25 de abril de 2009

Resiliência

A arte de lidar com os desafios

Resiliência nunca esteve tão em alta nos últimos anos. O termo, adaptado pelas Ciências Humanas, caracteriza a capacidade de ser flexível ao enfrentar adversidades. Ou seja, ter habilidade para lidar com a pressão e dificuldade do dia-a-dia, superando decepções, traumas e fracassos de forma sólida e com o menor prejuízo emocional possível.

O termo provém do latim, do verbo resilire, que significa "voltar para trás". A palavra foi primeiramente utilizada pela Física e pela Engenharia e expressa a capacidade que alguns materiais apresentam, após sofrerem alguma pressão, de voltar a sua forma original. Exemplo, quando um pedaço de ferro é aquecido, ele se dilata com o estresse — calor— mas não quebra, voltando depois ao seu estado normal, sem se transformar em outro material. Hoje, o conceito possui uma proposta inovadora, com uma abordagem voltada para o campo da Psicologia.

Resiliência pode ser desenvolvida em qualquer pessoa. Trata-se de uma conquista de novas habilidades pessoais. Quem nunca vivenciou situações de total dificuldade e estresse e soube superá-las com uma visão positiva de reconstruir a vida? Isso é ser resiliente. Podemos afirmar que é um conjunto de processos sociais e intrapsíquicos que possibilita uma vida sã em um meio insano. Esses processos resultam de positivas combinações entre herança genética, atributos da criança e seu ambiente familiar, social e cultural.

Aplicado na Educação, educar para a resiliência é ensinar em clima de acolhimento e confiança, promovendo afeto e aceitação, contribuindo para a formação da auto-estima, desenvolvendo capacidade de resolver problemas, valorizando as potencialidades de cada indivíduo e cultura, além de estimular a capacidade comunitária.

Na infância, um ambiente familiar saudável e estruturado contribui para a maior capacidade da criança se adaptar e de interagir de forma positiva frente aos acontecimentos. Pais que criam filhos resilientes contribuem para que a criança seja disciplinada, confiante, sociável, inteligente, compreensível, responsável, consciente e com amor-próprio. Pesquisas mostram que crianças resilientes têm menor chance de desenvolver transtornos mentais, distúrbios de aprendizagem e maior chance de sucesso profissional.

Lembre-se da lição: não podemos saber se vamos ou não sofrer quando algo inesperado acontecer em nossas vidas, mas podemos sim definir quanto tempo vamos querer alimentar esse sentimento, assim como canalizar essa emoção com uma ação construtiva.

(Luciana Campaner é psicóloga clínica e mestre em Neurociências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Site: www.inbio.com.br / E-mail: inbio@inbio.com.br)



FONTE:
http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1625342&area=92010&authent=6513CFD8B77113EFA9F77314FBA9D7

Um comentário:

liahernandes disse...

Oi Lizandra,
Adorei tua postagem. Sou prima da Luciana e fiquei feliz em encontrar um texto dela quando procurei Crianças Resilientes no Google.
Abraços.
Eliana

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