5 de dezembro de 2010

http://www.infanciasemracismo.org.br

10 maneiras de contribuir

1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer.

3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente.

Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

http://www.infanciasemracismo.org.br

Estatísticas

No Brasil vivem 57 milhões de crianças e adolescentes, sendo 31 milhões de crianças negras e cerca de 100 mil crianças indígenas (IBGE/PNAD, 2009).
•54,5% das crianças são negras ou indígenas (IBGE/PNAD, 2009).
•65% das crianças pobres são negras (IBGE/PNAD, 2009).
•26 milhões de crianças brasileiras vivem em famílias pobres. Dessas, 17 milhões são negras (IBGE/PNAD, 2009).
•A taxa de mortalidade infantil (até um ano de vida) entre crianças indígenas é de 41,9 óbitos para cada mil nascidos vivos (Funasa/2009). A taxa nacional de mortalidade infantil foi de 19 óbitos para cada mil nascidos vivos (Ripsa, 2007).
•Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil são negras e 190 mil são brancas (IBGE/PNAD, 2009).
•62% das crianças fora da escola, na faixa de 7 a 14 anos, são negras (IBGE/PNAD, 2009).
•Os adolescentes negros têm 2,6 vezes mais chances de serem assassinados em comparação aos adolescentes brancos, nas cidades com população acima de 100 mil habitantes (IHA – Índice de Homicídio na Adolescência (UNICEF/LAV/UERJ/SDH-SPDCA/Observatório de Favelas – Sobre dados do SIM/DATASUS – MS. 2006).

19 de novembro de 2010

Gestão de riscos e de desastres: Contribuições da psicologia Unidade I - parte I

Resumo do material do curso Gestão de riscos e de desastres: Contribuições da psicologia realizado pela CEPED/UFSC

Segundo o relatório anual de estatísticas de desastres (OPS/OMS) em 2009 foram registrados 355 ocorrências de desastres naturais em todo mundo, causando a morte de 10.655 pesoas, afetando outros 119 milhões; além disso 80% das vítimas dos desastres naturais localizam-se na ásia e 40 % dos desastres ocorreram nesse continente.

O termo desastre natural é questionável pois um desastre só ocorre com uma ação humana , pois esta ação produz as vulnerabilidades que nos expõe aos desastre, por exemplo o terremoto do Haiti(2010) custou a vida de 200 mil pessoas sendo que a magnitude da destruição provocada foi proporcional a vulnerabilidade social da população.

Atuação do psicólogo em relação ao sofrimento provocado pelos desastres.


Segundo o manual de proteção da saúde mental em situação de desastre e emergência(OPS/OMS, 2002), os profissionais podem atuar em diferentes momentos de um desastre.

Prevenção:

• Mapeamento das áreas de risco
• Capacitação comunitária
• Projetos educativos
• Projetos para a minimização de vulnerabilidades sociais

Curso de Logoterapia

Preparação:

• Auxiliando as comunidades a estabelecer e estruturar planos de contigência

Durante o desastre e na recuperação pós - desastre

• Na gestão e administração dos efeitos dos desastres
• No atendimento as pessoas afetadas
• Administração de abrigos provisórios
• Administração dos planos de reconstrução votados as necessidades da população.

No 1° Seminário Nacional de psicologia das Emergências e dos desastres: contribuições para a construção de comunidades mais seguras. Brasília. Junho.2006. Observou-se que o psicólogo pode atuar no:

• Desenvolvimento de planos de curto, médio e longo prazo para minimizar riscos, reduzir condições de vulnerabilidade, e nos preparar para a resposta, considerando cada situação e cada comunidade.
• Preparo da comunidade para a situação de desastre a partir de um olhar ampliado
• Auxiliar o fortalecimento das relações comunitárias, favorecendo que se agreguem as competências e capacidades das comunidades para solucionar as crises locais, por meio de redes formais e informais.
• Desenvolvimento de ações orientadas a promoção de uma cultua de redução de riscos e desastres.

Referência:

Gestão de Riscos e de Desastres: contribuições da Psicologia.curso a distância/centro universitário de estudos e pesquisas sobre desastres. florianópolis:CEPED,2010.

Saiba mais: Atualizado 15/11/2015

O Ebook referente a esse curso está no link abaixo:

http://www.4shared.com/office/hY6Xn4pRce/gestao.html


1ª Teleconferência - Gestão de Riscos e Desastres
Contribuições da Psicologia
http://www.cepedcursos.ufsc.br/grdpsico/mod/resource/view.php?id=30

14 de outubro de 2010

Dicas

Revista IGT na rede:

http://www.igt.psc.br/ojs/archive.php

Vídeos: A atuação do psicólogo no SUAS

http://psisuas.pol.org.br/

Curso EaD promovido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil em parceria com o CEPED UFSC vai abordar as Contribuições da Psicologia na Gestão de Riscos e de Desastres. O curso terá início no dia 5 de novembro, com previsão de término no dia 22 de dezembro de 2010. É grátis.

 http://ceped.ufsc.br:8090/cursos-e-eventos/gestao-de-riscos-e-de-desastres-contribuicoes-da-psicologia

8 de outubro de 2010

O que é adolescência?

Ritos de passagem

Ritos de passagem são celebrações que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade

Os saltos do Vanuatu
















Este ritual serve como um rito de passagem e como um ritual de colheita das tribos da ilha de Vanuatu, no Oceano Pacifico. Os garotos das tribos têm que subir em uma torre de 30 metros de altura com cipós amarrados nos tornozelos e se jogar, a uma velocidade de cerca de 72 quilômetros por hora. Quando o “mergulho” é feito corretamente, o garoto deve encostar os ombros e a cabeça no chão. Entretanto, os cipós não são elásticos e um cálculo errado do comprimento da corda pode causar ferimentos sérios ou até mesmo a morte do garoto no ritual, que é feito com meninos de cerca de 7 ou 8 anos.

O salto das vacas de harmar













Este ritual é realizado pela tribo dos Harmar, na Etiópia, e é feito antes que os homens possam casar. O participante tem que pular por cima de vacas colocadas lado a lado quatro vezes sem cair. O teste é feito com o garoto nu, como um símbolo da infância que ele deixa para trás, e, se passar no teste, o garoto passa a viver com outros homens que passaram no mesmo teste, e fica durante alguns meses supervisionando as vilas do território do seu povo.

Festas das moças novas














 
Esta festa de iniciação é realizada pela tribo Tukuna, que vive na região norte da Amazônia. As garotas começam a participar da iniciação quando menstruam, e ficam durante 4 a 12 semanas em reclusão em um local construído na casa da família com este único propósito. Durante este período, acredita-se que a menina  está no submundo, correndo perigo na presença de um demônio conhecido como Noo. Ao final do ritual, outras pessoas utilizam máscaras e se tornam reencarnações do demônio, e a garota fica durante dois dias com o corpo pintado de preto para se proteger do Noo. Na manhã do terceiro dia, ela pode sair da reclusão, e é levada por parentes para as festividades, em que dançam até o amanhecer. Neste momento, a garota recebe uma lança de fogo e deve jogá-la sobre o demônio. Depois disso, a tribo considera que a mulher pode entrar para a vida adulta com segurança.

A adolescência é um período de mudança de estilo e personalidade, para vivenciar essas mudanças o adolescente passa por momentos de experimentação e perdas:

Luto pela perda do corpo infantil: o corpo se modifica independente da sua vontade, mais facilmente percebido na fase inicial da adolescência.
Luto pela perda da identidade infantil: a sociedade e o próprio indivíduo passam a exigir um comportamento diferente daquele mostrado até o momento.
Luto pela perda dos pais da infância: os pais deixam de ser vistos como ídolos infalíveis e passam a ser vistos como humanos que são capazes de errar como qualquer outro.

Aberastury e Knobel (1981) aglomeraram várias características dessa fase e deram o nome de Síndrome da adolescência normal:

1.Busca de si mesmo e da identidade:
2.Separação progressiva dos pais
3.Tendência grupal
4.Necessidade de intelectualizar e fantasiar
5.Crises religiosas
6.Distorção temporal
7.Contradições sucesivas na manifestação de conduta
8.Atitude social revindicatória
9.Constantes flutuações de humor
10.Evolução sexual


*resumo da palestra para o projovem adolescente, aqui no meu trabalho no CRAS(aliás, já falei que estou trabalhando?)





Bibliografia:

HERCOWITZ, Andrea. Desenvolvimento psicológico in manual de atenção à saúde do adolescente, são Paulo, 2006. Disponível em  http://www.tele.medicina.ufg.br/files/palestras-material/Manual_do_Adolescente.pdf
http://hypescience.com/25866-10-bizarros-ritos-de-passagem-de-todo-o-mundo/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritos_de_passagem


5 de setembro de 2010

Amicus Plato sed magis amica veritas

“A orientação terapêutica na qual você se formou ou está se formando, minha jovem amiga, não é uma ideologia, nem uma fé na qual seria preciso que você acreditasse, nem uma espécie de dívida que você contraiu com seus mestres e que a forçaria a se fazer seu repetidor e arauto fiel.(...) Apesar da multiplicação de departamentos vigiados por obediências teóricas, a variedade do ensino universitário ajuda a levar a sério a frase famosa de Aristóteles (apenas modificada): “Platão é meu amigo, mas meus pacientes são mais amigos ainda”.

Contardo Calligaris in Cartas a um Jovem Terapeuta, 2007

3 de agosto de 2010

De quando percebi que fiquei adulta

Acho que cresci. Cheguei a essa conclusão numa tarde nublada de sábado, balançando em uma rede, bem longe de casa, estava assistindo televisão quando apareceu uma história produzida por crianças, era sobre uma menina que visitava sua avó todos os dias e lhe levava doces, daí pensei, essa eu conheço! Mas a ação continuava da seguinte forma, construíram um muro enorme e alto separando essa menina do seu intento, visitar sua avó, e o impasse estava em como atravessar esse muro e levar os doces para a sua vovozinha, então apareceu um homem velho que lhe deu um lápis, e lhe disse: - Tudo que você desenhar aparecerá. Aí então, matei a charada: - É claro! Uma escada, você sobe desse lado, quando chegar lá em cima desce por ela, pois a menina pensou, riscou e pintou no muro um pássaro, subiu no pássaro e levantou vôo, e voou, pode voar por cima do muro, pode voar até a casa da sua vó, ela pode voar e voou.

11 de julho de 2010

Emoções espelhadas

por Mario Eugenio Saturno

A empatia é uma emoção que nos faz sentir o que sente o outro e afeta mais que as ligações pessoais, tem conseqüência na história e na cultura. E agora, um estudo apresentou interessantes descobertas neurológicas associadas à empatia. O cientista Jean Decety, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Chicago, estudou por cinco anos a empatia utilizando imagens do cérebro de pessoas que estavam vendo fotografias de sofrimento, como de uma criança com o nariz sangrando, um pai chorando sobre o corpo de um filho.
Inicialmente, o estudo mostrou que não há diferença neurológica entre alguém que sofre e alguém que assisti o sofrimento. A mesma área do cérebro é ativada. O que vale ressaltar é que o cérebro sabe a diferença entre o sofrimento real e o derivado da empatia. Essa é a chave para a empatia, de outro modo, o cérebro paralisaria quem vê alguém sofrendo. A capacidade de sentir o sofrimento alheio mas saber que não se está sofrendo é o que com que ajamos, chamando os bombeiros ou a policia. Já a incapacidade é o que acontece quando um bebê escuta um outro chorando e chora também. Outro fenômeno associado é a imitação facial entre as pessoas que conversam.


Segundo o cientista, a empatia pode ser aprendida. E está associada a várias profissões, como professores, advogados, vendedores, políticos e, especialmente, médicos. Ao contrário do que alguns imaginam, segundo os pesquisadores. Donald Scott e William Harper, os pacientes ficam mais inclinados a seguir a orientação médica quando mais forte se estabelece uma relação de empatia. Tanto é assim que eles ensinam empatia na aula de habilidades clinicas para os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Chicago. Para esses cientistas, a empatia pode ser aprendida e melhorada. E de nada adianta todo o avanço científico se o paciente não seguir o procedimento.

Na mesma universidade, a Escola de Serviço Social também busca na empatia o seu diferencial, além dos cursos, há um reforço com palestras e seminários. A escola já seguia os ensinamentos do psicólogo de Carl Rogers que desenvolveu uma terapia centrada no paciente em 1950. Para Rogers, ao colocar-se na situação do paciente, o terapeuta procura fazer as coisas do modo correto. Decety, porém, ressalta que os limites tem que ser bem estabelecidos para que os profissionais não sofram uma sobrecarga emocional.

A pesquisa também englobou situações que envolviam o controle emocional de quem assistia as cenas de sofrimento, como, por exemplo, eram informados que a dor que veriam seria resultado de um procedimento que faria bem ao paciente e isso aumentava a capacidade de estabelecer um bom limite e diminuir o estresse emocional da cena. Entendendo a empatia, Decety acredita que, no futuro, será possível descobrir tratamento para algumas desordens como autismo, narcisismo, sociopatia e psicopatia.


fonte:
http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=374861

26 de junho de 2010

Tu jura?

“Você já viu alguém tomar racionalmente a decisão de se apaixonar? A natureza criou 3 mecanismos cerebrais que controlam o amor nos seres humanos: luxúria, paixão/romance e ligação. O mecanismo da luxúria (desejo sexual) está ligado à quantidade do hormônio testosterona - tanto em homens quanto em mulheres. Já o impulso da paixão e do romance é alimentado pela dopamina. E o terceiro sistema, da ligação e do companheirismo, é alimentado pela ocitocina (na mulher) e pela vasopressina (no homem). Os 3 sistemas são independentes. Ou seja: uma mulher pode amar o marido, estar apaixonada pelo vizinho e sentir atração pelo Johny Depp, tudo ao mesmo tempo. “


Saiba mais:

17 de junho de 2010

Atuação dos psicólogos no SUAS

Seminário discute atuação dos psicólogos no Suas, com transmissão pela internet

Está marcado para 21, 22 e 23 de junho de 2010 o Seminário Nacional “A atuação dos psicólogos no Sistema Único de Assistência Social”, uma iniciativa conjunta dos Conselhos Federal e Regionais de Psicologia do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, por meio da Secretaria Nacional de Assistência Social-SNAS.
Todo o seminário será transmitido via internet pela página http://psisuas.pol.org.br.


SAIBA MAIS:

Ministério do desenvolvimento social – publicações sobre SUAS

http://www.mds.gov.br/suas/menu_superior/publicacoes

Cartilha atuação do(a) Psicólogo(a) no CRAS/SUAS

http://crepop.pol.org.br/publique/media/referenciascras.pdf

Materiais de Referências para atuação em CREAS/SUAS

http://observatorio03.wordpress.com/2009/12/14/materiais-de-referencias-para atuacao-em-creassuas/

Resultados quantitativos da "Pesquisa sobre a atuação de psicólogos/as nos CREAS e outros serviços especiais de acolhida e atendimento domiciliar do SUAS".

http://crepop.pol.org.br/publique/media/Relatorio_descritivo_SUAS_alta_complexidade.pdf

Publicações CRP RJ

http://www.crprj.org.br/publicacoes

Norma operacional básica de recursos humanos do SUAS

www.mds.gov.br/suas/...suas/.../norma_operacional_de_rh_suas.pdf

13 de junho de 2010

Olha o que eu ando fazendo:

Colecionando figurinhas da copa:



Álbum virtual oficial da Copa do Mundo da África do Sul 2010. Cada uma das 32 seleções classificadas tem figurinhas de 11 jogadores e mais algumas especiais.

Para ter acesso ao álbum é necessário ter cadastro gratuito no site do Clube FIFA.com.

Você gostou, Clique aqui:

                                           http://pt.stickeralbum.fifa.com/

2 de junho de 2010

Laços de família durante a escravidão.


por Priscila Muniz
Do JC Online

Para um negro que vivia no Brasil na época em que vigorou a escravidão, era difícil estabelecer laços familiares, já que seu destino dependia da vontade do proprietário. Apesar das condições adversas, muitas famílias foram formadas, e elas representaram mais uma forma de resistência dos negros às condições de vida às quais eram submetidos.

Para discutir a temática da família negra, foram convidadas três professoras que estudam o assunto: Isabel Cristina dos Reis, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Cristiane Pinheiro Jacinto, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e Solange Pereira da Rocha, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). As pesquisas das três são baseadas em documentos como registros de batismo, testamentos e inventários dos proprietários de escravos e até processos criminais da época .

As três destacaram as muitas dificuldades para que os negros estabelecessem laços formais, destacando que a maior parte das relações eram consensuais. "Eles não eram donos de suas vidas. Eles tinham um senhor que a qualquer momento podia vendê-los, enviá-los para outra província, mandar para uma fazenda no interior", afirmou Cristiane Jacinto.

"Havia um número pequeno de negros casados. Mas, entre eles existiam vários tipos de relação: escravos casados com escravos do mesmo proprietário, escravos casados com escravos de diferentes proprietários, escravos casados com livres, escravos casados com libertos", explicou Cristiane. A distinção entre livres e libertos é que os libertos eram negros que antes eram escravos e conseguiram a liberdade, enquanto os livres eram normalmente os negros que, por chegarem ao Brasil através do tráfico ilegal, ficavam sob a custódia do governo.

"Imagine uma mulher escravizada casada com um homem livre? Se a esposa fosse vendida, o que ele faria? Há o registro de uma escrava que era vendida sucessivas vezes e em todas as vezes o marido liberto ia junto", contou a pesquisadora. Ela acrescentou que, no Maranhão, o tráfico interprovincial de escravos foi intensificado a partir de 1846, o que tornou ainda mais difícil a manutenção dos laços familiares. "Quando os dois estavam na mesma cidade, ainda era possível manter o vínculo, mas, quando um ficava no Maranhão e o outro era vendido para o Rio de Janeiro, a situação ficava muito complexa".

Solange Rocha ressaltou que era muito comum a separação das famílias na sociedade escravista, mesmo após uma lei de 1869 que proibia a separação. "A gente tem o relato de uma mulher na Paraíba que foi separada de seus filhos e enlouqueceu. Ela não conseguiu superar as perdas", contou. Segundo a pesquisadora, a separação entre a mulher e o companheiro causava um tipo comum de relação familiar durante o período da escravidão. "Havia muitas famílias de mulheres, as chamadas famílias monoparentais. Através de documentos, podemos encontrar essas famílias com até três gerações", destacou.

De acordo com Isabel dos Reis, era comum que, no caso de união entre escravos e libertos, um dos companheiros buscasse a alforria do outro. "Muitas pessoas mantinham uma relação estável, duradoura, e havia o comprometimento de o homem comprar a alforria de sua mulher ou de a mulher comprar a alforria do marido. Com isso, a gente percebe a resistência, a luta para preservar esses laços", afirmou.


Saiba mais:

1 de junho de 2010

Ás vezes converso com meu psicólogo sobre meus planos e sonhos, e me atenho a uma possibilidade.
- Meu caro Jonh¹, pode ser que nada dê certo?
E a resposta dele sempre me enraivece.

- Pode!

Mas como tudo tem um como, eu sempre respondo:

- Meu caro Jonh, mas vou morrer tentando.


1.O nome do meu psicólogo não é jonh.

31 de maio de 2010

A cura pela igualdade

Trechos da entrevista com Dr. Walter Ferreira da Rosa Ribeiro, um dos pioneiros da Gestalt-Terapia no Brasil, autor do livro Existência - Essência - Desafios Teóricos e Práticos das Psicoterapias Relacionais.

Como surgiu a gestalt terapia?

Nossos gurus são um casal de judeus alemães, Frederick e Laura Perls. Eles eram psicanalistas muito estudiosos e, no início do século 20, a Alemanha era um local de intensa ebulição cultural. Inspirados na fenomenologia, nos ensinamentos de Edmund Husserl, Friedrich Nietzsche e Henri Bergson, eles começaram a duvidar do sistema de análise e acharam que você tinha que ter uma relação mais olho no olho, mais horizontal com os pacientes. O nome “gestalt” é um pouco enganoso, é uma palavra alemã que quer dizer configuração, forma, todo. Eles decidiram usar esse nome porque remetia à ideia de que o ser humano é contextual, um ser abordado globalmente na sua existência.

No que a gestalt difere de outras abordagens da psicologia?

A diferença fundamental é que você deixa de tratar o outro como um inferior, como um doente, e passa a tratá-lo como um igual. Na nossa civilização, foi implantado há muitos séculos um sistema hierárquico de convivência. Nós achamos que esse sistema é responsável pela maior parte dos distúrbios e desajustes da pessoa. Assim, essa abordagem significa tratar o outro como um sábio que foi obrigado a esquecer a sua sabedoria. E fez isso para se adaptar melhor aos meios hostis em que nós sempre vivemos, para ser aceito e amado, quando, na realidade, o anseio de todo o ser humano é ser aceito e amado pelo que ele é — não pelo que ele deveria ser. Daí a dificuldade de entender essa proposta. Ela conflita com todas as crenças da nossa cultura europeia, ocidental.

Esse sistema hierárquico foi absorvido pelos consultórios?

Pela sociedade como um todo, pelo nosso ensino, pelas nossas famílias. Você não foi tratada na sua família como uma igual a seus pais. Foi tratada como um serzinho que não sabe nada e que deve ser moldado à forma — à gestalt — dos seus pais. Por isso, o nome “gestalt” é enganoso.

A gestalt pode ser usada em quais circunstâncias?

Em todas. Ela objetiva examinar a sua vida e em quais pontos suas crenças e valores estão te perturbando. Alguém que esteja sofrendo por não ter um namorado ou namorada, por exemplo, pode ter alguns vícios de comportamento ou talvez isso ocorra pela dificuldade de encontrar pessoas com as quais ela se afine melhor. Uma das coisas que nós consideramos é que a nossa cultura tem verdades demais e nós as temos enfiadas nas nossas cabeças há muito tempo. Nós herdamos crenças e valores que são dificultadores do convívio.

Por exemplo?

O homem é diferente da mulher. Em quê? A sociedade exige que ele tenha determinandos comportamentos. Quando eu comecei a fazer terapia, há uns 800 anos (risos) — e terapia é um péssimo nome, porque indica doença, e não é doença, é vício de comportamento —, uma das coisas que eu percebi foi que fazia mais de 20 anos que eu não derrubava uma lágrima. O homem não chora, não é mesmo? O homem é treinado, adestrado para não chorar, para esconder suas emoções. E a mulher é treinada para ser subjugada, frágil, alguém que sempre precisa de amparo. A única vantagem que as mulheres levam com isso é que elas conseguem desenvolver a maior arma que nós temos para o conhecimento: intuição. A análise usa a razão, chega a conclusões com base em um conhecimento passado. Só que esse passado pode ser a pseudosabedoria daquele que está no papel de terapeuta.

O tratamento — ou essa busca de si mesmo — seria mais como uma conversa, algo mais humano?

Mais humano e menos invasivo. Nós cultivamos uma honestidade intelectual, no sentido de que alguém dentro de você sabe o que é melhor para você, mas você perdeu esse contato por causa de uma educação que te tirou dessa visão. E aí entra também o aspecto político da coisa: não existe instituição política, religiosa, que não queira impor ao seus membros as suas verdades. O que fazemos é lidar com a máquina de criação de valores que cada um tem dentro de si e que está enferrujada.

Isso é maravilhoso. Mas é uma coisa bem difícil, não?

Não é difícil, é quase impossível. As argamassas de condicionamento que nós temos são muito fortes. E quanto mais a pessoa é sofrida, mais ela é agarrada às suas crenças. A gente se desvaloriza em relação às nossas próprias crenças. Uma pessoa que tem autoconfiança e autoestima não tem problema. Ela tem as respostas, não prontas dentro dela, mas ela tem a capacidade de procurar as respostas de que precisa. Mas a sociedade — a educação, e todos os outros ramos — quer que você acredite nas respostas dela para que você fique dependente. E você, ficando dependente, é mais útil à sociedade do que a você mesmo. O conflito entre o indivíduo e a sociedade é genuíno. Você tem que, com serenidade, buscar ajustamentos criativos para sobreviver da melhor forma possível. É uma coisa simples, mas dificílima. O nosso treinamento é todo para tentar curar o outro, sem virar os olhos para dentro de si. O psicólogo que não se cuida, que não sabe direito quem ele é, será um adestrador, porque considera o outro uma massa de modelagem.

Então o psicólogo que trabalha com a gestalt acaba criando uma relação com o paciente?

Claro. Você não tem um pacote único de receita para lidar com todos. Se a pessoa é mais lesada, você a trata em função daquele sofrimento maior que ela teve para que ela perceba o quanto está acreditando pouco em si. Na hora em que o próprio psicólogo consegue acreditar nisso, ele passa essa crença para a pessoa. Isso é a intuição. Não com palavras, nem com convencimentos, mas com a atitude humana de acreditar ou não.

Por conta dessa forma de encarar as coisas, a gestalt sofre preconceito por parte dos psicólogos?

Demais. A gestalt está crescendo deturpadamente. A grande maioria dos profissionais que se intitulam dessa forma não entendeu a essência da coisa. E isso não é um processo consciente ou maldoso, mas por conta da própria formação cultural. Eles acham que essa postura vai tirar a força e a autoridade deles. Quando é justamente com a autoridade que nós pretendemos acabar. É a autoridade que está levando a humanidade para o buraco.

E há muitos profissionais que trabalham com a gestalt?

O profissional convertido plenamente ainda é extremamente raro. Mas tem muita gente utilizando as palavras da coisa, falando só da boca para fora. Esse é um ponto essencial: é preciso trabalhar muito mais com a emoção do que com a razão. Mas a nossa cultura está cultuando a razão e nós estamos cada vez mais distantes de nós mesmos. A aproximação do homem de si mesmo o coloca meio como um pária na sociedade, porque ele fala diferente. Aí está uma comparação interessante: a gestalt está para aquilo que se chama de terapia assim como a pedagogia de Paulo Freire está para aquilo que se chama de ensino.


Saiba mais:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/22/cienciaesaude,i=193865/ENTREVISTA+WALTER+RIBEIRO.shtml
http://www.cegest.org.br/paginas/colunas/walterRibeiro.htm

20 de maio de 2010

Estratégias de aprendizagem



Definições:

Para Rigney (1978) São operações e procedimentos cognitivos utilizados para adquirir, reter e recuperar diferentes tipos de conhecimento e desempenho.
Gagné (1980) Capacidades internamente organizadas que orientam a aprendizagem e,quando desenvolvidas, o qualificam como auto aprendiz.
Warr e Bunce (1995) São atividades de processamento de informações usados por aprendizes no momento da codificação, com a finalidade de facilitar a aquisição, armazenagem e subseqüente recuperação da informação aprendida.
Pozo (1999) Procedimentos que se aplicam, de modo controlado, dentro de um plano projetado deliberadamente com a finalidade de alcançar uma meta fixada. Elas requerem planejamento e controle de sua execução.

Warr e Allan (1998) Classificão as estratégias de aprendizagem em :

1) Cognitivas 2) Comportamentais 3) Auto – reguladoras

1) Estratégias Cognitivas:

a) Repetição mental
b) Organização
c) Elaboração

2) Estratégias Comportamentais

a) Procura de ajuda interpessoal
b) Procura de ajuda de material escrito
c) Aplicação prática

3) Estratégias Auto – regulatórias

a) Controle emocional
b) Controle motivacional
c) Monitoramento da compreensão

Questões FMS – Piauí 2010

25. As estratégias comportamentais de aprendizagem são:

(A) controle emocional, procura por ajuda interpessoal e aplicação prática.
(B) procura por ajuda interpessoal, procura por ajuda de material escrito e aplicação prática.
(C) controle motivacional, controle emocional e aplicação prática.
(D) repetição mental, controle motivacional e controle emocional.
(E) procura por ajuda interpessoal, repetição mental e elaboração.

26. São atividades de processamento de informações usadas por aprendizes, com a finalidade de facilitar a aquisição, a armazenagem e a recuperação de informação, envolvendo processos manifestos e ocultos e variando entre indivíduos e situações.

(A) Estratégias comportamentais de motivação.
(B) Locus de controle.
(C) Estratégias de aprendizagens.
(D) Estratégias auto-reguladoras.
(E) Estratégias de aprendizagem cognitivas.


Referência:

Pantoja, M. J., & Borges-Andrade, J. E. (2009). Estratégias de aprendizagem no trabalho em diferentes ocupações profissionais. Disponível em http://www.anpad.org.br/periodicos/arq_pdf/a_833.pdf




16 de maio de 2010

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
- Não... -disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda.
Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.
Em outras palavras:
É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.

8 de maio de 2010

13. Mesmo que tenha que fazer isso em segredo, seja gentil


Princípios do Keithismo do livro de Jéssica pallington, “o que Keith Richards faria em seu lugar?.
Site da folha http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u731180.shtml

6 de maio de 2010

Pref. de Teresina Psicólogo 2010.


31. De acordo com Salovey e Mayer, as informações de natureza emocional são processadas por meio das seguintes etapas:

(A) avaliação, regulação e utilização.
(B) sociabilidade, realização e abertura à experiência.
(C) avaliação, realização e abertura à experiência.
(D) avaliação, realização e utilização.
(E) abertura à experiência, regulação e utilização.

Três processos são utilizados para processar informações de cunho emocional:

Avaliação: Refere-se à análise de expressões de suas próprias emoções e de outras pessoas e a escolha de uma melhor maneira de expressar emoções em um dado contexto.

Regulação: Inclui o mecanismo de controlar as próprias emoções e humores e reagir adequadamente no convívio social.

Utilização: Possibilita ao indivíduo o uso adequado das emoções durante a resolução de problemas cotidianos ou em situações que exijam um raciocínio complexo, permitindo - lhe elaborar adequadamente planos futuros, manter pensamentos criativos e buscar caminhos para o alcance de metas.

32. Aspecto central da saúde mental é uma característica que expressa elevado nível de autoconhecimento, ótimo funcionamento e maturidade, fundamentando-se em atitude positiva em relação a si mesmo. Essa afirmativa refere-se ao (à)

(A) crescimento pessoa.
(B) auto-aceitação.
(C) relacionamento positivo com os outros.
(D) domínio do ambiente.
(E) autonomia.

Para Ryff e Keys (1989) Há seis componentes do bem - estar:

Auto – aceitação: Aspecto central da saúde mental, trata-se de uma característica que revela elevado nível de autoconhecimento, ótimo funcionamento e maturidade. Atitudes positivas sobre si mesmo emergem como uma das principais características do funcionamento psicológico positivo.

Relacionamento positivo com outras pessoas: Refere-se a fortes sentimentos de empatia e afeição por todos os seres humanos, capacidade de amar, manter amizade e identificação com o outro.

Autonomia: São seus indicadores o lócus interno de avaliação e uso de padrões internos de auto-avaliação, resistência à aculturação e independência acerca de provações externas.

Domínio do ambiente: Capacidade de criar ou escolher ambientes adequados as suas características psíquicas, participação acentuada em seu meio e manipulação e controle de ambientes complexos.

Propósito de vida: Manutenção de objetivos, intenções e de senso de direção perante a vida, mantendo o sentimento de que a vida tem um significado.

Crescimento pessoal: Necessidade de constante crescimento e aprimoramento pessoais, abertura a novas experiências, vencendo desafios que se apresentam em diferentes fases da vida.

Fonte:

GONDIM , SIQUEIRA, Emoções e afetos no trabalho in Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E. & Bastos, A. V. B. (2004). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed. 

28 de abril de 2010

Associação livre

Acreditando na sincronicidade, acabei de assistir o filme O nono dia, sobre um padre preso num campo de concentração nazista, que recebe uma licença de 9 dias, durante esses nove dias ele tem permissão de voltar a Luxemburgo, onde é pressionado a apoiar o regime nazista, e assim salvar sua vida, a de sua família, e de todos os outros que ele convencesse a também apoiar publicamente o nazismo.
 E você, o que faria?.

Meu computador estava sem internet e tive um surto literário, li um livro a cada dois dias, o que mais me chamou atenção foi o livro A roda viva, autobiografia de Elizabeth Kubler - Ross, principalmente o capítulo que fala de sua visita ao campo de extermínio nazista Majdanek, onde se desenrola a seguinte cena:

Mas por quê?
Como era possível?
Era inconcebível para mim. (...) Como homens e mulheres podem fazer coisas assim uns aos outros?(...) Naquela ocasião, queria apenas compreender como seres humanos podem agir de forma tão criminosa com relação a outros seres humanos, em especial a crianças inocentes.
Então, o silêncio que envolvia meus pensamentos foi interrompido. Ouvi a voz clara, calma e segura de uma jovem respondendo à minha pergunta. O nome dela era Golda.
- Você também seria capaz de fazer isso - disse.
Eu queria discordar, mas estava tão aturdida que nenhum som saiu de minha boca.
- Se tivesse sido criada na Alemanha nazista - acrescentou. Tive vontade de gritar que não concordava com o que ela dizia. Eu, não! Eu era uma pacifista. Tinha sido criada por uma boa família num país pacífico. Nunca conhecera a pobreza, a fome ou a discriminação. Golda leu isso tudo em meus olhos e, com convicção, replicou:
- Ficaria surpresa se soubesse o que é capaz de fazer. Se tivesse crescido na Alemanha nazista, poderia ter facilmente se transformado no tipo de pessoa que faria isso. Existe um Hitler em cada um de nós.

Imediatamente me veio à lembrança a reportagem do fantástico sobre Uganda, um dos países da áfrica que possui leis que punem os homossexuais, Uganda possui um projeto que conta com apoio da população, de incluir entre as punições a pena de morte. A associação como se diz é livre, a morte de milhares de judeus e opositores ao regime nazista em campos de concentração foi uma catástrofe inominável, e em minha opinião, até hoje incomparável, mas o que fica, o que se enfatiza, é a idéia de que temos um Hitler em cada um de nós.

Vejo isso quando condenamos as pessoas por que são diferentes (por que estão em casas de detenção, por que estão com o corpo pintado, por que se vestem diferente, por que não comem carne, não torcem pelo mesmo time de futebol, ou por que não querem acordar todo dia de manhã e bater o ponto, que agora é eletrônico e digital.

Quando penso que é a “modernidade” e o quanto ela é inevitável, ao assistir uma reportagem aqui pertinho, no Brasil mesmo, sobre o caso de populações indígenas desesperadas por que ficarão inevitavelmente com suas reservas naturais comprometidas e destruídas pela construção de usinas e ferrovias, o que significa para eles vida e morte.

Poderia enumerar milhares de diferentes problemas, e calamidades que acontecem todos os dias, no meu país, na minha cidade, no meio bairro, no entanto o que me faz refletir é a ação desencadeada por todos esses eventos. Acompanhe comigo.

Veja a cena:

Atenção concentrada.

Sensibilização.

A TV se desliga.


Saiba mais:

20 de abril de 2010

Emoções e expressões faciais

Kathleen Bogart estuda a própria doença para entender como as pessoas percebem os sentimentos nas expressões faciais

A mulher estava com medo e sozinha, uma alma frágil numa cadeira de rodas que tinha colocado algumas coisas num saco de lixo antes de ser desalojada.
Ela precisava de companhia, compaixão - alguém, qualquer pessoa, que visse e sentisse sua perda, então buscou esses sentimentos no rosto de sua assistente social, em vão.

Mas a assistente social, recém-formada, parecia tocada emocionalmente de alguma forma. Algo estava errado. "Eu via a diminuição da ligação emocional entre nós, eu via isso acontecendo e não podia fazer nada", disse Kathleen Bogart, 28 anos, assistente social que agora é pesquisadora da área de psicologia na Tufts University. Bogart é portadora da síndrome de Moebius, uma condição rara e congênita que causa paralisia facial e que recebe esse nome por causa do neurologista do século 19 que a descobriu.

Ela conta que, quando as pessoas que ela ajudava expressavam tristeza, "eu não podia retribuir. Eu tentava fazer isso com palavras e tom de voz, mas não adiantava. Sem a expressão facial, a emoção simplesmente morre aqui, sem ser compartilhada. Ela simplesmente morre".

Pesquisadores sabem há muito tempo que as expressões faciais são essenciais para a interação social e as categorizaram em detalhes. Eles sabem que expressões são universais; conseguem distinguir diferenças mínimas em expressões; por exemplo, entre um sorriso por educação e um autêntico.

Mesmo assim, uma questão permanece: como o cérebro interpreta as expressões dos outros tão rapidamente e com tanta precisão? A resposta provavelmente é de grande importância, dizem os especialistas, tanto para entender como as interações sociais ocorrem de forma suave e como elas podem ser problemáticas.

Estudos realizados até o momento apontam para o que psicólogos chamam de imitação facial. Durante uma troca social, as pessoas subconscientemente refletem a surpresa, repulsa ou alegria umas das outras - e, na verdade, interpretam a emoção ao sentir o que está incorporado em seu próprio rosto. Em resumo, sobrancelhas franzidas comunicam tanto quanto um sorriso, e transmitem sua própria carga emocional. Mas e se uma pessoa não consegue imitar nenhuma expressão?

Curso de Psicologia Transpessoal

Num novo estudo, o maior até hoje sobre a síndrome de Moebius, Bogart e David Matsumoto, psicólogo da San Francisco State, descobriram que pessoas com o distúrbio, independente de suas dificuldades sociais, não tiveram dificuldade nenhuma em reconhecer expressões de outras pessoas. Eles se saem tão bem quanto pessoas sem a síndrome na identificação de emoções de rostos em fotografias, apesar de não conseguirem imitá-las.

As descobertas sugerem fortemente que o cérebro tem outros sistemas para reconhecer expressões faciais, e que pessoas com paralisia facial aprendem a tirar vantagem deles. "Parece provável que eles desenvolvam estratégias compensatórias em resposta à deficiência de longo prazo", Tanya Chartrand, psicóloga da Duke University que não esteve envolvida no estudo da síndrome de Moebius, escreveu em mensagem de e-mail. "Essas estratégias não dependeriam do processo de mímica e permitiria a essas pessoas entender as emoções através de um caminho diferente".

Se essas estratégias forem capazes de serem ensinadas, afirmam especialistas, poderiam ajudar outras pessoas com certa incapacidade social, seja devido à ansiedade, problemas de desenvolvimento como autismo, ou causas comum de paralisia parcial, como a facial.

Numa série de estudos, psicólogos descobriram que a conexão social entre parceiros de uma conversa depende fortemente de um "toma lá, dá cá" rítmico e geralmente subconsciente de gestos e expressões que criam um tipo de boa vontade compartilhada. "Parte disso pode ser a aceitação da própria interação", disse Chartrand.

Se o timing não for certo - o estudo sobre a síndrome não considerou o timing, a aceitação pode ser incerta e a interação falha. A forma como muitas pessoas com paralisia completa, ou quase completa, superam esse problema é confiando em canais além do rosto: olhos nos olhos, gestos das mãos, postura e tom de voz. Muitas pessoas com paralisia podem tornar esses instrumentos expressivos algo sutil ou potente.

Bogart  tem uma risada marcante. Seu queixo cai, os lábios se esticam e levantam levemente, e todo seu tronco balança. A necessidade de depender desses canais periféricos torna pessoas com paralisia especialmente sensíveis a esses sinais nos outros. "Numa festa, acho que consigo dizer se vale a pena conversar com uma pessoa em alguns segundos", ela disse. "Consigo ler o nível de conforto de uma pessoa, ou se elas conseguem trabalhar o desconforto, muito rapidamente".

Alguns psicólogos afirmam que as evidências de pessoas com paralisia e sem paralisia sugerem que o cérebro sintoniza em vários canais de uma vez quando ler as vibrações emocionais dos outros. A imitação certamente é um deles - mas precisa de uma ajudinha.

Texto adaptado

Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4385248EI8147,00Cientista+estuda+emocoes+atraves+da+propria+paralisia+facial.html
ps: Lá tem fotos
ps2: Estou sem internet.OWW!!

7 de abril de 2010

Confirmação


Ficamos tão desesperados por essa confirmação que, se não a recebemos por sermos quem somos, tentaremos provocar o aparecimento do melhor substituto possível - tentaremos conseguir a confirmação da forma que pensamos que a outra pessoa deseja. Criaremos uma impressão – nos empenharemos em uma espécie de ‘parecer’ para obter aceitação (pág. 45).

A confirmação quer dizer, sermos afirmados em nossa existência separada, em nossa alteridade e singularidade, essa confirmação significa, um Sim, que só poderá vir de uma pessoa para a outra, pois, é de um homem para o outro que o pão celestial de ser o próprio ser é passado (BUBER, 1965 apud HYCNER, 1997).

Referência:

HYCNER, R.; A base Dialógica in HYCNER, R.; JACOBS, L. Relação e Cura em Gestalt-Terapia. São Paulo: Summus, 1997.

6 de abril de 2010

Questões Psicodiagnóstico

 Curso de Psicodiagnóstico
 http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/cursos/314/curso-de-psicodiagnostico

(TRT -18° 2008) 23. O psicodiagnóstico pode ser considerado como um processo científico, porque deve partir de um levantamento prévio de hipóteses que serão confirmadas ou infirmadas por meio de passos predeterminados e com objetivos precisos. Tal processo é limitado no tempo, baseado num contrato de trabalho entre paciente ou responsável e o psicólogo. Quando o objetivo de uma avaliação psicológica clínica é realizar uma avaliação compreensiva,

a) o exame compara a amostra do comportamento do examinando com os resultados de outros sujeitos da população geral ou de grupos específicos, com condições demográficas equivalentes, interpretando diferenças de escores, identificando forças e fraquezas e descrevendo o desempenho do paciente.
b) são investigadas irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas.
c) procura-se fornecer subsídios para questões relacionadas com "insanidade", competência para o exercício das funções de cidadão, avaliação de incapacidades ou patologias que podem se associar com infrações da lei, entre outras.
d) procura-se identificar problemas precocemente, avaliar riscos, fazer uma estimativa de forças e fraquezas do ego, de sua capacidade para enfrentar situações novas, difíceis, estressantes.

e) é determinado o nível de funcionamento da personalidade, são examinadas as funções do ego, em especial a de insight, condições do sistema de defesas, para facilitar a indicação de recursos terapêuticos e prever a possível resposta aos mesmos

R:
O processo psicodiagnóstico pode ter um ou vários objetivos: - Classificação simples (descritivo); - Classificação nosológica, -Diagnóstico diferencial; - Avaliação compreensiva; - Entendimento dinâmico; - Prevenção; -Prognóstico; - Perícia forense

O objetivo de avaliação compreensiva considera o caso numa perspectiva mais global, determinando o nível de funcionamento da personalidade, examinando funções do ego (controle da percepção e da mobilidade; prova da realidade; antecipação, ordenação temporal; pensamento lógico, coerente, racional; elaboração das representações pela linguagem, etc), em especial quando há insight, para indicação terapêutica ou, ainda, para estimativa de progressos ou resultados de tratamento.



(PREF. ALTOS 2009) 28. Sobre a avaliação psicológica clínica com objetivo de diagnóstico diferencial, pode se afirmar:

a) Hipóteses iniciais são testadas, tomando como referência critérios diagnósticos.
b) São investigadas irregularidades ou inconsistências do quadro sintomático, para diferenciar alternativas diagnósticas, níveis de funcionamento ou a natureza da patologia.
c) Ultrapassa a classificação simples, interpretando diferença de escores, identificando forças e fraquezas e descrevendo o desempenho do paciente.
d) Procura identificar problemas precocemente, avaliar riscos, fazer uma estimativa de forças e fraquezas do ego, de sua capacidade para enfrentar situações novas, difíceis e estressantes.
e) Determina o curso provável do caso.

R:
No diagnóstico diferencial, o psicólogo investiga irregularidades e inconsistências do quadro sintomático e/ou dos resultados dos testes para diferenciar categorias nosológicas, níveis de funcionamento mental. Naturalmente, para trabalhar neste objetivo (diagnóstico diferencial), o psicólogo, além de experiência e de sensibilidade clínica, deve ter conhecimentos avançados de psicopatologia e de técnicas sofisticadas de diagnóstico.


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3 de abril de 2010

A Psicoterapia Dialógica

O dialógico é a exploração do entre.

Hycner (1997) a define como uma abordagem sentida, em que num contexto relacional a singularidade da pessoa é valorizada enfatizando uma relação direta e mútua.

Pode-se dizer que  é ‘um modo de ser’, definindo-se como uma abordagem; uma atitude ou postura em relação a existência humana e um processo de psicoterpia que se caracteriza por propostas únicas para situações únicas.

Na psicoterpia dialógica a pessoa é vista como um todo, o terapeuta tenta entender a pessoa na sua totalidade,é claro que em diferentes estágios da psicoterapia um outro aspecto precisa ser enfatizado, mas , acima de tudo, um terapeuta de orientação dialógica tenta manter presente o contexto todo – assim como a tensão em observar a alternância rítmica entre eles(pág. 35)

O dialógico abrange duas posturas polares: o Eu – Tu e o Eu – Isso, estas são as duas atitudes primárias que um ser humano pode assumir em relação aos outros(pág. 32)

O Eu - Tu é uma atitude de conexão natural enquanto o Eu – Isso de separação também naturais, é preciso lembrar que a vida saudável requer sempre uma alternância entre esses dois pólos, assim como o feto que é profundamente carne da mãe e ainda assim, também, está formando seu corpo e se preparando para a separação.

O Eu – Tu é o apreciar a alteridade, a singularidade, a totalidade do outro, enquanto isso acontece também com o outro, esta é uma experiência mútua, uma experiência de encontro.

O Eu – Isso é uma atitude dirigida para um propósito, é uma coisificação do outro, essa atitude não é errada ou má, ela é um aspecto necessário do tornar-se humano. mas é sua esmagadora predominância no mundo moderno que a torna problemática, até mesmo trágica (pág. 34)

Os hífens do termo Eu – Tu e Eu – Isso são profundamente simbólicos , significam que a orientação com que alguém se aproxima dos outros é sempre relacional e, reciprocamente, reflete-se de volta para a própria pessoa, pois  se me aproximo dos outros com uma atitude Eu – Tu, isso irá se refletir de volta em como me aproximo de mim mesmo (pág. 34).

Ironicamente não se pode ter como meta um encontro Eu – Tu , pois ao fazer-se este se torna um Eu – Isso, só podemos preparar o terreno para que ele ocorra, pois como afirma Buber  o tu me encontra por meio da graça, não é alcançado pela procura (Buber, 1958 apud HYCNER pág. 34)


Referência:

HYCNER, R.; A base Dialógica in HYCNER, R.; JACOBS, L. Relação e Cura em Gestalt-Terapia. São Paulo: Summus, 1997.

14 de março de 2010

I.

“A pessoa saudável não desconsidera as necessidades dos outros nem permitem que as suas sejam desconsideradas”

Perls 

in A abordagem gestáltica e testemunha ocular da terapia (pág. 117).


II.


Junto com as estatísticas do blog o google fornece também as palavras chaves mais procuradas, ou seja, a palavra chave da pesquisa que alguém usou pra chegar aqui.
E para a minha surpresa olha o que aparece!

“lizandra psicoterapeuta rs”

kkkkkkkkkkkkkkk

Num curte, não! Galera!
  

11 de março de 2010

Ciclo Motivacional



TRT 3° REGIÃO  QUESTÃO 43.


A partir da Teoria das Relações Humanas, todo o acervo de teorias psicológicas acerca da motivação passou a ser aplicado dentro da empresa. Verificou-se que todo comportamento humano é motivado e que a motivação, no sentido psicológico, é

(A) uma energia inesgotável que determina não só a satisfação, mas também o desejo de cada colaborador em cumprir suas atividades.
(B) a tensão persistente que leva o indivíduo a alguma forma de comportamento visando à satisfação de uma ou mais determinadas necessidades.
(C) inconsciente e que não há, no ambiente de trabalho, ações de motivação que possam ser adotadas sem a participação efetiva do colaborador, pois ele é que indicará se sua necessidade foi ou não satisfeita.
(D) definida pelo ego, que aciona o superego para a definição dos estímulos que efetivamente serão aceitos para suprir as necessidades presentes.
(E) assumir poder sobre o trabalho, uma vez que não há como um indivíduo no ambiente de trabalho se sentir satisfeito se não tiver o sentimento de liberdade de ação para exercer sua função.


Ciclo Motivacional

         A partir da Teoria das Relações Humanas, todo o acervo de teorias psicológicas acerca da motivação humana passou a ser aplicado dentro da empresa. Verificou-se que todo comportamento humano é motivado.

         Que a motivação, no sentido psicológico, é a tensão persistente que leva o individuo a alguma forma de comportamento visando à satisfação de uma ou mais determinadas necessidades. O organismo humano permanece em estado de equilíbrio psicológico (equilíbrio de forças psicológicas, segundo Lewin), até que um estímulo o rompa e crie uma necessidade. Essa necessidade provoca um estado de tensão em substituição ao anterior estado de equilíbrio.A tensão conduz a um comportamento ou ação capazes de atingir alguma forma de satisfação daquela necessidade.

         Equilíbrio Interno     Estímulo ou Incentivo      Necessidade     Tensão    Comportamento     Satisfação


Porém o ciclo motivacional, a necessidade nem sempre pode ser satisfeita. Pode ser frustrada, ou ainda pode ser compensada (ou seja, transferida para outro objeto, pessoa ou situação).  No caso de frustração da necessidade, no ciclo motivacional, a tensão provocada pelo surgimento da necessidade elabora uma barreira ou um obstáculo para sua liberação. Quando não é encontrada a saída adequada, a tensão, represada no organismo, procura um meio indireto de saída, seja por via psicológica (agressividade, descontentamento, apatia, tensão emocional, indiferença) seja por via fisiológica (tensão nervosa, insônia, repercussões cardíacas ou digestivas).
Outras vezes, a necessidade não é satisfeita nem frustrada, mas transferida ou compensada. Isso se dá quando a satisfação de uma outra necessidade reduz ou aplaca a intensidade de uma necessidade que não pode ser satisfeita.



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Saia na frente: Preparatório para concursos Específico de Psicologia

FONTE:

www.ite.edu.br/.../Teoria%20de%20Campo%20de%20Lewin%2029.09.doc . Acesso 11/03/2010
NOVAES, M. V. A importância da motivação para o sucesso das equipes no contexto organizacional . Revista eletronica de psicologia. Ano 1. julho de 2007. Disponível em http://www.pesquisapsicologica.pro.br/pub01/marilia.htm



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