlov é de natureza:

A) Social.
B) Fisiológica
.C) Psicológica.
D) Antropológica.
E) Farmacológica.

Para Pavlov o reflexo é a base fisiológica da adaptação. Ele divide os reflexos em dois tipos: os incondicionados e os condicionados. São incondicionados os reflexos alimentar, de defesa, de investigação, de liberação e sexual. Eles são inatos, filogenéticos, necessitam de vias de condução e são estáveis ou permanentes. O instinto é considerado como uma série de reflexos em que a resposta de um é o estímulo do subseqüente.

Em seu laboratório fez a seguinte experiência clássica:
Condicionamento Clássico – este processo de aprendizagem foi estudado por Pavlov, a partir de experiências realizadas com cães.
1º Pavlov apresentava a carne ao cão e este salivava;
2º Pavlov apresentava a carne acompanhada pelo som de uma campainha e o cão salivava. Repetiu várias vezes esta associação (Carne + Som);
3º Ao ouvir apenas o som da campainha, o cão passava a salivar.
Consiste na aquisição de uma resposta observável (comportamento), a um estímulo também observável que, sendo inicialmente neutro, adquiriu propriedades de um outro estímulo (estímulo incondicionado) com o qual foi sistematicamente emparelhado, passando então a designar-se por estímulo condicionado.

Estímulo Neutro
Estímulo que, antes do condicionamento, não produz a resposta desejada.
Ex: o som da campainha.
Estímulo não condicionado (incondicionado)
Estímulo que desencadeia uma resposta não aprendida.
Ex: a carne.
Resposta incondicionadaResposta não aprendida, inata.
Ex: salivar com o cheiro da carne,
Estímulo condicionado
Estímulo neutro que, associada ao estímulo incondicionado, passa a provocar a resposta semelhante à desencadeada pelo estímulo incondicionado.
Ex: o som, depois de associado à carne, passa por si só a provocar a salivação.
Resposta condicionada
Resposta que, depois do condicionamento, se segue ao estímulo que antes era neutro.
Ex: salivar quando ouve o som.


27 de setembro de 2008

Questões de concurso - Psicanálise


Demasp- Barbacena consulplan 2008


Questão 21.


Sobre a teoria psicanalítica freudiana são considerados conceitos principais, EXCETO:

A) Inconsciente.
B) Determinismo psíquico.
C) Inconsciente coletivo.
D) Libido.
E) Catexia.


INCONSCIENTE

Se fosse preciso concentrar numa palavra a descoberta freudiana, seria incontestavelmente na palavra inconsciente.
O adjetivo inconsciente é por vezes usado para exprimir o conjunto dos conteúdos não presentes no campo efetivo da consciência, isto num sentido 'descritivo' e não 'tópico', quer dizer, sem se fazer discriminação entre os conteúdos dos sistemas pré-consciente e inconsciente.
No sentido 'tópico', inconsciente designa um dos sistemas definidos por Freud no quadro da sua primeira teoria do aparelho psíquico. É constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso ao sistema pré-consciente-consciente pela ação do recalque. Podemos resumir do seguinte modo as características essenciais do Inconsciente como sistema (ou Ics): a) as seus 'conteúdos' são 'representantes' das pulsões; b) estes 'conteúdos' são regidos pelos mecanismo específicos do processo primário, principalmente a condensação e o deslocamento; c) fortemente investidos pela energia pulsional, procuram retornar à consciência e à ação; mas só podem Ter acesso ao sistema Pcs-Cs nas formações de compromisso, depois de terem sido submetidos às deformações da censura. D) são, mais especialmente, desejos da infância que conhecem uma fixação no inconsciente.A abreviatura Ics designa o inconsciente (Das Unbewusste) sob a sua forma substantiva como sistema: ics é a abreviatura do adjetivo inconsciente (unbewusst) enquanto qualifica em sentido estrito os conteúdos do referido sistema.
No quadro da Segunda tópica freudiana, o termo inconsciente é usado sobretudo na sua forma adjetiva: efetivamente, inconsciente deixa de ser o que é próprio de uma instância especial, visto que qualifica o id e, em parte, o ego e o superego. Mas convém notar: a) as características atribuídas ao sistema Ics na primeira tópica são de um modo geral atribuídas ao id na Segunda; b) a diferença entre o pré-consciente e o inconsciente, embora já não esteja baseada numa distinção intersistêmica, persiste como distinção intra-sistêmica (o ego e o superego são em parte pré-conscientes e em parte inconscientes).

DETERMINISMO PSÍQUICO

O conceito de determinismo psíquico foi essencial para a psicanálise em seus primórdios. Através dele Freud buscava, entre outros objetivos, afastá-la de misticismos e aproximá-la do campo das ciências, dentro de um modelo causa-efeito determinado. No entanto, mesmo quando justificava o determinismo dos processos psíquicos, não escapava a Freud (1917) a impossibilidade de que uma causa determinasse um efeito numa forma linear, direta. Em seu trabalho, A Interpretação de Sonhos, considerava que tudo o que ocorre no aparelho psíquico está totalmente determinado por elementos que a investigação psicanalítica poderia localizar, nada sendo arbitrário. Ao mesmo tempo, e em contradição a esta posição, reconhecia que não se pode estar totalmente seguro da apreensão de tudo o que está presente nos sonhos (Freud, 1900).
Em sua acepção tradicional, os partidários do determinismo mental postulam que todos os eventos mentais são tão determinados por causas quanto os eventos físicos, e que é possível formular leis causais que poderiam prever o curso preciso dos eventos mentais, a partir da descrição minuciosa das condições iniciais.



Curso de Psicanálise - teoria e Técnica

INCONSCIENTE COLETIVO

Por esse termo, Jung entende aquele nível psíquico onde se registra a experiência acumulada da espécie, ao longo de sua história. Ele nos diz:
"Ao lado desses conteúdos inconscientes pessoais, há outros conteúdos que não provém das aquisições pessoais, mas da possibilidade hereditária do funcionamento psíquico em geral, ou seja, da estrutura cerebral herdada. São as conexões mitológicas, os motivos e imagens que podem nascer de novo, a qualquer tempo e lugar, sem tradição ou migração históricas. Denomino esses conteúdos de inconsciente coletivo."


LIBIDO

Libido (da palavra latina para "desejo" ou "anseio") é a energia aproveitável para os instintos de vida. "Sua produção, aumento ou diminuição, distribuição e deslocamento devem propiciar-nos possibilidades de explicar os fenômenos psicossexuais observados" ( 1905a, livro 2, p. 113 na ed. bras.). Outra característica importante da libido é sua mobilidade, ou a facilidade com que pode passar de uma área de atenção para outra.

CATEXIA

Catexia é o processo pelo qual a energia libidinal disponível na psique é vinculada a ou investida na representação mental de uma pessoa, idéia ou coisa. A libido que foi catexizada perde sua mobilidade original e não pode mais mover-se em direção a novos objetos. Está enraizada em qualquer parte da psique que a atraiu e segurou.Tomando a Libido como exemplo de uma dada quantidade de dinheiro, a Catexia seria o processo de investir esse dinheiro. Digamos, então, que uma porção do dinheiro foi investida (catexizada), permanecendo nessa hipotética aplicação e deixando algo a menos do montante original para investir em outro lugar.Estudos psicanalíticos sobre luto, por exemplo, interpretam o desinteresse das ocupações normais e a preocupação com o recente finado como uma retirada de Libido dos relacionamentos habituais e uma extrema Catexia na pessoa perdida.A teoria psicanalítica se interessa em compreender onde a libido foi catexizada inadequadamente. Uma vez liberada ou redirecionada, esta mesma energia ficará disponível para satisfazer outras necessidades habituais.



Procurando um bom preparatório  para concursos de Psicologia? 

Referências:

PASSOS FERREIRA, C.M. Causalidade psíquica em freud(2000).

http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/laplanche.htm


ZANNATA, R.o id e o inconciente coletivo:questõess a freud, jung, lacan.(1999) disponível em http://www.rubedo.psc.br/Artigos/idcoleti.html

26 de setembro de 2008

Questão de concurso - Psicopatologia


"E o que sentir
Quando até mesmo você chega a duvidar
Que ainda existe alguma chance de virar o jogo pra você?"
Quebre as correntes
FRESNO

PROVA PSICÓLOGO DEMERVAL LOBÃO 2008

48. Uma jovem de 23 anos é levada ao psicólogo por apresentar algumas alterações após a perda de familiares, com os quais tinha forte ligação de dependência emocional desde criança. Sobre esse caso, assinale a alternativa correta.

a) O medo não pode ser justificado racionalmente.
b) A fobia é o medo justificado racionalmente.
c) O luto é um processo de elaboração da perda.d) O luto é um processo patológico de elaboração da perda.
e) A memória faz parte das funções conativas.


Medo, ansiedade e fobia

Do ponto de vista das teorias das emoções o medo é considerado como uma emoção básica, fundamental, discreta, presente em todas as sociedades culturas, raças ou espécies, enquanto que a ansiedade é uma mistura de emoções, na qual predomina o medo

Considera - se medo quando existe um estímulo desencadeador externo óbvio que provoca comportamento de fuga ou evitação, enquanto que ansiedade é o estado emocional aversivos sem desencadeadores claros que, obviamente, não podem ser evitados.

Podemos definir fobia como um medo altamente persistente e irracional,Uma fobia é uma forma especial de medo intenso. O DSM-IV define fobia como sendo um “medo marcado e persistente de objetos ou situações claramente discerníveis e circunscritas”.

Luto
Podemos dizer que o luto seria o processo de elaboração do sentimento de pesar devido à perda de uma pessoa querida, que envolve, portanto, muita tristeza. Para Bowlby (1985), são quatro as fases do luto: a fase de entorpecimento, na qual a pessoa tem, como reação imediata, o choque, sendo incapaz de aceitar a notícia da perda; a fase de anseio e busca pela pessoa perdida, quando o enlutado vivencia sentimentos da presença concreta do ente falecido, e de raiva, por não conseguir restabelecer o elo partido; a fase de desorganização e de desespero, em decorrência de o enlutado não poder reviver o morto, o que pode levar a pessoa a tornar-se deprimida ou apática, e a fase de maior ou menor grau de reorganização, quando ocorre a aceitação gradual da perda, com a percepção de que é necessário reconstruir a sua vida.
Luto patológico define-se como estado mental associado à perda de pessoas significativas e decorrente da interrupção do processo normal do luto, cronificando a sensação de perda e de todos os seus acompanhamentos.


Referências:

1.BAPTISTA, A.; CARVALHO, M. & Lory, F. O medo , a ansiedade e suas pertubações. Disponível em http://cae.ulusofona.pt/artigos/Psicol%20Barata%20Art.pdf
2.TADA, Iracema Neno Cecilio e KOVACS, Maria Júlia. Conversando sobre a morte e o morrer na área da deficiência. Psicol. cienc. prof. [online]. mar. 2007, vol.27, no.1 [citado 26 Setembro 2008], p.120-131. Disponível na World Wide Web: . ISSN 1414-9893


24 de setembro de 2008

Questões de concurso - Psicologia da Educação


-ela é meio doida.

-É por isso mesmo, ela é meio doida , por que ela é sabida demais.

(filosofando sobre a cachorra aqui de casa(?))


Prefeitura de São Luiz 2007

Questão 40 .
Considerando a importância da Teoria Sociohistórica e Vygotsky para a aprendizagem humana, identifique alguns dos principais conceitos que fundamentam sua
teoria.


a) Internalização e assimilação
b) Cultura e modelagem
c) Pensamento verbal e etnocentrismo
d) Modelagem e acomodação
e) Mediação e internalização

Questão 43

“O processo de aprendizagem é sempre ativo do ponto de vista do sujeito que aprende: para se apropriar de um objeto, vimos que é necessário que o aprendiz reproduza, com o objeto, o uso social para o qual ele foi criado” (Carrara, 2004). Com base na citação acima, a noção de Aprendizagem refere-se aos pressupostos teóricos de:

a) Wallow
b) Dewey
c) Piaget
d) Vygotsky
e) Ausubel


De acordo com a teoria sócio-histórico-cultural de Vygotsky, a origem das mudanças que ocorrem no Homem, ao longo do seu desenvolvimento, está vinculada as interações que ocorrem entre sujeito e sociedade, cultura e história de vida, além das oportunidades e situações de aprendizagem que promovem este desenvolvimento durante toda a existência do indivíduo, considerando a influência das várias representações de signo, uso de diferentes instrumentos, e influência da cultura e história, propiciando o desenvolvimento das funções mentais superiores.

Principais conceitos:

Zona de desenvolvimento proximal (ZDP) : é a distância entre seu desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas e o nível de seu desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.
Internalização: transformação do processo interpsicológico em intrapsicológico. Através da cultura, o indivíduo interioriza formas de funcionamento psicológico apreendidas; ao assumi-las, entretanto, reelabora, recria, incorpora-as às suas estruturas.


Curso de Psicologia escolar


O aluno, de acordo com os pressupostos da teoria de Vygotsky, é o sujeito ativo do seu processo de aprendizado e desenvolvimento, pois é ele quem age sobre o instrumento mediador de sua ação.

Referências:

QUINTAS, L. N. P. um ensaio sobre a relação da teoria de vygotsky eos cursos de capacitação de professores.

RICHIT, A. Implicações da teoria de Vygotsky aos processos de aprendizagem e desenvolvimento em ambientes mediados pelo computador (2004)Disponível em
http://www.rc.unesp.br/igce/demac/maltempi/cursos/curso3/Artigos/Artigos_arquivos/Artigo%20Vigotsky%20-2004.doc.

23 de setembro de 2008

As contribuições de Vygotsky, Wallon e Ausubel

A interação no processo de aprendizagem

  • A aprendizagem é um processo que acontece a partir da interação social entre os membros de um grupo.
  • A interação é fundamental pois delas emergem signos e sistemas de símbolos que são portadores de mensagens da própria cultura.

Vygotsky
  •  Mediação:É o processo pelo qual a ação do sujeito sobre o objeto é mediada por um determinado elemento
-Instrumentos: Age entre o sujeito e objeto do seu trabalho ,com a função de ampliar as possibilidades da transformação da natureza
  •  Signos: Intrínseco ao indivíduo e tem por função regular e controlar as ações psicológicas do mesmo.
  •  Símbolo: Recurso utilizado pelo indivíduo para controlar ou orientar sua conduta,desse modo o indivíduo se utiliza desses recursos para interagir com o mundo
  •  Sistemas simbólicos: linguagem

Zona de desenvolvimento proximal
  • A “região” entre aquilo que o aluno já sabe, daquilo que o indivíduo pode vir a aprender.
  • Desenvolvimento real: Solução independente
  •  Desenvolvimento potencial:Solução sob orientação.
 O Papel do Aluno


  •  Sujeito ativo do seu processo de aprendizagem e desenvolvimento pois é ele que age sobre o instrumento mediador da sua ação.
 O Papel do Professor


  •  É ele que fornece aos alunos os novos signos e sistemas de símbolos.
  • Ele deve adequar suas intervenções ao estilo do aluno e a situação contextual, enfim atuar dentro da ZDP.
 Curso de Psicologia Infantil

Wallon
  • “Afirma que a afetividade desempenha uma papel fundamental na constituição e funcionamento da inteligência, determinando os interesses e atividades individuais”.
  •  Emoção e Afetividade
  • Emoção: Manifestações de componentes subjetivos, com componentes orgânicos
  •  Afetividade:Refere-se à capacidade, à disposição do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações ligados a tonalidades agradáveis e desagradáveis.
  •  O professor para atingir seus objetivos deve ter clareza em alguns pontos:
-Confiar na capacidade do aluno
-O ensinar:desenvolve o aluno e ele mesmo
  •  Que as emoções e sentimentos podem variar em função do contexto, mas está presente em todos os momentos da vida.

ENXERGAR O ALUNO COMO UM SER TOTAL


  •  Com características próprias
  •  Saberes elaborados nas suas condições de existência
  •  Funciona de forma integrada: afetiva-cognitiva-motora.


TASSONI, Elvira Cristina Martins,A afetividade e aprendizagem: A relação professor aluno(2000) . Exemplos :
  •  Pesquisa realizada sobre as interações entre o professor e o aluno durante as atividades que envolviam a linguagem escrita.
  •  Dantas(1993) “é impossível alimentar afetivamente a distância”
  •  Observado a postura e o conteúdo verbal entre outros

Postura
  • Sujeito 4: “__ Quando ela fica perto ajuda sim. Eu gosto. Eu faço o trabalho melhor.”
  •  Sujeito 12: “__ Gosto quando a (nome da professora) fica perto, porque ela me ajuda.Acho que eu penso muito mais. Porque ela perto me ajuda mais, do que quando eu penso sozinho.”

Conteúdo Verbal
  •  Sujeito 5: “__ Quando ela fala com a gente ela fala de um jeito bom.
  • Professora C: “__ Eu acho importante que eles sintam (...) que eu sou cúmplice, vou estar ajudando, sou amiga, e não aquela professora que vai estar julgando o certo e o errado – você fez certo, você fez errado, ou vocês são forte ou fraco. Acho que isso não existe. Acho que todo mundo tem que estar sentindo que eu estou aqui valorizando o desenvolvimento individualmente e respeitando cada um.”

Ausubel
  •  Para Ausubel “o fator isolado que mais influência a aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe”.Cabe ao professor identificar isso e ensinar de acordo.
  • Aprendizagem significativa:Um processo por meio do qual uma nova informação relaciona-se com um aspecto especificamente relevante da estrutura de conhecimento do indivíduo, o subsunçor.
 Condições para a aprendizagem significativa:

1. O aluno precisa ter a disposição para aprender
2. O conteúdo escolar tem de ser potencialmente significativo, ou seja, lógico e psicologicamente significativo.

A intervenção educativa precisa perceber:
  •  Que a ação educativa está condicionada pelo nível de desenvolvimento dos alunos.
  •  A construção da aprendizagem significativa implica a conexão ou vinculação do que o aluno sabe com os conhecimentos novos.
  • Faz-se necessário modificar os esquemas dos sujeitos,como resultado do aprender significativamente.
  • No processo de ensino aprendizagem é sugerido a participação ativa do sujeito, sua atividade auto-estruturante, o que supõe a participação pessoal do aluno na aquisição de conhecimento, de maneira que eles não sejam uma repetição ou cópia dos formulados pelo professor ou pelo livro texto, mas sua reelaboração pessoal.
Referências:

BARON,M.P., DOROCINSKI, S. I., FINCK, N. T. L., KRIEGL,M.L., PELIZZARI,A.,Teoria da aprendizagem significativa segundo Ausubel(2002) Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.37-42, jul. 2001-jul. 2002 .

CARVALHO E SILVA, M. E. de. Aprendizagem significativa e o ensino de função do segundo grau. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/48997892/APRENDIZAGEM-SIGNIFICATIVA-E-O-ENSINO-DE-FUNO-DO-SEGUNDO-GRAU


DAMIANI, M. F., SANTOS, A. M.Momentos pedagógicos: aprendendo (n)aprática docente. (2004).Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=85475

MAHONEY, A.A. & ALMEIDA, L. R. de. Afetividade e processo ensino aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psic. Da educação, são paulo,2005. disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1414-69752005000100002&script=sci_arttext


RICHIT, A. Implicações da teoria de Vygotsky aos processos de aprendizagem e desenvolvimento em ambientes mediados pelo computador (2004)Disponível em http://www.rc.unesp.br/igce/demac/maltempi/cursos/curso3/Artigos/Artigos_arquivos/Artigo%20Vigotsky%20-2004.doc

TASSONI, Elvira Cristina Martins. Afetividade e aprendizagem: a relação professor-aluno. Anuário do GT de Psicologia da Educação. ANPED, set. 2000.

21 de setembro de 2008

Questões de Concurso- Psicanálise

Prova Psicólogo Nova Serrana 2007


Questão 20.

“No decorrer do período de latência, são os professores e, geralmente, as pessoas que têm a tarefa de educar, que tomarão para a criança o lugar dos pais, do pai em particular, e que herdarão os sentimentos que a criança dirigia a este último, na ocasião da resolução do complexo de Édipo”. Ao fazer esta afirmação, Freud refere- se a um processo fundamental denominado:

a) Associação livre.
b) Transferência.
c) Sublimação.
d) Formação reativa.

*o gabarito diz que é a letra D.


O ser humano não aprende sozinho. O processo de aprendizagem sempre supõe a relação de uma pessoa (o aprendiz) com outra que ensina (o professor); aprender é aprender com alguém, que será colocado numa determinada posição de suposto saber. Freud (citado em Kupfer, 1992) nos mostrava:

“No decorrer do período de latência, são os professores e geralmente as pessoas que têm a tarefa de educar que tomarão para a criança o lugar dos pais, do pai em particular, e que herdarão os sentimentos que a criança dirigia a esse último na ocasião do Complexo de Édipo. Os educadores, investidos da relação afetiva primitivamente dirigida ao pai, se beneficiarão da influência que esse último exercia sobre a criança.”

A ênfase freudiana não está concentrada nos conteúdos cognitivos a serem transmitidos do professor para o aluno, mas no campo que se estabelece entre professor/aluno, uma relação que primeiramente foi dirigida ao pai. Transferência é nome dado pela Psicanálise a este campo. Só assim o professor pode tornar-se a figura a quem serão endereçados os interesses dos alunos. A transferência se produz quando o desejo de saber do aluno se liga à pessoa do professor, que passa a ser depositário de algo que pertence ao aluno, esvaziando-se enquanto pessoa.
Kupfer (1992) ressalta que “o encontro entre o que foi ensinado e a subjetividade de cada um é o que torna possível o pensamento renovador, a criação, a geração de novos conhecimentos. Esse mundo desejante, que habita cada um de nós, estará sendo preservado cada vez que um professor renunciar ao controle, aos efeitos de seu poder sobre seus alunos”.

Compreender, portanto, é uma operação que toca no mais essencial da constituição do ser. Por isso, máquina alguma poderá pensar como um ser humano, pois jamais o conhecimento “produzido” por ela será capaz desta dimensão inconsciente que envolve a inteligência e o processo de aprender.


Fonte: FERREIRA, Patrícia Vasconcellos Pires,O COMPUTADOR NAS ESCOLAS in http://www.caleidoscopio.psc.br/ideias/oComputador.html.

http://www.caleidoscopio.psc.br/ideias/ideias.html( site bem legal)

20 de setembro de 2008

João 8:32

Pra quem assistiu o globo repórter ontem, sobre amizade, que meigo! No entanto o mais interessante foi isso aqui:




"Uma grande descoberta, peça-chave em um dos maiores quebra-cabeças do século 21. Quase todo mundo já ouviu falar que o código genético é o livro da vida, escrito antes do nascimento. Mas ao contrário do que se pensava, com o passar dos anos, o cérebro dá aos genes – as famosas moléculas da hereditariedade – inúmeras interpretações. É o que se poderia chamar de livre-arbítrio genético. Ou seja, grupos diferentes de genes podem ser ativados ou desativados dependendo do que fazemos com as nossas vidas.


‘Foi uma surpresa perceber que os genes não são estáticos, que eles podem ser ligados e desligados. E isso traz conseqüências’, diz a pesquisadora. ‘Se um gene é ativado, temos uma determinada reação. Se ele é desativado, algo diferente vai acontecer’. "





Uma das grandes perguntas da minha vida (e de muita gente), é sobre o destino, acabei adotando um meio termo, os pontos de destino, há coisas que não podem ser controladas precisam acontecer naquele momento pra que haja um crescimento em função de algo maior, e quando acontece este é sempre o momento certo, por mais doloroso que seja.


Quantas pessoas por aí podem contar histórias de como se salvaram de uma grande tragédia; um ponto de destino seria você acordar pela manhã como sempre, viver seu dia automaticamente, e de repente algo muda totalmente o rumo da sua vida, dos seus planos, o caminho que você traçou, esse meio termo tem uma função básica: acreditar em algo maior e ao mesmo tempo impedir a inércia, o dar de ombros, o deixa pra lá, o deus é que sabe,
Mas até que ponto ele sabe?





fonte: http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-20190-4-329035,00.html

19 de setembro de 2008

Questões de concurso - Psicanálise

 Prefeitura Municipal de Paulo Afonso/Ba -Consulplan

11) Na dinâmica da personalidade, o modelo freudiano é um modelo de conflito que gera ansiedade. O ego utiliza os chamados “mecanismos de defesa” para reduzir as tensões derivadas destes conflitos. Analise e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

( ) A Negação é o mecanismo de defesa básico. Ocorre quando o indivíduo está plenamente convencido de sua versão do caso. Entende-se como uma mentira consciente.
( ) A Repressão é um mecanismo de defesa bem primitivo e consiste na expressão de sentimentos diametralmente opostos ao que está sendo reprimido.
( ) A Regressão consiste em o inconsciente tirar-se da consciência idéias, lembranças, sentimentos que, se estivessem à tona, causariam muita ansiedade.
( ) A Racionalização consiste em uma explicação que não é exata nem muito convincente, mas da qual o sujeito está convencido.


A seqüência está correta em:
A) V, F, F, V B) F, F, F, F C) F, V, F, V D) F, F, F, V E) V, V, F, F



Freud inicia seu pensamento teórico assumindo que não há nenhuma descontinuidade na vida mental. Ele afirmou que nada ocorre ao acaso e muito menos os processos mentais. Há uma causa para cada pensamento, para cada memória revivida, sentimento ou ação.(SÉRIO?)

Mecanismos de Defesa

Negação
Negação é a tentativa de não aceitar na consciência algum fato que perturba o Ego. Os adultos têm a tendência de fantasiar que certos acontecimentos não são, de fato, do jeito que são, ou que na verdade nunca aconteceram.

Racionalização
Racionalização: Consiste em inventarem-se explicações para justificar as ações. É uma explicação que não é exata nem muito convincente, mas da qual o sujeito está convencido.(atualizado em 24/11/2015 - Referência Bibliográfica 1)

Curso de Psicanálise Teoria e Técnica

Regressão
Regressão é um retorno a um nível de desenvolvimento anterior ou a um modo de expressão mais simples ou mais infantil. É um modo de aliviar a ansiedade escapando do pensamento realístico para comportamentos que, em anos anteriores, reduziram a ansiedade

Repressão
retirada de idéias, afetos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.


Referências:

1. http://sepcba.blogspot.com.br/2010/02/teoria-psicanalitica.html

2. Ballone GJ - Alfred Adler.

18 de setembro de 2008

Autismo em meninas

Serenata


Permite que agora emudeça:que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.

Cecília meireles



Descobrir autismo em meninas pode ser mais difícil, diz estudo:

Pesquisa diz que meninas apresentam menos sinais associados à doença.Comportamento pode fazer com que casos não sejam diagnosticados.
Da BBC

Meninas com uma forma mais amena de autismo têm menos probabilidade de serem identificadas e diagnosticadas do que meninos, segundo uma nova pesquisa britânica.
Segundo os pesquisadores, que apresentaram a pesquisa na reunião do Royal College of Psychiatrists, na Grã-Bretanha, as meninas mostram sintomas diferentes e menos sinais mais tradicionalmente associados com o autismo, como comportamento repetitivo.
Os cientistas afirmaram que, devido a este problema, alguns casos de autismo em meninas podem acabar não diagnosticados.
Quase 600 crianças participaram do estudo, 493 meninos e 100 meninas, todos com transtorno do espectro autista.
A maioria, 457, tinha passado por consultas na Clínica de Distúrbios Sociais e de Comunicação no Hospital Great Ormond Street, de Londres.
Os outros casos estudados foram encaminhados pela Clínica de Psiquiatria Infantil do Royal Hospital de Sunderland e da Clínica de Psiquiatria Infantil do Hospital Universitário de Tampere, na Finlândia.

Relacionamentos

Todas as crianças analisadas eram descritas como indivíduos cujos sintomas não eram totalmente correlatos com casos clássicos de autismo.
Apesar de estas crianças ainda apresentarem dificuldades de socialização, comunicação e comportamento, seus sintomas eram menos rigorosos.
E os pesquisadores concluíram que as diferenças na severidade do comportamento podem levar a uma tendência contra a identificação do problema em meninas.
Com base na experiência clínica, os pesquisadores observaram que as meninas tinham mais probabilidade de ter interesses obsessivos centrados em pessoas e relacionamentos.Estes interesses podem ser mais bem aceitos pelos pais e, por isso, não são relatados aos médicos.
Estes tipos de obsessão também têm menos chances de ser descobertos com o uso de questionários padrão para o diagnóstico do problema.
Os estudiosos afirmam que são necessárias mais pesquisas para analisar como o autismo se manifesta de forma diferente entre meninos e meninas.

Sociedade

Judith Gould, da Sociedade Britânica de Autismo, afirma que é possível que muitas meninas escondam melhor suas dificuldades para ficar de acordo com a sociedade.
"Características como timidez e sensibilidade muito alta, comuns em pessoas afetadas pelo autismo, algumas vezes são consideradas como traços tipicamente femininos", afirmou. "Mas, se um menino apresentar estas características, os pais poderão ficar preocupados."
Para Gould, a forma como o autismo se apresenta em mulheres pode ser muito complexa. Muitas mulheres e meninas não são diagnosticadas.
De acordo com o professor Simon Baron-Cohen, especialista em autismo da Universidade de Cambridge, são necessários mais estudos.
"Esta é uma questão clínica muito importante e existem poucos estudos tratando disso", afirmou. "Não deveríamos supor que autismo ou Síndrome de Asperger serão parecidos para ambos os sexos".


Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080917_autismopesqmeninasfn.shtml

16 de setembro de 2008

ALTERAÇÕES NA AFETIVIDADE -FINAL


Hipertimia
Hipotimia
Apatia ou indiferença afetiva
Sentimento de falta de sentimento
Sentimento de insuficiência
Sentimentos sem objeto
Sentimentos inadequados
Qualidades novas dos sentimentos
Pânico


Sentimentos de presença

O enfermo tem a certeza imediata de que alguém está ao seu lado, atrás dele, sente a presença de alguém que nun­ca é visto, porém está certo de que está próximo ou se afasta. Santa Margarida Maria, modesta freira da Ordem da Visitação, a par­tir de certa época "renunciou a todos os seus desejos naturais de felicidade, de estima e de repouso, pela doação constante de si mesma". Durante esta fase começou a perceber algo estranho e indefinível, uma espécie de senti­mento de presença, como se o Senhor estivesse sempre ao seu lado. Não O via com os olhos, nem ouvia a Sua voz, mas tinha a certeza de que Ele a acompanhava em todos os lugares. "Sentia-O como se estivesse continua­mente junto dela, e este sentimento causava-lhe a consternação mais pro­funda, revelando-se até nas suas atitudes físicas, pois, quando só, conservava­-se prostrada no chão ou de joelhos."

Irritabilidade patológica

Bleuler considera a irritabilidade patológica como uma predisposição especial ao desgosto, à ira e ao furor. Observa-se com freqüência em neurastênicos, nos quais o sintoma bem característico é a chamada "debilidade irritável". Os enfermos manifes­tam impaciência, irritabilidade, aumento da capacidade de reação para deter­minados estímulos e intolerância pelos ruídos. Nesses casos, como Bumke salientou, a perturbação consiste, na realidade, no aumento da tonalidade afe­tiva própria das percepções: tanto assim que se pode verificar certa contradi­ção na conduta dos doentes, os quais sofrem mais com a falta de considera­ção do ambiente do que propriamente com os ruídos produzidos no meio ex­terior.
Nas personalidades anormais (psicopatas) explosivas, o sintoma principal é a irritabi­lidade patológica. Nesses anômalos existe um grau elevado de reatividade emo­tiva, unido a uma extraordinária tensão afetiva, que se descarrega sob a for­ma de reações de tipo "curto-circuito": paroxismos coléricos ou furiosos que põem em perigo a vida de pessoas do ambiente. Esses indivíduos, por exem­plo, ouvem uma palavra qualquer e, antes que tenham compreendido o seu verdadeiro sentido, reagem de maneira explosiva, respondendo com insultos ou com atos de violência.

Curso de Psicopatologia da infância e Adolescência.

Tenacidade afetiva

Tenacidade afetiva consiste na persistência anormal de certos estados afetivos, como o ressentimento, o ódio e o rancor. Em virtude dessa fixação prolongada de sentimentos desagradáveis, o enfermo está sempre de mau humor e encara todos os aconteci­mentos da vida através de um prisma pessimista. Bleuler chamou a atenção para o fato de que, na epilepsia, os estados emotivos de excitação, uma vez estabelecidos, duram um tempo anormalmente longo, ainda que possam ocor­rer no mesmo período certos acontecimentos que, por sua natureza, desper­tam sentimentos agradáveis. "Um pequeno desgosto" - diz Bleuler - "po­de durar dias em um deficiente mental. Tais enfermos têm uma ductilidade afetiva muito pequena. Em pessoas que não estão doentes mentalmente, pode-se observar uma duração excessiva dos estados emotivos, fazendo com que não possam sair de uma distimia e, por exemplo, devam levar sempre consigo um ódio."

Instabilidade afetiva

A instabilidade afetiva é um estado especial em que se produz a mudança rápida e imotivada do humor, sempre acompanhada de extraordinária intensidade da reação afetiva, que se processa com duração muito limitada.

Incontinência emocional

A incontinência emocional é uma forma de alte­ração da afetividade que se manifesta pela facilidade com que se produzem as reações afetivas, acompanhadas de certo grau de incapacidade para inibi-Ias. Diz Bleuler, que a maioria dos pacientes com incontinência emocional, apresenta uma falha de autocontrole. Tem de ceder diante dos acontecimentos mais insignificantes, tanto no que se refere a sua expres­são como à ação que deles se deriva. Bleuler cita o exemplo de um deficiente mental que não podia jogar cartas porque denunciava seu jogo com a fisiono­mia

Sugestibilidade patológica

É uma alteração de ordem tanto afetiva quan­to volitiva. Trata-se de uma predisposição psí­quica especial, que determina uma receptividade e uma submissão muito fáceis às influências estranhas exercidas sobre o indivíduo. No terreno pura­mente psíquico, encontra-se a sugestibilidade nos histéricos, razão pela qual se tornam esses enfermos muito favoráveis à produção de estados hipnóti­cos, de sintomas somáticos e até mesmo de sintomas psicóticos - as cha­madas perturbações mentais induzidas ou por contágio mental. Em alguns histéricos, a sugestibilidade é exercida tanto no domínio da vida interior (au­to-sugestibilidade) quanto em relação ao meio exterior (hétero-sugestibi­lidade).

Puerilismo 

O termo puerilismo é empregado em psiquiatria para designar as alterações mentais caracterizadas pela regressão da perso­nalidade adulta ao nível do comportamento infantil. Em conseqüência, o en­fermo adota inconscientemente as atitudes, a linguagem e o estado de âni­mo de uma criança.
Trata-se de uma verdadeira regressão da vida mental aos estágios da in­fância. Essa regressão se exterioriza através da atitude, da mímica, da lin­guagem e das ocupações do enfermo, "traduzindo a natureza pueril de seus sentimentos, gostos, tendências e apetites".
Na descrição de Dupré e Devaux, esse estado se manifesta ligado a pro­fundos transtornos da memória e a um verdadeiro estado demencial. O pueri­lismo é observado, também, em neuróticos (histeria), em casos orgânicos (de­mência senil, tumores cerebrais) e, transitoriamente, "como reação a deter­minadas situações existenciais críticas, em que esse transtorno adquire a sig­nificação de uma defesa neurótica do eu contra a angústia. Em tais casos, não há dissolução definitiva da personalidade adulta, mas apenas um eclipse acidental da mesma, que, não podendo superar a situação presente intolerá­vel, busca refúgio no passado".


Curso de Transtornos de Personalidade

Moria

Bruns e Jastrowitz deram o nome de moria a um estado de excita­ção alegre associado a certo puerilismo mental. Nesses casos os enfermos fazem bufonarias, caretas, não permanecem quietos um só instan­te; o humor é extremamente instável; tornam-se cada vez mais exuberantes, loquazes, riem às gargalhadas.
A moria foi descrita primeiro em casos de lesões do lobo frontal (tumo­res, principalmente) e posteriormente nas demências senis e pré-senis. A intranqüilidade motora e a turvação da consciência são elementos que servem para a distinção entre a moria e a euforia maníaca e a jovialidade e patetice dos hebefrênicos.

Angústia

Blaser e Poeldinger estudaram a evolução do conceito de angús­tia, admitindo que se deve a Kierkegaard a primeira distinção en­tre temor referido a um objeto e angústia livre e flutuante desprovida de obje­to. Esta distinção foi adotada por Karl Jaspers, em edições posteriores de sua Psicopatologia Geral, tendo deixado claro o seu conceito ao escrever: "Sentimen­to freqüente e torturante é a angústia. O medo se refere a alguma coisa. A angústia é sem objeto."
Alguém teme algo ou sente me­do diante de algo, enquanto alguém se angustia, e nestas locuções se ex­pressa que no temor ou no medo o objeto perigoso aparece mais claramente destacado do indivíduo e é percebido, imaginado ou pensado como uma arti­culação e uma delimitação clara e determinada, enquanto na angústia os pro­cessos do conhecimento que a precedem são, freqüentemente, muito mais vagos e indiferenciados, características que correspondem a estratos psíqui­cos mais primitivos."

Ambivalência afetiva

Bleuler descreve as acentuações afetivas opostas nos indivíduos normais. Fala de amor e temor ou ódio que uma pessoa pode ter em relação a outra, dos acontecimentos que se te­mem e são desejados
Honório Delgado define a ambivalência como a "anormalidade das ten­dências em geral, que se caracteriza na esfera intelectual pela coexistência de juízos contraditórios sobre o mesmo objeto, simultânea afirmação e nega­ção, coincidência do oposto". No plano afetivo, a ambivalência "consiste em experimentar sentimentos opostos, simultaneamente e em relação ao mes­mo motivo".
A ambivalência afetiva surge em todas as situações de conflito, espe­cialmente nos neuróticos; mas é na esquizofrenia que a ambivalência se apre­senta com os seus aspectos mais característicos e mais extremos.

Fobias

O termo fobia é definido como "um temor insensato, obsessivo e angustiante, que certos doentes sentem em determinadas situações".
A característica essencial da fobia consiste no temor patológico, que es­capa à razão e resiste a qualquer espécie de objeção. Refere-se a certos obje­tos, certos atos ou certas situações. Podem apresentar-se sob os aspectos mais variados: temor obsessivo aos espaços abertos (agorafobia) ou fecha­dos (claustrofobia), aos contatos humanos ou com animais (cães, ratos, baratas), te­mor de atravessar ruas, de subir ou descer elevadores, de lugares alto

Monique Kessous COM ESSA COR

Mas me digam uma pessoa que sempre espera o pior dos outros, não é por que está projetando, tá certo ninguém é totalmente bom ou mal, mas fala sério se for uma questão de acreditar, vamos pelo menos acreditar no lado bom da natureza humana, vai ter muita gente que vai aprontar, mas coloca de lado, tem muita gente legal sim, principalmente quando se acredita.

O presidente sempre mantinha na lembrança aquele momento em que se prontificara a dar a Don Corleone um documento escrito provando ser ele o dono das ações, para evitar qualquer traição. Don Corleone mostrou-se horrorizado.
— Eu confiaria a você toda a minha fortuna — respondeu ele ao presidente. — Eu confiaria a você a minha vida e o bem-estar dos meus filhos. É inconcebível para mim que você alguma vez pensasse em me enganar ou em me trair. Todo o meu mundo, toda a minha fé em meu julgamento do caráter humano ruiriam por terra.
O chefão Mario Puzo

15 de setembro de 2008

Questões de concurso- Psicopatologia

 PROVA PSICOLOGIA CEPISA -CONSULPLAN 2007

Questão
24) No depoimento: “Eu não sinto emoções. Acabaram-se as minhas emoções. Desejo sentir emoções. Ouvir música e sentir emoções. Preciso de remédio que me faça sentir emoções”.
Assinale a alternativa que corresponde a esta alteração da afetividade:

A) Hipotomia.
B) Sentimento de falta de sentimento.
C) Sentimento de insuficiência.
D) Apatia ou indiferença afetiva.
E) Sentimento sem objeto

Entre as alterações da afetividade, estudam-se as seguintes:

Hipertimia

Na hipertimia ou estado de ânimo morbidamente elevado, dis­tinguem-se a euforia e a exaltação afetiva patológica.
A euforia simples se traduz por um estado de completa satisfação e feli­cidade. Verificam-se elevação do estado de ânimo, aceleração do curso do pensamento, loquacidade, vivacidade da mímica facial, aumento da gesticu­lação, riso fácil e logorréia.
Na exaltação patológica há não só euforia, mas, também, aumento da convicção do próprio valor e das aspirações. Vai acompanhada de acelera­ção do curso do pensamento, que pode chegar à fuga de idéias, desviabilida­de da atenção e certa facilidade para passar rapidamente do pensamento à ação. Nos estados de exaltação patológica os enfermos dão a impressão de mais jovens, há aumento do turgor vitalis, manifes­tações de apetite voraz e de excitação sexual, insônia, grande facilidade dos movimentos expressivos e tendência irresistível à ação.

Hipotimia

Na hipotimia ou depressão patológica, verifica-se o aumento da reatividade para os sentimentos desagradáveis, podendo variar desde o simples mal-estar até o estupor melancólico. Caracteriza-se, essen­cialmente por uma tristeza profunda e imotivada, que se acompanha de lenti­dão e inibição de todos os processos psíquicos. Em suas formas leves, a de­pressão se revela por um sentimento de mal-estar, de abatimento, de triste­za, de inutilidade e de incapacidade para realizar qualquer atividade. Nas for­mas graves, os doentes apresentam um estado de profundo abatimento: fi­sionomia triste, traços contraídos, atitude em semiflexão.

Apatia ou indiferença afetiva

Indiferença afetiva é uma completa ausência de "sensibilidade moral" são observadas em certas personalidades anormais (os psicopatas), especialmente naqueles indivíduos os quais Kurt Schneider chama "insensíveis". Diz Schneider: "São indivíduos destituídos de compaixão, de vergonha, de sentimento de honra, de remorso e de consciência".
Exemplo - "A minha condição espiritual, a situação dos meus sentimen­tos é incompreensível, é um estado de impossibilidade de sentir emoções. Não posso, mesmo que queira, experimentar amor ou ódio; não tenho nenhu­ma espécie de emoções, não consigo sentir alegria, por exemplo, nem muito menos tristeza; não tenho medo de nada, nem de ninguém, nem de nenhum perigo. Quando houve o tremor de terra na semana passada, eu me encon­trava no salão de bilhar e todos saíram correndo no maior desespero. Eu per­maneci completamente indiferente, apesar de compreender o perigo a que estava exposto."Manifestações de indiferença afetiva são também observadas nos neu­róticos. Na melancolia, o desinteresse pelas coisas do mundo exterior revela­do pelos enfermos pode conduzir ao erro de considerá-los como casos de apa­tia esquizofrênica.
 


Psicopatologia da Infância e da Adolescência

Sentimento de falta de sentimento

Em pacientes esquizofrênicos observa-se o curioso fenômeno do sentimento de falta de sentimento. Os enfermos se queixam de que não experimentam sen­timentos de espécie alguma, de que não sentem ânimo para participar de fes­tas ou de qualquer tipo de distração. Recusam ir às sessões de praxiterapia ou a diversões ou passatempos promovidos no meio hospitalar. Um dos nos­sos enfermos nos disse certa ocasião: "Eu não sinto emoções. Acabaram-se as minhas emoções. Desejo sentir emoções. Ouvir música e sentir emoções. Passe um remédio que me faça sentir emoções."

(
suponho que a diferença entre a apatia e a o sentimento da falta de sentimento seja na queixa, no desejo de sentir)

 Sentimento de insuficiência

Os enfermos deprimidos manifestam alterações dos sen­timentos no sentido de uma espécie de "sentimento de in­suficiência", que os incapacita para a prática de qualquer ação.
Diz Jaspers que a consciência de ser inútil para o mundo real, incapaz para qualquer ação necessária, inapto para determinar-se, a indeci­são, o sentimento de não ser capaz, de não poder pensar, de ter perdido a memória, causam um profundo sofrimento ao paciente. Nem sempre essas queixas correspondem a uma insuficiência real, ou podem existir em grau mo­derado. Correspondem, provavelmente, à inibição geral que acompanha os casos de depressão.


 Sentimentos sem objeto

Em determinados casos é possível observar o apareci­mento de sentimentos sem objetos, pelo menos na apa­rência, mas que ocasionam profundo sofrimento aos pacientes. Nas depressões endógenas pode-se verificar uma espécie de angús­tia indeterminada, que não se encontra ligada a nenhum fato real, à qual Bleuler denominou "angústia flutuante"

Sentimentos inadequados

Em pacientes esquizofrênicos, algumas vezes, as reações são inteiramente inadequadas aos estímulos. Acontecimentos que, normalmente, produzem reação intensa em indivíduos sãos, podem ocasionar, nesses enfermos, uma reação paradoxal; os fatos podem ser acompanhados da mais completa indiferença, ou, em de­terminadas circunstâncias, fatos banais provocam intensas reações afetivas. Um enfermo hebefrênico assim se referiu à morte do pai: "Na ocasião eu me encontrava em casa, acompanhei o funeral e fiquei muito satisfeito porque não era a mim que estavam enterrando. Agora me encontro enterrado vivo."
Bleuler descreveu a inadequação dos sentimentos com a denominação de "dissociação afetiva" co­mo uma dissolução das lógicas dos sentimentos.

Qualidades novas dos sentimentos

Nos quadros de estado de defeito da esquizofrenia é muito comum verificar-se que o enfermo revela sentimentos e esta­dos de ânimo qualitativamente novos, na maioria das vezes indefinidos e incompreensíveis. Os pacientes fazem referência a senti­mentos de pavor, desespero, de solidão, de desprezo social, ou a senti­mentos de beatitude e de iluminação divina.

Pânico

O pânico consiste numa vivência de extraordinária repercussão psí­quica, tão intensa em certos casos que se tem tentado denomi­ná-la de reação neurótica de pânico

Baelz chamou de estupor emotivo a uma intensa co­moção psíquica originada pelo medo. Caracteriza-se pela cisão dos proces­sos psíquicos afetivos, paralisia dos sentimentos e ligeira obnubilação do sen­sório. O indivíduo permanece apático e indiferente, porque não pode chorar, nem expressar nenhum sentimento. Manifesta-se imediatamente depois da comoção.

No Transtorno do Pânico é importante a identificação do, assim chamado, ataque de pânico. Neste momento, o sentimento de abandono do indivíduo é tão intenso que impede nossa comunicação ou qualquer outra abordagem consigo.O pânico vem acompanhado de uma revolução autonômica: taquicardia, sudorese, tremores, falta de ar, dor no peito, náusea, ondas de calor e arrepios, despersonalização e por aí vai. No homem o mais comum é a sensação de morte iminente, em geral, por infarto do miocárdio; nas mulheres, a mais temida é a sensação de estar enlouquecendo.



Procurando um bom preparatório  para concursos de Psicologia? 

14 de setembro de 2008

Hasta la vista



vc é uma mulher ou uma rata?






Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.
Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão
que a vida só consome
o que a alimenta.


Ferreira Gullar


Nada de humano nos é alheio.



Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas...


eu sei.
Legião urbana

13 de setembro de 2008

Questões de concurso - Transtornos de Aprendizagem




hoje é sábado!


Homer: Certo cérebro, eu não gosto de você e nem você de mim, então faça tudo certo pelo menos uma vez para que eu possa continuar te matando com cerveja, certo?




Cérebro: Negócio fechado!"


PROVA CEPISA 2007- Consulplan

Questão 21.

Marque a alternativa que corresponde, pela ordem, aos conceitos das alterações da linguagem oral devido às causas orgânicas:

I. Consiste na dificuldade de articular as palavras resultantes de paresia, paralisia ou ataxia dos músculos que intervém na articulação.
II. Perturbação da linguagem, caracterizada pela perda da memória dos sinais por meio dos quais o homem civilizado, troca idéias com seus semelhantes.
III. Seus sintomas consistem em omissão, substituição ou deformação dos fonemas.
IV. Perturbações na emissão das palavras do tipo intermitente, sem que existam alterações dos órgãos da expressão. Neste grupo, o distúrbio mais importante é a gagueira.
V. Trata-se de defeito da voz, perturbações orgânicas ou funcionais das cordas vocais ou em conseqüência da respiração defeituosa.

A) Disfonia, dislalia, disfemia, afasia, disartria.
B) Disfemia, dislalia, afasia, disartria, disfonia.
C) Disartria, dislalia, disfenia, disfonia, afasia.
D) Disartria, afasia, dislalia, disfemia, disfonia.
E) Afasia, disfonia, dislalia, disfemia, disartria.

DISARTRIA
Tem como característica principal a fala lenta e arrastada devido a alterações dos mecanismos nervosos que coordenam os órgãos responsáveis pela fonação. A disartria de origem muscular é resultante de paresia, paralisia ou ataxia dos músculos que intervêm nesta articulação. A disartria pode ter origem em lesões no sistema nervoso o que altera o controle dos nervos provocando uma má articulação.

AFASIA
Afasia é a perda da linguagem causada por lesão no sistema nervoso central que, na maior parte das vezes, ocorre do lado esquerdo do cérebro. Os quadros de afasia são muito variados. Vão desde a dificuldade de articular bem as palavras até a perda total da linguagem oral e da capacidade de traduzir conceitos em palavras e de simbolização. A afasia não se manifesta apenas na linguagem oral. Pode manifestar-se também na escrita, porque os pacientes perderam a capacidade de simbolizar, de traduzir o comando cerebral para a linguagem escrita. Em alguns casos, são capazes de escrever sob ditado ou de copiar, mas incapazes de ler o que escreveram. Em outros, trocam ou omitem letras, às vezes, as vogais; às vezes, as consoantes.
Tipos
Dentre os principais tipos de afasia podemos citar a afasia de Wernecke e de Broca e a afasia global.

1) Afasia de Wernecke: caracteriza-se pela fala fluente, ou logorréia, que não faz sentido para quem ouve, embora a pessoa acredite estar falando corretamente e mantenha a entonação adequada. É como se uma linha telefônica com defeito distorcesse ou truncasse as palavras interferindo na comunicação. Em geral, paciente com fala logorréica tem dificuldade de compreensão e de expressão, mas consegue articular as palavras e irrita-se quando não se faz entender. É muito comum, também, o afásico de Wernecke articular palavras que existem, mas que juntas não estabelecem nenhum significado lógico. Quando há falha da compreensão, o prognóstico da afasia é sempre pior.

2) Afasia de Broca: a pessoa preserva a compreensão, mas tem dificuldade para falar porque lhe faltam as palavras. Algumas elegem jargões, uma palavra ou um nome qualquer para diferentes situações e acreditam estar comunicando o que querem dizer.

3) Afasia global: perda total da capacidade de falar, compreender, ler e escrever.

DISLALIA
Consiste na má articulação das palavras, seja omitindo ou acrescentando fonemas, trocando um pelo outro, ou ainda distorcendo fonemas.
A falha na articulação das palavras pode ainda ocorrer a nível de fonemas ou de sílabas.
Quando a criança não consegue desenvolver um bom padrão de fala, com distinções claras dos fonemas acabará passando estas trocas para a escrita, quando iniciar esta nova fase.


DISFEMIA
Disfemia é termo que designa um transtorno na fluência da expressão verbal. Caracteriza-se por interrupções geralmente bruscas, provocando falhas e alterações no discurso. As interrupções presentes na fala vêm acompanhadas de outros fatores que afetam a funcionalidade da coordenação fono-respiratória e do tônus muscular na fonoarticulação.Fatores psicológicos estão associados e agravam a situação tornando-a complexa e de difícil tratamento.Suas causas são ainda desconhecidas e os tratamentos bem diversificados. Os resultados são relativos.Existem 2 tipos:- Gagueira tônica - caracterizada por espasmos que afetam grupos musculares relacionados à fala e que provocam bloqueios bruscos com grande esforço que intensifica mais ainda o tônus muscular e provoca uma fala explosiva e violenta.- Gagueira clônica - ocorrem contrações bucais leves e rápidas que provocam uma repetição indesejável de vocábulos.As duas formas podem ocorrer simultaneamente.Existe a gagueira fisiológica que ocorre na criança quando esta se encontra na fase de aquisição de fala. Ocorrem paradas no discurso, repetição de vocábulos, mas não apresentam bloqueios e espasmos.Passada a 1ª infância, se a disfemia persiste , ela passa a ter outros sinais anormais como reações emocionais negativas, ansiedade, angústia, tiques nervosos, fala restrita, linguagem redundante, frases incompletas, abuso de sinônimos etc... Ocorre 3 vezes mais em mulheres do que em homens.

Curso de Distúrbio de aprendizagem e educação inclusiva

DISFONIA
A disfonia pode ser definida como uma alteração indesejada da qualidade vocal, envolvendo diversos aspectos: altura, intensidade, estabilidade da voz, etc. A disfonia será classificada quanto à origem da alteração podendo ser: orgânica, funcional ou psicogênica.As disfonias funcionais são decorrentes de mau uso, educação ou modelo vocal inadequados ou excesso de uso do aparelho fonador.As disfonias orgânicas são causadas por alguma desordem não funcional, mas sim por alterações anatomo-patológicas de uma ou mais estruturas do aparelho fonador.As disfonias psicogênicas são de origem emocional e psicológica.Para se determinar o grau em que uma voz está alterada, deveremos levar em conta as circunstâncias emocionais, os fatores culturais e estéticos, a idade, o sexo, o nível de exigência da pessoa, entre outros.

Referências

http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/disturbios.htm#Disgrafia

11 de setembro de 2008

Estratégias motivadoras na sala de aula

Esse foi o assunto, foi legal, mas a professora disse que eu baixo a voz no final das frases, e eu ia morrer sem saber, nesses momentos eu vejo que valeu a pena fazer esse curso.
Sendo irônica , mas a professora é bem legal e isso é bem relevante.(viu, professora).

Estratégias recomendadas para desenvolver um ambiente motivador na sala de aula.

Seis dimensões do trabalho docente
Tarefa
Autoridade
Reconhecimento
Grupos
Avaliação
Tempo

Apresentação e acompanhamento da TAREFA

APRESENTAR

-Ativar a curiosidade
-Enfatizar a utilidade do conteúdo
ACOMPANHAMENTO

-Elaborar o discurso adequado

Antes:orientação a atenção para o processo
Durante:orientar para a busca e comprovação dos meios de superar dificuldades.
Depois: informar o correto e o incorreto com atenção no processo
-Demonstrar com o exemplo

Implicações de diferentes modos de manejar a AUTORIDADE


Autoritários: ênfase na disciplina e no controle do comportamento dificulta a auto- regulação
Permissivos: não influir sobre os alunos conseqüência sem conflitos e também sem motivação
Democrática: Permissivos mas sem abandonar os alunos a própria sorte conseqüência autonomia e responsabilidade


O valor do RECONHECIMENTO
-valor do reforço positivo
-Professor como ponto de referência para a avaliação

Mecanismo usual do reforço positivo: Uso de elogios:

-o que: esforço e progresso pessoal sempre insistindo que os erros fazem parte do processo de aprendizagem.
Elogie o progresso e o esforço mostrando o modo de realizar a tarefa.
-como: O elogio pessoal é melhor em particular para não gerar comparação entre os alunos e o esquema motivacional relaciona-se com o bom desempenho e não com a aprendizagem, o mesmo acontece com a repreensão, a repreensão pessoal só em particular

Em público elogia-se o fato , a conduta mas de forma impessoal, do mesmo jeito a repreensão.


Curso de Educação Inclusiva


Motivar com atividades para realizar e avaliar em GRUPO

Vantagens motivacionais

-Terapêuticos para alunos que já desenvolveram o padrão motivacional de evitar avaliações negativas ou o medo do fracasso já que:
Acerto do grupo: Aumenta as probabilidades de aprendizagem desse sujeito e permite melhorar suas expectativas em face ao futuro.
Erro do grupo:A responsabilidade é diluída e aumenta a probabilidade de emergirem as mensagens instrumentais para melhorar em vez de se estabelecer uma atribuição interna permanente.

Que AVALIAÇÃO produz qual motivação?

Avaliação clássica

-Orientação para metas relativas:notas e auto-estima relacionadas ao bom desempenho ou evitar avaliações negativas.
-Avaliação centrada no processo , privado:metas referentes ao aprender e a autonomia.

É preciso aprender que tudo tem seu TEMPO.


Motivação:surgimento dos processos de ansiedade
O manejo da ansiedade distingue os que são motivados pelo êxito e dos que evitam avaliação negativa.


Bibliografia:

COLL, César et al. Desenvolvimento Psicológico e Educação: psicologia da educação escolar. Vol.2. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

10 de setembro de 2008

É DE MORRER DE RIR

Titão e Aurora
— Lua, minha amiga, como vai você?
— Olá, Aurora! Já chegando?
— É, sei que é um pouco cedo ainda, mas permita que eu permaneça um pouco ao seu lado, meio escondida, enquanto não chega a minha hora de tomar o seu lugar no céu.
— Diga-me, então: como tem sido a sua vida?
— Bem, agora tem sido bem mais feliz do que nos últimos tempos.
— E seu belo marido, Titão, como está?
— Bem, não exatamente como antes...
— Como assim, Aurora?
— Ora, você não soube da desgraça que se abateu sobre nós?
— Não estou entendendo nada, Aurora. Comece do começo.
- Nossa felicidade era quase completa. Nos amávamos intensamente, mas eu tinha esse pesar secreto que me inquietava o tempo todo, a ponto de me tirar o sono. O fato de Titão não ser imortal, como eu. Assim, apesar de toda a nossa felicidade, eu sabia que um dia teria de perdê-lo. Certa vez, após uma noite de intenso prazer, decidi ir falar pessoalmente com Júpiter. Pedi a ele que concedesse a imortalidade para meu esposo:. "Gostaria, deus supremo, que você concedesse a Titão o dom da imortalidade!" — pedi.
Mas antes não o tivesse feito, pois sem saber o condenava a uma vida de horrendos sofrimentos.
— Por quê, Aurora?
— Bem, após muito insistir, consegui obter de Júpiter o que queria.
— E a partir daí você e Titão foram felizes para sempre.
— Melhor dizer infelizes para sempre. No começo fomos, de fato, imensamente felizes. Tão logo transmiti a novidade para ele, fomos tomados por uma alegria sem limites. "Imortal, Aurora! Imortal como você!", ele dizia, pondo as mãos à cabeça. Durante o dia inteiro comemoramos.
No começo, de fato, éramos ambos jovens e dispostos, com todos os meios para gozarmos de uma vida intensa e proveitosa. Assim fomos vivendo, sem nunca enjoarmos um do outro, pois nossos corpos e almas gozavam da mais perfeita juventude e vitalidade. Um dia, porém, percebi, enquanto jantávamos, um fio de cabelo branco luzir sobre sua têmpora direita. Como fosse apenas um fio isolado, levei isto à conta de uma banalidade. De repente, porém, longos fios de prata começaram a se espalhar no meio daquela selva de negros cabelos, tirando um pouco da sua antiga beleza. Assustada, pensei comigo mesma: "Meu Deus, será que Titão tornou-se mortal novamente?". Decidi, por isso, visitar Júpiter novamente para saber o que estava acontecendo.
"Não há nada de errado", disse ele, secamente. "Mas como, se vejo meu querido Titão envelhecer a cada dia que passa, diante de meus olhos?!", exclamei, sem compreender. "Sim, e daí?", disse, completando com esta frase que me desarmou: "Ora, você pediu para ele o dom da imortalidade e não o da eterna juventude!". Ai, amiga! A partir daí acabou o meu sossego. Como podia ser de modo diferente vendo dia a dia meu adorado Titão envelhecer e perder aos poucos a sua antiga virilidade? Cada vez mais sua cabeça foi se tornando grisalha; os músculos de seus outrora rijos braços pareciam agora murchar, deixando em seu lugar apenas pelancas flácidas que balançavam a cada movimento seu: seus dentes, antes brancos e sadios, começaram a se estragar, tornando-se amarelados e frouxos. Ah, Lua, foi horrível... E pior de tudo, talvez, era ver que eu não podia acompanhá-lo em sua decadência.
— Oh, não diga isto, Aurora! A saúde é sempre preferível, em qualquer circunstância!
— Mas se eu pudesse compartilhar com ele da sua decadência física, fazendo-me velha, também, quem sabe não teria sido mais justo? Ao menos ele estaria mais consolado, ao ver que ambos rumávamos para o mesmo destino!Com o passar dos anos todos os seus dentes começaram a ruir, e a sua mente principiou a dar evidentes sinais de senilidade. Titão tornava-se cada vez mais um velho ranzinza e resmungão — e, o que é pior, destinado a nunca morrer! Embora isto pareça cruel, devo admitir que já não via mais naquele velho nem a sombra do que fora o meu amado Titão. Era uma outra pessoa, completamente outra. Isto já era uma crueldade, comigo e com ele, eu pensava. Os mortais ao menos têm a bênção da morte quando a velhice se torna um fardo intolerável, enquanto ele estava destinado a suportar todo aquele horror para sempre. Tudo isto eu pensei mil vezes. Você sabe, fiz o que pude, mas aí chegou um tempo em que não consegui mais. Chega um ponto em que a gente também quer viver.

— E aí, o que você fez com ele?
— Bem, um dia ele perdeu os movimentos dos braços e das pernas — todos os movimentos, enfim... Não podendo mais suportar sua rabugice, tentei ainda insuflar-lhe um pouco de coragem. Mas como dar coragem a alguém que sofre de maneira contínua, se nem a esperança do descanso essa pessoa tem?
— Aurora, para ser franca, eu nunca vi um velho suspirar pela morte.
— Nem eu, na verdade. Bem, o fato é que não havia mais como suportar a presença daquele pobre homem, convertido num espantalho de si mesmo. Como era duro ver seus dedos finos como os de uma galinha deslizarem por sobre o branco colar remanescente de sua antiga cabeleira, arrancando tufos inteiros que lhe ficavam grudados às unhas...
— Sim, e o que resultou disso tudo, então? Ainda está com ele em casa?
— Não, esta é a última parte da história. Um dia, tomei a decisão de falar novamente com Júpiter e pedir que ele ao menos pusesse um fim ao sofrimento de meu marido, retirando-lhe a imortalidade, que para ele se tornara horror e maldição. Júpiter disse que não podia fazê-lo, pois a imortalidade era um dom divino. "Quem se tornou uma vez imortal não pode jamais deixar de
sê-lo. Isto seria um contra-senso e eu acabaria sendo causa de escárnio", disse Júpiter, que nesse dia estava com uma boa vontade surpreendente. "No entanto, permitirei que ele se transforme num outro ser, libertando-o desta forma decaída. Faça a escolha, e ela se realizará automaticamente", disse ele finalmente. Mais consolada, retornei para casa. Qualquer coisa era preferível a ser uma múmia privada de movimentos para todo o sempre, pensava, enquanto refazia o trajeto. Tão logo cheguei, entrei no quarto e flagrei-o escutando, com um sorriso que exprimia um resto de prazer, uma cigarra que, pousada no galho de um árvore, cantava com um alarido impressionante. "Antes fosse eu esta cigarra", disse Titão, deixando escorrer do canto de
sua boca um fio de saliva. "Que assim seja, meu querido!", disse ao seu ouvido. No mesmo instante suas formas ressequidas desapareceram e vi erguer-se de debaixo das cobertas uma bela cigarra prateada, que levantou-se, rodopiando pelo quarto, e após pousar sobre minha cabeça, como que a me agradecer, sumiu-se janela afora.
— Que lindo! Quero dizer, ao menos foi uma boa solução para aquela triste situação, não?
— Sim, agora ele está bem mais feliz, com toda a certeza. Aliás, todas as manhãs acordo com o seu canto, diante da minha janela. Às vezes recebo à noite, também, a sua visita.
— Ué, e cigarras cantam também à noite?
— E quem disse que as visitas são para cantar? Mas veja, já está na minha hora! Adeus, amiga!
— Adeus, querida!


Referências:
FRANCHINI, A. S.,SEGANFREDO,C.as 100 melhores histórias da mitologia:Deuses, heróis, monstros e guerras da tradição greco-romana.9° ed.Porto alegre,L & PM,2007.

Modelo de Plano de Aula - Estratégias Motivadoras na Sala de Aula

Hoje vou ministrar minha primeira aula na disciplina prática de ensino, vou postar o plano de aula, vamos ver como vai ser. O conteúdo dessa aula você encontra aqui

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ-UESPI
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS-FACIME
CURSO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA: PRÁTICA DE ENSINO DE PSICOLOGIA
MINISTRANTES: LIZANDRA CUNHA, MARLENE RODRIGUES, VANUZA BERTO.
DATA: 10/09/2008

CONTEÚDO: Estratégias motivadoras na sala de aula


Ênfase em seis dimensões do trabalho docente na sala de aula: tarefa, autoridade, reconhecimento, grupos, avaliação e tempo.

1.Modos de apresentação e acompanhamento da TAREFA

2.As implicações de diferentes modos de manejar a AUTORIDADE.

3.O valor do RECONHECIMENTO

4.Pode-se motivar propondo atividades para realizar e avaliar em GRUPO

5.Que AVALIAÇÃO produz qual motivação?

6.É preciso aprender que tudo tem seu TEMPO.

Curso Psicologia Escolar
http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/cursos/1372/curso-de-psicologia-escolar


OBJETIVOS: Proporcionar conhecimentos teóricos sobre estratégias recomendadas pelos estudiosos para o desenvolvimento motivador na sala e que se apresentam ordenadas em torno de seis dimensões do trabalho docente em sala de aula.


METODOLOGIA: Aula expositiva e participativa e dinâmica de grupos.


Referências:

TAPIA, J. A., MONTERO, I. Orientação Motivacional e estratégias motivadoras na aprendizagem escolar. In: COLL, César et al. Desenvolvimento Psicológico e Educação: psicologia da educação escolar. Vol.2. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.p.177-192.


8 de setembro de 2008

Recomeço

Um recomeço com velhos hábitos, estava muito esquecida disso quando comecei a querer agradar todo mundo, meu personal psicólogo e grande amigo, esse garoto ainda vai além.....
Interrompeu minha frase no final e colocou palavras que não enxergava,

Diálogo de quase psicólogos:

-Tô triste por que errei na frente de quem eu mais queria impressionar-Você errou na frente de quem você mais queria .... afeto.
GESTALT FECHADA



Eu faço as minhas coisas,
você faz as suas
Não estou neste mundo para viver de acordo com suas expectativas
E você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas
Você é você, e eu sou eu
E se por acaso nos encontrarmos, é lindo
Se não ,não há nada a fazer

Perls
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...