7 de dezembro de 2015

Entrevista Motivacional

A Entrevista Motivacional (EM) é uma técnica descrita originalmente pelo psicólogo americano William Miller com o objetivo principal é auxiliar nos processos de mudanças comportamentais trabalhando a resolução da ambivalência, foi delineada para ajudar os clientes na decisão de mudança nos comportamentos considerados aditivos, tais como transtornos alimentares, tabagismo, abuso de álcool e drogas, jogo patológico e outros comportamentos compulsivos.

A técnica é breve, podendo ser realizada numa única entrevista, ou, como um processo terapêutico, é comumente desenvolvida em quatro a cinco entrevistas, utiliza estratégias mais persuasivas do que coercivas e suportivas.

Miller e Rollnick (1991) descreveram cinco princípios para trabalhar na EM:

1.    Expressar empatia: É a habilidade Rogeriana de ouvir reflexivamente. É utilizada para ajudar a clarificar a ambivalência sem provocar a resistência. Este princípio, de certa forma, é paradoxal, pois, ao mostrar a aceitação do paciente como ele é, ele estará livre para mudança ou não.

2.    Desenvolver discrepância: É ajudar o cliente a ver e sentir como o seu comportamento ameaça importantes metas pessoais, evidenciando a distância entre onde a pessoa está e onde ela gostaria de chegar. O cliente será estimulado a desenvolver a consciência das consequências de seu atual comportamento.

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3.    Evitar argumentação: A confrontação gera resistência e é um sinal para o técnico mudar as estratégias. As discussões são contraproducentes, por exemplo, fazer com que o cliente, no confronto, aceite o rótulo da dependência de substâncias.

4.    Fluir com a resistência: É mover-se através dela, sabendo reconhecer o momento do cliente, auxiliando dessa forma na resolução da ambivalência.

5.    Estimular auto-eficácia: Os clientes não vão considerar a mudança, a não ser que eles pensem que elas sejam possíveis, é necessário acreditar na possibilidade de mudança. Auto-eficácia é um elemento básico no processo de motivação para mudança, define-se como a capacidade percebida do indivíduo para executar uma resposta de enfrentamento ,ou seja, a auto-eficácia não é ter habilidades, a autoeficácia é a percepção, a certeza e a capacidade de exercer as habilidades.



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Fonte:
Cunha. J. A  (Org.), Psicodiagnóstico-V Porto Alegre: Artmed.5° ed. 2000

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